A Associação Comercial da Bahia (ACB) recebeu, na manhã desta segunda-feira (6), o deputado federal Paulo Azi (União-BA), relator das propostas de emenda à Constituição que tratam do fim da jornada de trabalho 6×1 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
O encontro reuniu lideranças empresariais e representantes de diversos segmentos do setor produtivo em um momento considerado decisivo para o avanço do debate no país. Entre os presentes estavam a presidente da ACB, Isabela Suarez; o presidente do Conselho Superior da entidade, Paulo Cavalcanti; o vice-presidente Guilherme Travisani; além de representantes de entidades como FCDL-BA, FAEB, Ademi-BA, Sinduscon-BA e ALSCIB.
Durante a reunião, foram apresentados dados, preocupações e sugestões do empresariado baiano, especialmente de setores intensivos em mão de obra, como comércio, serviços, bares e restaurantes — segmentos que podem ser diretamente impactados por mudanças na jornada de trabalho.
Entre os principais pontos levantados está a necessidade de diferenciação entre setores, implementação gradual das mudanças e preservação da negociação coletiva como instrumento essencial para garantir flexibilidade operacional, sobretudo em atividades com funcionamento contínuo.
A presidente da ACB, Isabela Suarez, destacou que a entidade não se opõe ao debate sobre a modernização das relações de trabalho, mas defende que qualquer mudança seja construída com base em evidências e na realidade econômica do país.
“O debate é legítimo, mas precisa ser feito com responsabilidade. Estamos falando de uma mudança estrutural que pode impactar milhões de empregos. Não é possível tratar de forma uniforme uma economia diversa. Setores como comércio e serviços têm dinâmicas próprias e forte dependência de mão de obra”, afirmou.
Isabela também alertou para os riscos de propostas que não considerem uma transição adequada. Segundo ela, mudanças abruptas podem elevar custos, pressionar preços e comprometer a sustentabilidade das empresas.
“A forma de implementação é o ponto central. Sem calibragem adequada, podemos gerar efeitos adversos justamente sobre aquilo que queremos proteger: o emprego e a renda”, completou.
Relator da matéria na CCJ, o deputado Paulo Azi reforçou a importância do diálogo com o setor produtivo para a construção de um parecer equilibrado.
“Ouvir os diferentes setores é fundamental para que possamos construir uma proposta que atenda aos interesses dos trabalhadores, mas que também tenha um olhar cuidadoso com quem gera empregos no país”, destacou.
O debate sobre o fim da jornada 6×1 segue em tramitação no Congresso Nacional e deve ganhar novos capítulos nos próximos meses, com forte impacto potencial sobre o mercado de trabalho brasileiro.
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