O atestado médico em papel deixará de ter validade oficial no Brasil a partir de 5 de março de 2026, após decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM). A mudança representa uma virada histórica na área da saúde e torna obrigatório o uso da plataforma digital Atesta CFM para emissão e validação de documentos médicos em todo o país.
A partir dessa data, o sistema digital será o único reconhecido legalmente, garantindo maior segurança, rastreabilidade e autenticidade das informações. Segundo o CFM, a medida foi motivada principalmente pelo combate às fraudes, que chegaram a representar até 21% dos atestados analisados em algumas regiões do Brasil.
Com a digitalização, cada atestado passará a contar com verificação online, identificação do profissional responsável e registro oficial em base de dados integrada, o que dificulta falsificações e amplia a proteção a empresas, médicos e pacientes.
Além do reforço na segurança, a nova regra promete mais agilidade, redução da burocracia e aumento da confiabilidade no sistema de saúde. Especialistas avaliam que a iniciativa insere o Brasil em uma tendência global de digitalização de documentos médicos e de modernização dos processos assistenciais e administrativos.
A obrigatoriedade do modelo digital marca um novo capítulo na relação entre medicina, tecnologia e governança, com impacto direto no mercado de trabalho, na gestão de pessoas e na fiscalização de documentos médicos.
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