A Apple passou a disponibilizar nesta semana, no Brasil, o recurso de notificações de pressão alta no Apple Watch, após aprovação da Anvisa. A funcionalidade não mede a pressão arterial como o aparelho de braço tradicional — em vez disso, identifica padrões fisiológicos ao longo do tempo que podem sugerir hipertensão.
O usuário precisa ativar a função no aplicativo Saúde, no iPhone. Após cerca de 30 dias de uso contínuo, o sistema analisa sinais captados pelo sensor óptico do relógio, observando como os vasos sanguíneos respondem às batidas do coração. Caso seja detectado um padrão compatível com pressão elevada, o relógio envia um alerta ao usuário.
Se a notificação aparecer, a própria Apple orienta que a pessoa meça a pressão com um aparelho convencional por sete dias e leve esse histórico para avaliação médica. Ou seja, o recurso funciona como ferramenta de triagem e conscientização, não como exame clínico nem substituto de consulta.
Nos testes globais, a Apple envolveu mais de 100 mil participantes, e estudos clínicos com cerca de 2 mil pessoas mostraram que um número significativo apresentava hipertensão sem saber — reforçando o potencial de detecção precoce.
A funcionalidade está disponível no Apple Watch Series 9 ou superior, além dos modelos Ultra 2 e Ultra 3.
Especialistas veem o avanço como parte de uma tendência: wearables entrando no campo da prevenção e da saúde preditiva. Eles não substituem o médico, mas podem antecipar riscos que, muitas vezes, passam anos despercebidos.
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