O ouro e a prata fecharam em forte alta nesta segunda-feira (5), acompanhando um rali mais amplo dos metais preciosos, em meio ao aumento da percepção de risco geopolítico global. O movimento ocorreu apesar da valorização dos mercados acionários ao redor do mundo e reflete a busca por proteção diante de novos desdobramentos políticos e militares.
Na Comex, divisão de metais da Nymex, o ouro para fevereiro avançou 2,82%, encerrando a US$ 4.451,5 por onça-troy. Já a prata para março disparou 7,94%, cotada a US$ 76,66 por onça-troy.
Os ganhos se intensificaram ao longo da sessão, mesmo com o desempenho positivo de ativos de risco nos mercados acionários globais, sustentados principalmente por papéis dos setores de energia, defesa e bancos.
Investidores reagiram a uma possível escalada do risco geopolítico após uma operação dos Estados Unidos na Venezuela, que teria resultado na captura do ditador Nicolás Maduro. O cenário se soma às tensões persistentes no Leste Europeu e no Oriente Médio.
Para Forex.com, o analista Fawad Razaqzada avalia que a captura de Maduro reacendeu a busca por segurança, embora os fatores “bullish” que levaram o ouro e outros metais a níveis recordes possam perder força no longo prazo.
Já a Capital Economics destaca que o reposicionamento da Venezuela na órbita política dos EUA pode ser interpretado de diferentes formas, incluindo uma possível intensificação das pressões militares e políticas sobre a China, especialmente em relação a Taiwan.
No Leste Europeu, a Ucrânia relatou novos ataques da Rússia que deixaram dois mortos em Kiev, enquanto negociações de paz seguem em andamento. No Oriente Médio, Israel realizou ataques no Líbano, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ameaçou o Irã, afirmando que não permitirá a retomada do programa de mísseis balísticos do país.
Segundo Saxo Bank, a estrategista-chefe de investimentos Charu Chanana observa que a valorização simultânea de ações e ativos de proteção indica que as tensões geopolíticas passaram a ser tratadas como “normais” pelos mercados, mantendo o foco dos investidores em dados econômicos até que ocorram choques mais amplos de oferta ou condições financeiras.
Entre outros metais, a platina para abril avançou 6,94%, a US$ 2.285,20, enquanto o paládio para março subiu 4,38%, a US$ 1.765,60.
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