Motoristas que utilizam a BR-324, no trecho entre Salvador e Feira de Santana, devem sentir um novo impacto direto no orçamento. A previsão de um pedágio em torno de R$ 25 para um trajeto de aproximadamente 108 quilômetros representa um custo médio de R$ 0,23 por quilômetro rodado.
A cobrança ficará sob responsabilidade da concessionária que assumirá a administração do trecho, dentro do novo modelo de concessão previsto para a rodovia. O projeto promete melhorias na infraestrutura, manutenção contínua e reforço na segurança viária, mas o histórico recente da BR-324 tem levado parte dos usuários a encarar a novidade com cautela.
Entre motoristas que dependem da estrada diariamente — trabalhadores, transportadores e pequenos comerciantes —, a principal preocupação é se o valor elevado do pedágio será efetivamente revertido em benefícios concretos, como duplicações, faixas adicionais, atendimento rápido a ocorrências e redução de congestionamentos.
O debate ganha força em um contexto de combustíveis caros e custos crescentes de manutenção veicular, que pressionam a renda de quem usa a rodovia como eixo essencial de deslocamento e escoamento de mercadorias. Para esses usuários, a dúvida central permanece: quanto será cobrado e o que, de fato, será entregue em troca.
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