O empresário Nelson Tanure tornou-se alvo das investigações que apuram irregularidades envolvendo o Banco Master nesta quarta-feira (14). A Polícia Federal apreendeu o celular do investidor ao cumprir um mandado de busca e apreensão expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A ordem judicial também alcançou endereços ligados a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além de imóveis relacionados a familiares do banqueiro. As diligências fazem parte de uma investigação mais ampla sobre a instituição financeira.
Conhecido no mercado por adquirir empresas em dificuldades e conduzir processos de reestruturação agressivos, Tanure atravessa um período de maior fragilidade financeira. A renegociação da dívida da Ligga Telecom, concluída no início de dezembro, evidenciou esse cenário, que acabou se refletindo em outros negócios do investidor ao longo de 2025.
No mesmo período, Tanure perdeu o controle da geradora de energia Emae por inadimplência e viu suas tentativas de avançar sobre empresas como o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e a Braskem não se concretizarem conforme o planejado.
Paralelamente, a crise do Banco Master — utilizado em operações financeiras por companhias de seu portfólio — afetou uma de suas investidas mais recentes, o Dia, que chegou a ter parte relevante de seu caixa aplicada na instituição.
Apesar do momento adverso, Tanure acumula um dos casos de maior sucesso recente do mercado brasileiro. Em 2014, assumiu o controle da petroleira HRT, posteriormente rebatizada de PetroRio — hoje PRIO —, que se transformou em uma das empresas mais rentáveis do setor de óleo e gás no país. Ele também esteve à frente de reestruturações complexas e de resultados mais limitados, como na operadora Oi.
Em nota, a defesa de Tanure afirmou que o empresário não possui qualquer relação societária com o Banco Master, do qual teria sido apenas cliente. Segundo os advogados, ficará comprovada a inexistência de qualquer conduta ilícita relacionada à instituição financeira.
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