A Bahia se consolida como a maior produtora de limão da região Nordeste e a terceira maior do Brasil, com áreas produtivas distribuídas em diferentes regiões do estado e forte potencial de exportação.
Entre os principais polos de produção estão o Vale do São Francisco e o Nordeste baiano, regiões que se destacam pela capacidade produtiva e pela inserção no mercado internacional, especialmente com embarques destinados à União Europeia.
O limão Tahiti, principal variedade cultivada no estado, tem apresentado alto desempenho produtivo e qualidade adequada para exportação, o que reforça o protagonismo da fruticultura baiana no cenário nacional.
Semiárido ganha destaque na entressafra
O Semiárido baiano tem ampliado sua relevância na produção da fruta, especialmente durante a entressafra das regiões Sudeste e Sul do país, quando a oferta nacional diminui e os preços tendem a subir.
Municípios como Casa Nova têm adotado tecnologias de irrigação que permitem manter a produção mesmo em condições climáticas desafiadoras. Nessas áreas, a produtividade média chega a 17 toneladas por hectare, resultado considerado competitivo no setor.
Produção orgânica e potencial exportador
Além da produção convencional, iniciativas voltadas ao cultivo orgânico também têm ganhado espaço no estado. Municípios como Inhambupe, Sátiro Dias e Lençóis vêm investindo em sistemas produtivos sustentáveis voltados ao mercado externo.
Atualmente, a Bahia conta com mais de 6.200 hectares de áreas colhidas, com produção superior a 80 mil toneladas de limão, consolidando o estado como um dos principais polos da citricultura brasileira.
A combinação entre clima favorável, irrigação e demanda internacional crescente reforça o potencial de expansão da cultura nos próximos anos.
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