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Capa Economia Economia Brasileira

Contas externas têm saldo negativo de US$1,7 bilhão em setembro

REDAÇÃO por REDAÇÃO
22/10/2021
em Economia Brasileira
Tempo de Leitura: 5 minutos
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O dólar encerrou esta terça (18) vendido a R$ 5,434, com alta de R$ 0,012 (+0,22%) (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

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As contas externas tiveram saldo negativo de US$ 1,699 bilhão em setembro, informou hoje (22) o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2020, o déficit foi de US$ 346 milhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a diferença na comparação interanual se deve ao resultado do superávit comercial que reduziu US$ 1,9 bilhão, enquanto os déficits em serviços e em renda primária recuaram US$ 391 milhões e US$ 96 milhões, respectivamente. “O déficit aumentou, embora permaneça em patamares baixos”, explicou.

Em 12 meses, encerrados em setembro, o déficit em transações correntes é de US$ 20,702 bilhões, 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), ante o saldo negativo de US$ 19,349 bilhões (1,22% do PIB) em setembro de 2021 e déficit de US$ 32,260 bilhões (2,09% do PIB) no período equivalente terminado em setembro de 2020.

Segundo Rocha, a relação déficit-PIB em 12 meses se reduziu muito em razão dos efeitos da pandemia nas atividades, mas esse valor de 1,3% têm se mantido estável nos últimos três meses. Em 12 meses encerrados em fevereiro de 2020, por exemplo, período pré-pandemia, o déficit em transações foi R$ 69 bilhões ou 3,79% do PIB.

Já nos nove primeiros meses do ano, o déficit é de US$ 8,082 bilhões, contra saldo negativo de US$ 13,303 bilhões de janeiro a setembro de 2020.

Balança comercial e serviços

As exportações de bens totalizaram US$ 24,489 bilhões em setembro, aumento de 33,9% em relação a igual mês de 2020. As importações somaram US$ 22,028 bilhões, incremento de 58,2% na comparação com setembro do ano passado. Com esses resultados, a balança comercial fechou com superávit de US$ 2,461 bilhões no mês passado, ante saldo positivo de US$ 4,365 bilhões em setembro de 2020.

Segundo Rocha, o crescimento das importações no mês se deve à nacionalização de equipamentos no âmbito do Repetro, com valor de US$ 1 bilhão. “Mesmo se excluísse as operações do Repetro, mesmo assim as importações teriam crescido 51%, permanecendo o crescimento maior que as importações. Isso se deve à retomada do dinamismo da atividade econômica interna, aumentando déficit em transações correntes”, explicou, destacando o aumento da demanda de residentes por bens importados.

O Repetro é o regime aduaneiro especial, que suspende a cobrança de tributos federais, de exportação e de importação de bens que se destinam às atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e gás natural, principalmente as plataformas de exploração.

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) manteve a trajetória de retração mas com déficit menor, com saldo negativo de US$ 1,357 bilhão em setembro, ante US$ 1,747 bilhão em igual mês de 2020.

Segundo Rocha, a rubrica de aluguel de equipamentos foi responsável por mais de 70% da redução do déficit da conta de serviços, também devido à importação de equipamentos associada ao Repetro. “Com a propriedade na mão de residentes não há mais necessidade de pagar aluguel para estrangeiros”, explicou. Na comparação interanual, houve redução de 30,9% nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de US$ 890 milhões em setembro de 2020 para US$ 615 milhões em setembro de 2021.

Em linha com a expansão do volume de comércio e aumento das despesas com viagens, as despesas líquidas de transporte aumentaram na comparação interanual, de US$ 207 milhões em setembro de 2020 para US$ 372 milhões no mês passado.

No caso das viagens internacionais, as receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil chegaram a US$ 236 milhões, enquanto as despesas de brasileiros no exterior ficaram em US$ 474 milhões, contribuindo para elevar o déficit em serviços. Com isso, a conta de viagens fechou o mês com déficit de US$ 237 milhões, ante déficit de US$ 138 milhões em setembro de 2020.

De acordo com Rocha, esta é uma conta muito afetada pelas restrições impostas pela pandemia e pelas taxas de câmbio, mas vem se recuperando com o avanço da vacinação e reabertura dos países, mantendo média de US$ 200 milhões nos últimos quatro meses. No trimestre anterior, de março a maio, a média foi de US$ 125 milhões.

Ainda assim, os valores estão muito abaixo do período pré-pandemia. Em 2019, por exemplo, a média das despesas de brasileiros no exterior foi US$ 1 bilhão.

Rendas

Em setembro de 2021, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) ficou estável, chegando a US$ 3,073 bilhões, contra US$ 3,169 bilhões no mesmo mês de 2020. Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil, que remetem os lucros para fora do país, do que de brasileiros no exterior.

No caso dos lucros e dividendos associadas aos investimentos direto e em carteira, houve déficit de US$ 1,961 bilhão no mês passado, também em patamar semelhante ao observado em setembro de 2020, que foi US$ 1,915 bilhão. As despesas com juros também ficaram estáveis, de US$ 1,266 bilhão para US$ 1,128 bilhão.

Segundo o BC, apesar de o resultado líquido ter permanecido estável, o volume de receitas e despesas estão crescendo em relação aos patamares muito baixos do ano passado, causados pela pandemia, o que também aponta para a normalização da atividade econômica e recuperação da lucratividade tanto das empresas estrangeiras no país quanto das subsidiárias brasileiras no exterior.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 270 milhões, contra US$ 206 milhões em setembro de 2020.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 4,495 bilhões no mês passado, ante US$ 3,424 bilhões em setembro de 2020. A totalidade dos ingressos ocorreu em participação no capital, US$ 6,001 bilhões, como compra de novas empresas e reinvestimentos de lucros. Enquanto isso, as operações intercompanhia (como os empréstimos da matriz no exterior para a filial no Brasil) tiveram déficit de US$ 1,506 bilhão.

Nos 12 meses encerrados em setembro de 2021, o IDP totalizou US$ 50,427 bilhões, correspondendo a 3,16% do PIB, em comparação a US$ 49,356 bilhões (3,12% do PIB) no mês anterior e US$ 54,755 bilhões (3,55% do PIB) em setembro de 2020.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

Para o mês de outubro de 2021, a estimativa do Banco Central para o IDP é de ingressos líquidos de US$ 4 bilhões.

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 368,886 bilhões em setembro de 2021, redução de US$ 1,509 bilhão em comparação ao mês anterior. O resultado decorreu de retornos líquidos de US$ 930 milhões em linhas com recompra. Além disso, a receita de juros das reservas atingiu US$ 447 milhões em setembro. Por outro lado, houve variações negativas de US$ 1,809 bilhão e de US$ 1,163 bilhão em preços e paridades, respectivamente.

Tags: Banco Centralcontas externasPIB
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