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Com dólar a R$6, como fica a economia do Brasil?

REDAÇÃO por REDAÇÃO
04/12/2024
em Colunistas
Tempo de Leitura: 4 minutos
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*Por João Victorino

Joao VictorinoO dólar alcançar R$6 reflete uma combinação de fatores internos e externos. No cenário internacional, a moeda americana se fortalece diante de perspectivas de taxas de juros mais altas e prolongadas nos Estados Unidos, associada às ameaças de medidas de imposição de novas tarifas comerciais pela futura administração de Donald Trump. Isso atrai investidores que buscam proteção para ativos em dólar, elevando sua demanda global.

Entretanto, o Real, entre as moedas emergentes, apresenta a pior performance, superando até o peso argentino. Isso não se explica apenas por fatores externos. Internamente, o Brasil enfrenta meses de atrasos na apresentação de um plano fiscal crível e executável, agravando a percepção de risco.

Desde a aprovação do novo arcabouço fiscal, substituto do teto de gastos, a dívida pública segue em trajetória ascendente, gerando desconfiança nos investidores. Temos que reforçar que existe uma percepção de que o governo atual não tem convicção em cortes de gastos como forma de dar saúde a economia e sim ao contrário, isso traz rejeição aos investidores.

Isenção de impostos: uma boa ideia no momento errado

A recente isenção de imposto de renda para quem ganha até R$5 mil é uma medida importante, considerando que a tabela do imposto está defasada pela inflação há anos. Isso alivia o bolso de muitos brasileiros. O problema não é a ideia em si, mas o momento em que foi implementada.

Essa renúncia fiscal ocorreu sem alternativas críveis para compensar a perda de arrecadação. A tentativa de tributar os mais ricos pode até parecer justa, mas é amplamente reconhecido que, no Brasil, esse tipo de tributação pode ser facilmente contornado por meio de mecanismos jurídicos e contábeis. Isso torna improvável que a arrecadação esperada se concretize, agravando ainda mais o quadro fiscal.

A dívida pública brasileira em números

A dívida bruta do governo federal atingiu 78,6% do PIB em outubro de 2024, um salto em relação aos 71,7% registrados em dezembro de 2022. Isso equivale a cerca de R$9 trilhões. O governo também pagou impressionantes R$869 bilhões em juros da dívida nos últimos 12 meses até outubro.

Além disso, o déficit primário – diferença entre receitas e despesas, sem considerar os juros da dívida – já acumula R$223 bilhões até outubro. O déficit nominal, que inclui os juros, alcança R$1,1 trilhão. Esses números mostram que o Brasil não apenas gasta mais do que arrecada, mas também enfrenta custos altos para financiar sua dívida.

Não se trata de ataque especulativo

É importante deixar claro: não estamos enfrentando um ataque especulativo. A questão é simples e objetiva. Se o governo, como entidade tomadora de empréstimos, não demonstra capacidade de honrar suas dívidas, os investidores passam a exigir juros maiores para assumir o risco.

Hoje, os títulos do Tesouro oferecem IPCA+ 7% ao ano, que é uma taxa elevada e que atrai investidores, mas que também acelera o crescimento da dívida pública. Isso cria uma bola de neve perigosa, com um ciclo de endividamento que se torna cada vez mais difícil de sustentar.

Por que o Brasil não pode se comparar a países desenvolvidos?

Embora países como Estados Unidos, França e Japão tenham dívidas públicas muito maiores em relação ao PIB, a estrutura de nossa dívida é diferente. Nosso perfil de vencimento é mais curto, o que nos obriga a renegociar parcelas significativas em intervalos menores. Isso aumenta a vulnerabilidade em momentos de instabilidade econômica ou política.

Nosso parâmetro deve ser outros países emergentes, que enfrentam desafios semelhantes, mas com bases fiscais mais sólidas. Comparar o Brasil com economias desenvolvidas, que possuem moedas fortes e confiança irrestrita dos mercados, é ignorar nossas limitações estruturais.

O impacto da alta do dólar no dia a dia

A desvalorização do real traz consequências diretas para a população. Produtos importados, como combustíveis, alimentos (trigo, por exemplo) e componentes eletrônicos, ficam mais caros, pressionando a inflação. Setores como turismo internacional e comércio varejista também sentem os efeitos.

Por outro lado, exportadores de commodities brasileiras se beneficiam, já que seus produtos ganham competitividade no mercado global. No entanto, para a maior parte da população, o impacto do dólar alto é sentido no aumento do custo de vida, com uma perda ainda maior do poder de compra.

O que precisa ser feito?

A solução para estabilizar o dólar e a economia passa por medidas fiscais sólidas e responsáveis. O governo precisa apresentar um plano confiável de redução de gastos e controle da dívida pública. Reformas estruturais, como a administrativa, são essenciais para reduzir despesas permanentes.

Além disso, é fundamental fortalecer a confiança dos investidores, mostrando comprometimento com a estabilidade econômica. Sem essas ações, continuaremos presos a um ciclo de juros altos, inflação elevada e moeda desvalorizada. Precisamos aguardar qual será a reação do congresso que sempre ajusta esse tipo de pacote.


  • João Victorino é administrador de empresas, professor de MBA do Ibmec e educador financeiro. Com uma carreira bem-sucedida, busca contribuir para que as pessoas melhorem suas finanças e prosperem em seus projetos e carreiras. Para isso, idealizou e lidera o canal A Hora do Dinheiro com conteúdo gratuito e uma linguagem simples, objetiva e inclusiva.
Tags: dólar
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