Mais do que um campo de atuação, a indústria tem se consolidado como um dos destinos mais promissores para profissionais de Engenharia no Brasil. No Dia da Engenharia, celebrado em 10 de abril, o protagonismo da área ganha destaque ao evidenciar seu papel na inovação, na aplicação prática do conhecimento e no desenvolvimento econômico e sustentável do país.
Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira apontam que 82.705 engenheiros se formaram no país em 2024. Grande parte desses profissionais encontra na indústria oportunidades concretas de crescimento, aprendizado contínuo e atuação em projetos de alta complexidade.
Indústria como espaço de desenvolvimento
Nas unidades da Braskem no Polo Industrial de Camaçari, na Bahia, 12% dos integrantes atuam em posições de engenharia, reforçando a relevância da área dentro da operação.
A engenheira de Produção Victória de Jesus Macedo, de 27 anos, é um exemplo dessa trajetória. Após ingressar como estagiária em 2021, foi efetivada em 2023.
“Todo engenheiro deveria experimentar o trabalho na indústria. É um ambiente que exige adaptação constante e promove um desenvolvimento pessoal exponencial”, afirma.
Mercado em transformação
Com o avanço da indústria 4.0, o perfil do engenheiro também evolui. Segundo Victória, a demanda por profissionais com competências ligadas à tecnologia, dados e inteligência artificial tende a crescer.
“A engenharia talvez seja hoje ainda mais promissora, porque conecta conhecimento técnico a soluções complexas e inovadoras”, destaca.
Da teoria à prática
Para o engenheiro de Manutenção e Confiabilidade Raphael Conceição de Oliveira, de 31 anos, a indústria desempenha um papel fundamental na formação prática dos profissionais.
“A indústria é como uma segunda universidade. É onde conseguimos aplicar o conhecimento teórico e acelerar o crescimento profissional”, explica.
Ele também ressalta o impacto social da profissão, especialmente durante a pandemia da Covid-19.
“Produzimos matéria-prima para itens hospitalares como máscaras e seringas. Saber que nosso trabalho pode ter salvado vidas é extremamente gratificante”, afirma.
Papel estratégico da engenharia
O diretor Industrial da Braskem na Bahia, Carlos Alfano, reforça a centralidade da engenharia no setor produtivo.
“A indústria química e petroquímica está na base de diversas cadeias produtivas, e a engenharia é essencial para garantir inovação, eficiência e evolução do setor”, destaca.
Futuro da profissão
Com presença global e atuação em mais de 71 países, a Braskem reforça a importância da inovação e da sustentabilidade como pilares do futuro da indústria.
O cenário aponta para uma carreira cada vez mais estratégica, em que o engenheiro deixa de ser apenas executor técnico para se tornar agente de transformação em um mundo cada vez mais tecnológico e conectado.
Leia mais:






















