Ao som dos tambores do Olodum, Salvador celebrou os 40 anos do reconhecimento do seu Centro Histórico como Patrimônio Mundial da Unesco. A cerimônia ocorreu no coração da cidade e marcou um novo capítulo na política de preservação do território histórico da capital baiana.
Durante o evento, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou um novo conjunto de normas que redefine a gestão do patrimônio local. O destaque foi a publicação de uma portaria dedicada exclusivamente ao Centro Histórico e à Cidade Baixa, elaborada em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA).
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que a atualização das regras era uma demanda histórica da população baiana. Segundo ela, modernizar os instrumentos de preservação é fundamental para garantir que os bens tombados sigam vivos, acessíveis e integrados à dinâmica urbana. “Preservar também é dar novos sentidos, permitir que o patrimônio dialogue com o presente e com o futuro”, afirmou.
As novas diretrizes reforçam a gestão compartilhada entre poder público, instituições e sociedade civil e buscam conciliar preservação com desafios contemporâneos, como mobilidade urbana, acessibilidade, mudanças climáticas e qualidade de vida. A proposta é assegurar que o patrimônio histórico continue sendo parte ativa da vida da cidade, reafirmando Salvador como referência cultural no Brasil e no mundo.
Leia mais:
Setor editorial cresce 13% no Brasil e já reúne mais de 54 mil empresas ativas.
























