O oceanógrafo baiano Mateus Lima transformou uma inquietação profissional em uma solução tecnológica de alto impacto para empresas expostas a eventos climáticos extremos. A partir de experiências tanto na academia quanto na consultoria ambiental, ele percebeu que muitos estudos ficavam restritos a relatórios técnicos sem gerar mudanças práticas na gestão de riscos.
O ponto de inflexão veio durante um acidente em Salvador, quando Lima utilizou seu modelo de previsão de riscos climáticos para apoiar operações de resgate. A experiência mostrou que suas análises poderiam salvar vidas e orientar decisões em tempo real — e não apenas cumprir exigências burocráticas.
Desse insight nasceu a i4sea, startup que desenvolveu um software de gestão de riscos climáticos voltado para empresas com ativos vulneráveis a fenômenos naturais, como enchentes, vendavais, ondas de calor e deslizamentos de terra.
A plataforma cruza projeções climáticas com séries históricas de eventos extremos e dados locais para emitir alertas antecipados e orientar planos de mitigação. O objetivo é permitir que companhias ajam preventivamente — ajustando operações, protegendo infraestrutura e reduzindo prejuízos financeiros e humanos.
Segundo Lima, a principal dor do mercado não é a falta de dados, mas a incapacidade de traduzi-los em decisões rápidas e estratégicas. A i4sea busca justamente preencher esse vazio, conectando ciência climática à gestão corporativa de riscos.
Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos, soluções como essa tendem a se tornar indispensáveis para setores como infraestrutura, energia, logística, construção e indústria.
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