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Aline Santana

A empreendedora Aline Santana criou a Carminha, loja de cosméticos para cabelos crespos e cacheados

Negros estão à frente de 79% dos negócios na Bahia

Pesquisa aponta os desafios de empreendedores na gestão de seus negócios

REDAÇÃO por REDAÇÃO
24/01/2024
em Negócios Locais
Tempo de Leitura: 4 minutos
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Foi diante da necessidade financeira que Hilza Heckert decidiu empreender. Na época estudante universitária, Hilza tinha acabado de se desligar de um trabalho formal e resolveu “criar algo seu”. Foi assim que, em 2015, a empreendedora e chef de cozinha vegana abriu o Nana Veg. Em oito anos de negócio, Hilza já viu a empresa passar por diversos desafios e assumir formatos diferentes. O empreendimento de comida vegana inclui a empresária em um grupo que vem crescendo na Bahia:  o dos afroempreendedores.

Por definição, o afroempreendedor é toda pessoa negra que vende ou negocia um produto ou serviço. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Bahia, eles representam 79% dos empresários. Para entender mais a fundo os desafios desse grupo, o Sebrae entrevistou mais de 330 afroempreendedores baianos e lançou os resultados de uma pesquisa recente. Entre as principais dificuldades estão pontos como entraves no acesso ao crédito e falta de conhecimento de gestão.

As dificuldades de gestão, enfrentadas por 79% dos afroempreendedores baianos, segundo os dados da pesquisa, foram também os maiores desafios da trajetória de Hilza. “Comecei por necessidade, precisava do dinheiro, mas também entendia que era uma área onde dava para investir. Foi bastante desafiador principalmente porque não tinha conhecimento nenhum de gestão, aprendo até hoje”, conta ela.

A empresária, que começou apenas com o delivery, chegou a abrir um espaço físico. O Bistrô Nana Veg funcionou no Rio Vermelho, em Salvador, entre dezembro de 2021 e agosto do ano passado, mas a empreendedora resolveu dar um passo atrás e voltar a investir somente nas entregas.

Além das questões de gestão, outros pontos fizeram com que a empresária tomasse a decisão de fechar seu restaurante. Entre os aspectos que mais pesaram estão a dificuldade no acesso ao crédito, necessidade identificada também por 57% dos empreendedores ouvidos na pesquisa.

Para Hilza, conseguir investimentos se torna ainda mais dificíl quando o empreendedor é negro. “Com certeza as questões raciais intensificam muito vários desafios, o do crédito e tantos outros. Quantas vezes, no restaurante, as pessoas não me viam como dona. Muitas vezes via o cliente ir falar com um funcionário meu de pele mais clara porque presumia que aquele era o dono. Isso também impacta em seguir com o negócio: gente que deixa de ir porque você é negro”, detalha.

Analista do Sebrae, Anderson Teixeira, aponta que as questões raciais de fato impactam nos negócios de empreendedores negros. “Questões de uma sociedade que é racista e é elitista, naturalmente aparecem como dificuldades para esses empreendedores. Impactam em pontos como o faturamento, que para a grande maioria não ultrapassa quatro salários, um valor do faturamento que ainda é baixo para que o empreendedor possa se desenvolver no mercado, crescer, inovar”, analisa.

Hilza Heckert
Em oito anos de negócio, Hilza já viu a empresa passar por diversos desafios e assumir formatos diferentes

Representatividade

Para o analista, outro destaque da pesquisa, vai para o aspecto da representatividade. Termos como ‘black money’, usado para designar o capital que circula dentro dos negócios e da própria comunidade negra, são desconhecidos mesmo entre os empreendedores. Entre os entrevistados, 57% afirmaram não conhecer a denominação.

Segundo Anderson, os números mostram a necessidade de fortalecer cada vez mais a rede de afroempreendedores. “Esse trabalho mais didático e feito em rede, para fortalecer essa comunidade, é muito importante. Importante também que toda sociedade ajude, indique afroempreendedores, contrate, compre, para que essa comunidade, esse movimento, possa se fortalecer”, acredita.

Foi justamente pensando na representatividade que a empreendedora Aline Santana criou a Carminha, loja de cosméticos para cabelos crespos e cacheados. Nascida em 2020, durante a pandemia, a empresa investe desde o começo em ações que marquem a representatividade negra.

“A autoestima da mulher negra é construída, e o cabelo é como se fosse a nossa moldura. Eu mesma percebi, lá atrás, como eu conhecia poucas personalidades negras, então na empresa a gente faz esse pequeno ato de resistência para que a mulher negra se sinta pertencente e representada”, detalha.

Entre as iniciativas estão o envio de cards com informações sobre personalidades negras junto aos produtos e a produção de uma revista sobre a beleza negra. Os cards, enviados desde o começo do negócio, já homenagearam mais de 40 personalidades e chegaram a formar uma espécie de álbum de figurinhas. Entre os nomes estão personalidades históricas como Martin Luther King e Nilo Peçanha, além de nomes atuais como o da atriz e poetisa Elisa Lucinda e da cantora e atual ministra da Cultura, Margareth Menezes. O nome mais recente, homenageado no card deste mês é o da baiana de acarajé Dinha.

Sempre tendo a figura negra no centro de seu negócio, a empreendedora quer alcançar novos voos e segue estudando para conquistar um novo objetivo: uma marca própria de cosméticos. “Desde o início eu vivo fazendo cursos, aprendi muito em como fortalecer minha marca. Os passos tem que ser dados aos poucos , até porque a gente não tem tantos recursos financeiros, mas dá para crescer”, acredita.

CrediAfro

Para dar auxílio aos empreendedores e facilitar o acesso ao crédito para seus negócios, o governo da Bahia lançou, no último dia 21 de novembro, data em que é celebrado o Dia da Consciência Negra, o CrediAfro, linha de crédito exclusiva para negócios liderados por pessoas negras. A iniciativa é fruto da parceria entre a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e a Agência de Fomento do Estado (Desenbahia).

Na cerimônia, o governador Jerônimo Rodrigues assinou os cinco primeiros contratos da iniciativa. Segundo a pasta, o CrediAfro oferece empréstimos de até R$ 50 mil. A expectativa é chegar ao total de R$ 10 milhões em crédito, com juros de apenas 1% ao mês.

Uma das primeiras beneficiadas, Silve Elen Braga é proprietária da loja virtual NegraSil Acessórios e teve acesso a esta linha especial, no valor de R$ 30 mil. De acordo com ela, o recurso vai impulsionar o seu empreendimento. “Graças ao CrediAfro, vou investir em materiais novos para a minha empresa, para uma nova coleção. Espero, com isso, fortalecer a minha marca e ampliar meu negócio”.


Leia também: Cielo vai contratar mais de 300 gerentes de negócios

Tags: BahiaDesenbahiadestaqueIBGEInstituto Brasileiro de Geografia e EstatísticaSebrae
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