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Capa Economia Economia Baiana

Baiano ganha medalha de ouro em concurso mundial de cacau

REDAÇÃO por REDAÇÃO
18/12/2021
em Economia Baiana
Tempo de Leitura: 3 minutos
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1

O baiano João Tavares é tricampeão em concurso mundial de cacau (Foto: Ana Lee/Divulgação)

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Depois de ter sido selecionado entre os 50 melhores do mundo no Cocoa of Excellence (CoEx), o produtor baiano João Tavares conquistou medalha de ouro. Também na disputa, a baiana Angélica Maria Tavares e o paraense João Evangelista conquistaram medalhas de prata na premiação realizada na quinta-feira (16) em cerimônia transmitida ao vivo, direto de Paris, para mais de 70 países. Os produtores acompanharam a transmissão em espaço montado no Centro de Convenções de Ilhéus, na Bahia, onde acontece até domingo (19) o 12º Chocolat Festival – Festival Internacional do Chocolate e Cacau edição Bahia.

Maior destaque da “copa do mundo do cacau”, o baiano João Tavares já foi premiado outras duas vezes no concurso, levando o primeiro lugar em 2010 e 2011, e figurando entre os 50 melhores em 2019. Este ano, João concorreu com uma amostra da variedade Catongo, uma variedade brasileira caracterizada pelas amêndoas claras. Segundo João, o cacau catongo é muito apreciado pelos chocolateiros por ter notas doces de caramelo, sem perder os aromas florais. “É um material muito exótico, muito diferente”, acrescenta o responsável pela lavoura da Fazenda Leolinda, de Uruçuca, que já havia ganhado o prêmio de melhor cacau do mundo em outras duas edições do concurso, em 2010 e 2011.

A mãe de João Tavares, Angélica Maria Tavares, inscreveu uma amostra da variedade FL 89 da fazenda homônima, também em Uruçuca, e acabou levando a prata.

“Essa conquista representa o reconhecimento do cacau brasileiro pelo mercado internacional. A maior de todas as alegrias é saber que isso vai trazer oportunidade para a região, que precisa agregar valor ao cacau, verticalizando a produção até o chocolate e outros derivados”, pontua João Tavares.

Pará

Do assentamento da região do Tuerê, no município de Novo Repartimento, o produtor João Evangelista Lima representou muito bem a cacauicultura do Estado do Pará com uma amostra híbrida paraense. João Evangelista entrou na competição com o apoio da Fundação Solidaridad. “Há 11 anos a Solidaridad atua no Brasil apoiando a agricultura familiar e o desenvolvimento sustentável”, esclarece Pedro Santos, supervisor de campo da Solidaridad no Pará.

“Não esperava tanto, mas chegamos longe e foi muito bom, gerou um valor melhor para o meu produto”, comemora Evangelista, enquanto lembra de agradecer por todo o apoio e orientação técnica que recebeu da Fundação Solidariedad e da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) do Pará.

O Prêmio Internacional do Cacau – Cocoa of Excellence é a competição de maior prestígio do mundo e proporciona o reconhecimento global aos produtores de alta qualidade, celebrando a diversidade de sabores das diferentes origens do planeta. Ao todo foram 235 amostras enviadas de todo os continentes e as melhores 50 foram selecionadas por especialistas espalhados pelo mundo para a grande final, em Paris.

As 29 amostras brasileiras inscritas no CoEx foram pré-selecionadas no Centro de Inovação do Cacau (CIC) sob a coordenação da Ceplac. Dessas, oito foram para Paris e as que três seguiram entre as finalistas ganharam os destaques. Essa triagem feita no Brasil antes de submeter as amostras para o concurso é fundamental para garantir uma qualidade competitiva.

“De um lado temos os produtores fazendo um trabalho lindo em campo, que investem em qualidade, que são pioneiros e enfrentam o desafio brasileiro de produzir cacau na floresta. E do outro, temos uma equipe técnica que está voltada para um trabalho de qualificação dessas amêndoas cada vez mais profissionalizado. Temos investido muito nas metodologias de análise e isso é um divisor de águas. Não é à toa que esse ano temos três premiados. De fato, houve toda uma avaliação criteriosa de cada etapa: análise física, química e sensorial de cacau não torrado, de liquor e de chocolate. Percebemos que quando entregamos algo com lastro técnico, temos um resultado brilhante como foi esse. Então, vence o Brasil”, comenta a bióloga Adriana Reis, doutora em biotecnologia e gerente de qualidade do Centro de Inovação do Cacau (CIC).

O Brasil participou de todas as edições sob a coordenação da Ceplac que, desde 2019, conta com a parceria do CIC para a realização de todas as etapas de seleção final das amêndoas que irão para avaliação do Comitê Internacional na França.

Chocolat Festival

Realizado desde 2009, o Chocolat Festival é considerado o maior evento de chocolate de origem do Brasil e reúne toda a cadeia produtiva da planta, passando pelo fruto ao produto final. “O festival é importante porque você traz pesquisadores, produtores de chocolate, chocolatiers de outros países, de outros estados, pessoas envolvidas com esse mercado. Eles demonstram aos produtores que vale a pena investir em qualidade, em cacau fino, em cacau de origem. O mundo, cada vez mais, busca produtos que tenham alguns aspectos como a preservação ambiental, o sabor e a história por trás – tudo isso a nossa região tem, o sul da Bahia tem”, ressalta Marco Lessa, empresário e idealizador do evento.

Tags: BahiacacauIlhéusParáParis
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COMENTÁRIOS 1

  1. ELPÍDIO FRANCISCO NETO says:
    5 anos atrás

    Quero registrar meus parabéns aos vencedores e que estejamos todos empenhados em ser um dos premiados em próximos conclaves.

    Responder

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