O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, em abril, ficou em 0,30% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O índice teve uma segunda desaceleração consecutiva, registrando, novamente, uma alta menor que a do mês anterior (havia sido de 1,19% em fevereiro e 0,37% em março), e foi o mais baixo para um abril, na RMS, em três anos, desde 2020, quando havia ficado em 0,09%.
Também foi o 3º menor IPCA-15 do país, dentre os 11 locais pesquisados separadamente, mantendo-se inferior ao nacional (0,57%). Os maiores índices em abril foram registrados nas RMs Curitiba/PR (0,85%) e Belém/PA (0,80%) e em Brasília/DF (0,80%). Abaixo da Região Metropolitana de Salvador, ficaram as RMs Belo Horizonte/MG (0,27%) e Recife/PE (0,29%).
O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 16 de março e 13 de abril de 2023.
No acumulado no ano de 2023, o IPCA-15 da RM Salvador está em 2,48%, menor que o do Brasil como um todo (2,59%) e o 3º mais baixo entre as 11 áreas pesquisadas. Nos 12 meses encerrados em abril, por sua vez, a RMS tem o maior IPCA-15 acumulado do país (5,17%). O índice nacional está em 4,16%.
Transportes e saúde
Mesmo mantendo a desaceleração, o IPCA-15 de abril na Região Metropolitana de Salvador (0,30%) foi resultado de aumentos nos preços médios de seis dos nove grupos de produtos e serviços que formam o índice.
Os grupos transportes (0,97%) e saúde e cuidados pessoais (0,82%) tiveram os maiores aumentos médios e também exerceram as principais pressões inflacionárias na prévia do mês.
A alta dos transportes foi liderada pela gasolina (2,24%) e pelas passagens aéreas (18,85%), que teve o segundo maior aumento dentre todos os produtos e serviços pesquisados pelo IPCA-15.
Já entre as despesas com saúde, as principais pressões de alta vieram dos produtos farmacêuticos (1,46%), após a autorização do reajuste de até 5,60% no preço dos medicamentos a partir de 31 de março, e dos planos de saúde (1,21%).
Entre os três grupos de produtos e serviços que tiveram deflação, segundo o IPCA-15 de abril, vestuário (-0,84%) apresentou a queda mais acentuada e também deu a principal contribuição no sentido de segurar o índice, com influência mais forte das roupas (-0,82%), sobretudo as masculinas (-1,11%).
As despesas pessoais (-0,06%) tiveram o segundo impacto de baixa mais significativo na prévia da inflação de abril, na RMS, puxadas pela deflação na hospedagem (-1,97%).
Embora, de uma forma geral, os preços dos alimentos tenham apresentado aceleração entre março (-0,39%) e abril (0,06%), puxados pelos panificados (1,53%) e a alimentação fora de casa (0,41%), alguns produtos importantes do dia a dia ficaram mais baratos, como o frango em pedaços (-3,38%), o tomate (-6,98%) e a cebola (-6,49%).