A China anunciou nesta quarta-feira (31) a adoção de medidas de salvaguarda sobre a importação de carne bovina. As novas regras entram em vigor a partir de 1º de janeiro e estabelecem cotas por país, com a aplicação de uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes que ultrapassarem os limites definidos.
A decisão ocorre em um contexto de forte expansão do consumo de carne bovina no país. Nos últimos anos, as importações cresceram impulsionadas pelo aumento da renda da população chinesa. Paralelamente, a produção doméstica também avançou, estimulada por políticas do governo voltadas ao fortalecimento da pecuária local.
Com o novo sistema, os principais fornecedores internacionais — entre eles Brasil, Argentina, Uruguai e Nova Zelândia — poderão exportar volumes proporcionais à sua participação histórica no mercado chinês.
O Brasil, maior fornecedor de carne bovina para a China, recebeu uma cota anual de pouco mais de 1 milhão de toneladas. O limite, porém, fica abaixo do volume recentemente praticado. Segundo dados da alfândega chinesa, o país exportou 1,33 milhão de toneladas de carne bovina para o mercado chinês apenas nos 11 primeiros meses deste ano.
A medida deve impactar diretamente o comércio internacional de proteínas e acende um alerta para exportadores brasileiros, que terão de ajustar volumes, redirecionar embarques ou absorver custos adicionais caso ultrapassem as cotas estabelecidas.
Leia mais:
Empresário é indiciado por lesão corporal em investigação de violência doméstica na Bahia.



















