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Nem princesa nem guerreira: mulher

REDAÇÃO por REDAÇÃO
07/03/2024
em Colunistas
Tempo de Leitura: 3 minutos
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Por Eletice Rangel*

eletice rangelVocê já pensou em como a sua forma de ser no mundo pode ser moldada inconscientemente por elementos externos? Nós mulheres, assim como os homens, temos nosso mundo interno construído não somente por um conjunto de crenças, valores e experiências de vida, mas por padrões de comportamentos. Tais padrões podem estar associados a personagens que se apresentam historicamente na sociedade e que cumprem o papel de compor o mecanismo de funcionamento de um sistema do qual fazemos parte. Sendo assim, a nossa forma única de ser, pensar e a agir na vida é continuamente construída pelo que nos alcança, também, por meio do mundo que nos envolve.

Nossa sociedade é baseada num modelo em que os papéis das mulheres são definidos e construídos, sem que percebamos como isso interfere nas nossas relações com nós mesmas, com o outro e na nossa saúde mental. Na cultura ocidental, os mitos, as lendas, a literatura, as campanhas publicitárias e os filmes transmitem mensagens que nos imprimem padrões de comportamentos desejados por um modelo, que nos leva a nos posicionarmos numa dinâmica hierarquizada e de subordinação.

Nesse contexto, podemos destacar dois padrões que definem o nosso comportamento e nutrem a estrutura social, gerando-nos condições de maior vulnerabilidade e de fragilidade psicoemocional. Se por um lado nos é imposto que devemos ser a princesa frágil e indefesa, que deve ser escolhida e salva pelo destemido e forte príncipe, por outro, temos que ser a mulher guerreira, forte e combativa que supera todos os obstáculos impostos pela vida e que resolve tudo para si e para os que estão ao redor. É por isso que mereceríamos ser parabenizadas no Dia Internacional da Mulher? Obviamente que não. Isso é uma armadilha e gera um preço alto para nossa saúde psicoemocional.

O padrão de comportamento da princesa é caracterizado por um perfil feminino inocente, delicado, vulnerável, dentro de um estereótipo específico de beleza (mulher branca, jovem, magra), que exclui boa parte das mulheres que vão estar fora desse crivo, se não sempre, em algum momento das suas vidas. A luta para ser validada e o esforço para se encaixar neste modelo afeta negativamente a nossa saúde física e mental, minando nossa autoestima, devido à tentativa desesperada de busca pela juventude e pelo ideal de corpo perfeito definido pelos padrões que são impostos pela sociedade.

Nossa sociedade é baseada num modelo em que os papéis das mulheres são definidos e construídos, sem que percebamos como isso interfere nas nossas relações com nós mesmas, com o outro e na nossa saúde mental

O perfil da guerreira representa a figura feminina que é caracterizada pela coragem, resiliência, força, determinação e alta capacidade de luta, que embora assuma um papel de liderança na busca pelos objetivos, silencia a opressão que sofremos, por exemplo, vivendo sob uma dupla ou tripla jornada (afazeres domésticos e profissionais). Mas será que diante de tantas demandas, nós estamos atentas a como esse perfil, em meio a um acúmulo de tarefas, está afetando a nossa saúde mental? Estamos conseguindo perceber a sobrecarga que nos é imposta para provarmos tantas habilidades? No dia a dia, estamos conseguindo administrar pensamentos, estresse, demandas de trabalho, familiares e as nossas relações? Conseguimos nos observar diante de tanta batalha? Como podemos ter um cuidado maior para conosco?

E se pudéssemos estar mais atentas a essas dinâmicas e nos posicionar sobre esses papéis com mais assertividade, podendo fazer escolhas que reflitam os nossos anseios mais verdadeiros e profundos? É urgente nos percebermos dentro dessa realidade que nos envolve. É preciso cuidarmos mais de nós mesmas, conhecermo-nos melhor, empoderarmo-nos para que possamos enfrentar e questionar os modelos daquilo que esperam de nós, as sobrecargas que nos são impostas e escolhermos ser, simplesmente, a mulher que queremos ser.

Existe uma batalha de posicionamento nosso diante do estabelecido pelo contexto social e outra que deverá ser feita individualmente ao olharmos para dentro de nós mesmas, pois somos únicas e devemos ter clareza do que queremos diante dos nossos valores e anseios como mulher.

Nesse sentido, olhe profundamente para si, tome posse de todos os instrumentos importantes para o seu autoconhecimento (que lhe gerará empoderamento, a exemplo da psicoterapia) e perceba que você não tem que ser nem princesa nem guerreira. Você simplesmente é uma mulher única em sua complexidade e valor e, por isso, merece integral respeito.


  • Eletice Rangel é Psicoterapeuta Transpessoal Sistêmica, atua no atendimento de adultos e é Economista pela UFBA (@psicoterapeuta_eleticerangel)
Tags: Eletice Rangel
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