A União Europeia (UE) deu novos passos para avançar na assinatura do acordo de livre-comércio com o Mercosul, após uma mudança recente na postura da Itália, que vinha figurando entre os principais focos de resistência à conclusão do tratado.
O governo italiano havia manifestado preocupações com os impactos do acordo sobre seus agricultores, defendendo garantias e mecanismos de compensação antes de apoiar o pacto. Sinais mais recentes de abertura por parte de Roma, no entanto, indicam um possível realinhamento, o que abriu caminho para a retomada das articulações dentro do bloco europeu.
Para contornar as resistências, a Comissão Europeia intensificou reuniões com ministros da Agricultura dos países-membros e passou a defender medidas de apoio ao setor agrícola europeu. Entre as propostas estão a criação de fundos adicionais e garantias específicas para produtores que possam ser impactados pela maior entrada de produtos oriundos do Mercosul.
A aprovação do acordo depende agora da formação de uma maioria qualificada no Conselho da União Europeia, o que exige o apoio de ao menos 15 dos 27 países do bloco, representando, no mínimo, 65% da população europeia. Nesse contexto, a posição de países como Itália e França segue sendo determinante para a decisão final.
Em negociação há mais de duas décadas, o acordo UE–Mercosul é considerado um dos mais ambiciosos projetos de integração comercial entre Europa e América do Sul. Caso seja concretizado, deverá ampliar os fluxos de exportação e importação entre os dois blocos e criar uma das maiores áreas de livre-comércio do mundo, com impactos relevantes para a economia global.
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