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Capa Economia Economia Baiana

Indústria da construção civil perde 2.740 trabalhadores e 241 empresas na Bahia

REDAÇÃO por REDAÇÃO
17/06/2021
em Economia Baiana
Tempo de Leitura: 4 minutos
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Pessoal ocupado nas empresas de construção também caiu, chegando a 99,5 mil pessoas (Foto Gilson Abreu/AEN)

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O  tamanho do setor empresarial da construção civil na Bahia voltou a encolher, em 2019, após o resultado positivo do ano anterior. Ao final do ano pré-pandemia, o estado contava com 2.372 empresas da construção com 5 ou mais pessoas ocupadas. Este número teve queda de 9,2% frente a 2018, quando o total era 2.613. Ou seja, 241 empresas encerraram suas atividades Bahia de um ano para o outro. O número de 2019, no estado, foi o menor desde 2011, quando havia 2.309 empresas de construção. Ou seja, o setor adentrou a pandemia com o menor número de empresas em oito anos. Os dados são Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) 2019 do IBGE.

Frente a 2015, quando a Bahia havia apresentado seu maior número de empresas atuando na construção (3.009), houve uma queda de 21,2%. Ou seja, 637 empresas da construção civil fecharam no estado, em quatro anos.

Com o saldo negativo, entre 2018 e 2019, a Bahia perdeu participação no total de empresas da construção civil com 5 ou mais pessoas ocupadas no país, de 4,7% para 4,3%. Ainda assim, o estado se manteve com a sétima maior participação no total de empresas de construção do país e com a maior participação do Norte/Nordeste.

No Brasil, o setor empresarial da construção civil teve, entre 2018 e 2019, uma leve redução no número de empresas com 5 ou mais pessoas ocupadas, de 55.596 para 55.555. Uma variação negativa de -0,1%, ou menos 41 empresas.

Entre 2018 e 2019, o setor empresarial da construção cresceu em 11 dos 27 estados brasileiros. Os destaques positivos foram pra Rondônia (18,2%), Espírito Santo (15,8%) e Pernambuco (12,6%). Por outro lado, as maiores quedas, em termos proporcionais, ocorreram em Amapá (-57,8%), Alagoas (-27,5%) e Sergipe (-21,9%).

Número de trabalhadores 

O encerramento das atividades das empresas de construção atuantes na Bahia em 2019 contribuiu para mais uma redução do pessoal ocupado no setor. O total de trabalhadores nas empresas de construção com 5 ou mais pessoas ocupadas no estado caiu pelo segundo ano consecutivo, passando de 102.260 em 2018 para 99.520 em 2019. Isso representou menos 2.740 pessoas ocupadas no setor (-2,7%) em um ano.

Assim, no pré-pandemia, o pessoal ocupado na construção civil na Bahia chegou ao seu patamar mais baixo em 12 anos, desde 2007, quando 93.232 pessoas trabalhavam no setor, no estado. Frente a 2013, quando as empresas da construção civil baiana empregavam 183.267 trabalhadores (maior número de trabalhadores da série histórica), 83.747 pessoas deixaram de atuar no setor, o que representou uma queda de 45,7% em seis anos.

No Brasil, ao contrário da Bahia, houve discreta variação positiva na ocupação na construção civil. Em 2019, 1.705.395 pessoas trabalhavam nas empresas do setor, frente a 1.703.667 em 2018, o que representou mais 1.728 em um ano (0,1%).

Apesar do recuo na ocupação, a Bahia ganhou uma posição no ranking nacional de emprego no setor empresarial da construção civil, passando de sexto lugar em 2018 para quinto lugar em 2019, superando o Rio Grande do Sul.

Entre 2018 e 2019, houve redução do pessoal ocupado em empresas de construção em 17 das 27 unidades da Federação. O Rio Grande do Sul teve justamente a maior queda absoluta (-4.765 trabalhadores).

Salário  

De 2018 para 2019, na Bahia, apesar da queda no número de empresas e no pessoal ocupado no setor, o total de salários, retiradas e outras remunerações pagas pelas empresas de construção com 5 ou mais pessoas subiu pelo terceiro ano consecutivo, em termos nominais – ou seja, sem descontar os efeitos da inflação. Passou de R$ 2,949 bilhões para R$ 3,018 bilhões, num aumento de 2,3%.

No Brasil como um todo, também houve crescimento nominal entre esses dois anos, de R$ 49,998 bilhões em 2018, para R$ 52,560 bilhões em 2019 (+5,1%).

Como o crescimento percentual da Bahia foi inferior ao nacional, a participação do estado no total de rendimentos pagos no Brasil caiu de 5,9% em 2018 para 5,7% em 2019.

Em 2019, o salário médio nas empresas de construção civil com 5 ou mais pessoas ocupadas, na Bahia, era de R$ 2.332,88, um pouco abaixo do nacional (R$ 2.370,77) e o nono maior rendimento médio entre os estados. Houve um aumento nominal de 5,1% frente a 2018, quando era de R$ 2.218,84, também o nono mais alto do país.

Já o valor das incorporações, obras e/ou serviços da construção, na Bahia, passou de R$ 13,485 bilhões em 2018 para R$ 14,025 bilhões em 2019, num aumento nominal de 4,0%. O Brasil como um todo também registrou alta nominal no valor das obras e serviços, de R$ 251,983 bilhões em 2018 para R$ 261,810 bilhões em 2019 (+3,9%).

Com o crescimento praticamente igual ao nacional, a participação da Bahia no valor gerado pelo setor empresarial da construção civil brasileiro oscilou muito pouco entre os dois anos, passando de 5,3% em 2018 para 5,4% em 2019.

O estado manteve-se, assim, com o sexto maior valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção civil, mesma posição que ocupava em 2018.

Resultados positivos 

Ainda que venha encolhendo nos anos mais recentes, quando se comparam os números do setor empresarial da construção civil de 2019 com os de 2010, o saldo é quase todo positivo para a atividade, na Bahia. Apenas o total de trabalhadores recua.

Entre 2010 e 2019, o número de empresas de construção atuando no estado cresceu 30,3%, de 1.821 para 2.372 (mais 551 empresas); o aumento nominal no total de salários e remunerações pagas foi de 33,4% (de R$ 2,262 bilhões em 2010 para R$ 3,018 bilhões em 2019); e o valor das obras e serviços de construção teve crescimento nominal de 9,0% (de R$ 12,865 bilhões em 2010 para R$ 14,025 bilhões em 2019.)

Já o número de pessoas ocupadas no setor caiu 29,8% no período, de 141.855 em 2010, para 99.520 em 2019 (menos 422.335 trabalhadores).

Em relação à participação nacional no período, a Bahia apresentou uma ampliação nos salários pagos (de 5,6% em 2010 para 5,7% em 2019) e no valor das obras (de 5,2% em 2010 para 5,4% em 2019), por outro lado, teve queda na participação nacional no pessoal ocupado (de 6,1% em 2010 para 5,8% em 2019). Em relação ao número de empresas, houve estabilidade, em torno de 4,2%, entre 2010 e 2019.

Nessa comparação de longo prazo, entre os estados do Nordeste, a Bahia viu crescer sua participação no pessoal ocupado (de 26,8% em 2010 para 29,6% em 2019), nos salários pagos (de 28,4% em 2010 para 32,9% em 2019) e no valor das obras (de 27,5% em 2010 para 30,6% em 2019). Por outro lado, houve queda na participação no número de empresas na região no período (de 27,5% para 26,9%). O estado lidera em todos os indicadores na região.

Tags: Bahiaconstrução civilIBGE
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