A Braskem registrou EBITDA recorrente de US$ 109 milhões (R$ 589 milhões) no quarto trimestre de 2025, resultado inferior ao trimestre anterior, refletindo a continuidade do ciclo de baixa da indústria petroquímica global.
Pressões externas e estratégia
Segundo o CEO Roberto Ramos, o desempenho foi impactado por fatores externos:
🌍 conflitos geopolíticos
📉 guerra tarifária
⚗️ pressão sobre spreads petroquímicos
“A companhia segue focada em maximizar o EBITDA e otimizar o uso de caixa”, afirmou.
Estrutura financeira
Ao final do período, a companhia apresentou:
💰 dívida bruta de US$ 9,4 bilhões
🏦 caixa de US$ 2,1 bilhões
📊 alavancagem de 14,74x
O nível elevado de alavancagem reflete a redução do EBITDA ao longo do ano.
Queda na utilização e demanda
No Brasil e América do Sul:
🏭 utilização das centrais: 59% (-6 p.p.)
📦 vendas de resinas: -6%
O desempenho foi impactado por parada programada na Bahia e pela sazonalidade.
Nos Estados Unidos e Europa:
📉 utilização: -8 p.p.
⚙️ impacto de manutenções e ajuste de estoques
Já no México:
📈 utilização: 85% (+38 p.p.)
🚢 retomada após manutenção e maior oferta de etano
Desempenho por região
🌎 Brasil e América do Sul
• spreads em queda (resinas -13%; químicos -9%)
• EBITDA: US$ 143 milhões
🌍 Estados Unidos e Europa
• queda no spread de PP (-4%)
• EBITDA negativo: -US$ 32 milhões
🌎 México
• spreads menores (-14%)
• vendas +52%
• EBITDA: US$ 11 milhões
Cenário do setor
O resultado reforça um momento de pressão global na petroquímica, com queda de margens, demanda mais fraca e necessidade de ajustes operacionais.
A expectativa do mercado é de recuperação gradual, condicionada à melhora do cenário macroeconômico internacional.
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