O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), métrica calculada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) para monitorar as expectativas do setor produtivo do estado, marcou -161 pontos em agosto, numa escala que vai de -1.000 a 1.000 pontos. O resultado indica um cenário de Pessimismo Moderado (intervalo de -250 pontos a zero ponto). Trata-se da 19ª pontuação abaixo de zero em sequência e da quarta menor registra no ano.
O resultado foi 28 pontos menor que o de julho (quando o indicador marcou -133 pontos), suficiente para suplantar a alta captada em julho (aumento de 2 pontos).
Conforme especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, “essa oscilação negativa da percepção quanto ao futuro do empresariado baiano deve servir de alerta, já que mais do que anula o aumento observado no mês antecedente”.
A queda da confiança de julho a agosto aconteceu de forma generalizada, visto que todos os quatro grupamentos expressaram retrocesso. Entre os setores, o de Agropecuária apresentou o maior encolhimento e o de Indústria registrou o menor recuo.
Nenhum dos quatro setores assinalou pontuação superior a zero. Os resultados foram: Agropecuária, -146 pontos; Indústria, -181 pontos; Serviços, -169 pontos; e Comércio, -104 pontos. Enquanto o setor de Comércio foi o de pontuação menos desfavorável, a atividade de Indústria exibiu o menor nível de confiança pelo segundo mês seguido.
Do conjunto avaliado de assuntos, os temas crédito, situação financeira e capacidade produtiva apresentaram as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, as variáveis inflação, vendas e câmbio apresentaram os indicadores de confiança em situação menos desfavorável no mês.
Ainda segundo Lobo, “vale destacar que, mesmo diante do recuo na margem e das oscilações ao longo do ano, a percepção do empresariado baiano quanto ao futuro se encontra melhor agora do que no início de 2025”.