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Capa Economia

Desemprego volta a crescer na Bahia; número de desalentados bate recorde

REDAÇÃO por REDAÇÃO
18/05/2023
em Economia, Economia Baiana
Tempo de Leitura: 6 minutos
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No 1º trimestre de 2023, a taxa de desocupação na Bahia foi de 14,4%

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No 1º trimestre de 2023, a taxa de desocupação na Bahia foi de 14,4%. Houve um crescimento em relação à do 4º trimestre (que havia sido de 13,5%), mas foi a menor para um 1º trimestre em oito anos, desde 2015, quando tinha sido de 13%. A taxa de desocupação para o estado voltou a crescer após três trimestres em queda. Com isso, a Bahia se manteve, pelo quinto trimestre consecutivo, com a maior taxa de desocupação do país. O indicador baiano seguiu bem acima do nacional (8,8%) e equivalia a mais de quatro vezes o verificado em Rondônia, que tem a menor taxa de desocupação do Brasil (3,2%).

Os dados são do resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada hoje (18/5) pelo IBGE. O município de Salvador registrou, no 1º trimestre deste ano, uma taxa de desocupação maior do que a do estado como um todo (16,7%) e que também aumentou frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 14,3%).

Foi a maior taxa desocupação entre as capitais brasileiras pelo quarto trimestre consecutivo, desde que as informações da PNAD Contínua Trimestral voltaram a ser divulgadas para as capitais e regiões metropolitanas, no 2º trimestre de 2022, após dois anos de interrupção, em virtude da pandemia.

Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), por sua vez, a taxa de desocupação ficou ainda maior do que na Bahia e na capital: 16,9% no 1º trimestre de 2023.

Também mostrou tendência de alta frente ao trimestre anterior (quando havia sido de 15,4%), mas deixou de ser a maior entre as regiões metropolitanas pesquisadas em todo o Brasil, sendo ultrapassada pela RM Recife (17,3%) e tendo agora a 2ª maior taxa do país nesta comparação.

Número de desocupados na Bahia

O aumento da taxa de desocupação na Bahia, do 4º trimestre de 2022 para o 1º trimestre de 2023 é resultado do aumento do número de pessoas desocupadas, mesmo com a diminuição do quantitativo de pessoas na força de trabalho no estado.

De janeiro a março, o estado tinha 6,887 milhões de pessoas na força de trabalho (quem estava trabalhando ou procurando trabalho). Esse número representa uma queda de 1,6% frente ao trimestre imediatamente anterior. Foram 110 mil pessoas a menos na força de trabalho na Bahia.

Mesmo com menos pessoas na força de trabalho, a população desocupada (quem não estava trabalhando, procurou trabalho e poderia ter assumido caso tivesse encontrado) cresceu na Bahia frente ao 4º trimestre do ano passado. Houve um aumento de 5,2% nos desocupados no estado, que chegaram a 994 mil pessoas (+49 mil frente ao 4º tri/22).

Apesar do aumento, a população desocupada na Bahia é a menor para um 1º trimestre desde 2015 (quando eram 821 mil). Frente ao 1º trimestre de 2022, houve uma redução de 20,5% no número de desocupados ou menos 256 mil.

No 1º trimestre de 2023, a população ocupada (quem estava trabalhando no estado, fosse em ocupações formais ou informais) ficou em 5,893 milhões de pessoas, caindo frente ao trimestre anterior, quando havia sido de 6,052 milhões (-159 mil ocupados ou -2,6% no período).

Porém, na comparação com o 1º trimestre de 2022 (quando 5,864 milhões de pessoas estavam ocupadas), a população que trabalhava na Bahia seguiu em alta, com um saldo de mais 29 mil trabalhadores em um ano (+0,5%).

Entre o 4º trimestre de 2022 e o 1º trimestre de 2023, a população fora da força de trabalho (que por algum motivo não estava trabalhando nem procurou trabalho) na Bahia cresceu de forma significativa. Passou de 5,086 milhões para 5,216 milhões de pessoas (+2,5%), com 129 mil deixando de procurar trabalho em três meses.

Frente ao 1º trimestre de 2022, a população fora da força de trabalho na Bahia aumentou, com ainda mais intensidade: cresceu 5,9%, o que representou 292 mil pessoas deixando o mercado em um ano.

Com uma população fora da força de trabalho maior, o subgrupo dos desalentados voltou a crescer no estado em relação ao 4º trimestre de 2022 (+3,3% ou mais 19 mil pessoas), chegando a um total de 600 mil pessoas desalentadas. Frente ao 1º trimestre de 2022, porém, o número ainda é 7,4% menor (menos 48 mil pessoas).

A Bahia segue com o maior número absoluto de desalentados do país, posto que detém ao longo de toda a série da PNAD Contínua, desde 2012. No 1º trimestre de 2023, no Brasil, havia 3,871 milhões de desalentados, número que caiu tanto frente ao 4º trimestre de 2022 (-3,1% ou menos 125 mil pessoas) quanto frente ao 1º trimestre do ano passado (-15,7% ou menos 723 mil pessoas).

A população desalentada é aquela que está fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem, ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade. Entretanto, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Na cidade de Salvador e na região metropolitana da capital, os movimentos no mercado de trabalho do 4º trimestre de 2022 para o 1º trimestre de 2023 foram similares aos verificados no estado como um todo.

Em ambos os recortes territoriais, também houve reduções discretas no número de pessoas na força de trabalho, ou seja, um pouco menos pessoas procurando emprego; a população ocupada (trabalhando) também diminuiu; e o número de pessoas desocupadas (procurando trabalho) aumentou.

No 1º trimestre, no município de Salvador, havia 1,333 milhão de pessoas trabalhando e 267 mil desocupados. Considerando toda a região metropolitana da capital, 1,814 milhão de pessoas trabalhavam, enquanto 368 estavam desocupadas.

Redução do número de trabalhadores 

A redução da população ocupada no 1º trimestre de 2023, na Bahia, foi puxada com mais força pela queda no número de empregados, tanto com, quanto sem carteira assinada.

Entre o 4º trimestre de 2022 e o 1º trimestre de 2023, houve uma redução de 173 mil empregados na Bahia, que passaram de 4,003 milhões para 3,830 milhões (-4,3%).

Entre os empregados com carteira assinada, houve uma redução de 37 mil, chegando a 1,698 milhão. Porém, a queda foi concentrada entre os trabalhadores do setor privado (-58 mil). Entre os trabalhadores domésticos (+18 mil) e do setor público (+3 mil), houve leve crescimento.

Já a queda do número de empregados sem carteira assinada foi maior. A redução foi de 96 mil entre os dois trimestres e o contingente chegou a 1,686 milhão. As quedas ocorreram, tanto no setor privado (-37 mil), quando no público (-16 mil) e entre os trabalhadores domésticos (-43 mil).

Entre janeiro e março, o contingente de pessoas trabalhando por conta própria chegou a 1,731 milhão, no estado. Houve crescimento de 0,7% frente ao 4º trimestre de 2022 (quando havia 1,719 milhão de autônomos), o que representou mais 12 mil trabalhadores nessa condição em três meses.

Porém, o aumento de trabalhadores por conta própria no período se deu somente entre aqueles que não possuem CNPJ, que chegaram a 1,529 milhão, crescendo 6,6% frente ao trimestre anterior e agora representando 88,3% de todos os autônomos do estado.

Os trabalhadores por conta própria com CNPJ tiveram uma redução de 28,9% no período, chegando a 202 mil (82 mil a menos que no 4º trimestre de 2022). Frente ao 1º trimestre de 2022, a redução foi de 31,5% (93 mil a menos).

As variações nas formas de inserção no mercado de trabalho baiano resultaram num quadro de estabilidade da informalidade, no 1º trimestre de 2023.

Entre janeiro e março, 3,167 milhões de pessoas trabalhavam como informais no estado, o que representava 53,7% de toda a população ocupada. No trimestre anterior, esse número era bem pouco menor (3,156 milhões de informais), com uma taxa de informalidade de 52,2%.

Frente ao 1º trimestre de 2022, o número absoluto de informais mostrou um recuo bastante discreto na Bahia (-1,2% ou menos 39 mil trabalhadores nessa situação em um ano). A taxa de informalidade, naquele momento, também era maior: 54,7%.

Administração pública 

Na passagem do 4º trimestre de 2022 para o 1º trimestre de 2023, diminuiu o número de pessoas trabalhando em 7 dos 10 grupamentos de atividade investigados na Bahia.

A maior redução absoluta no número de trabalhadores foi verificada na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-63 mil), que teve o 3º maior recuo em termos percentuais (-5,8%). A segunda maior queda ficou com o grupo informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-37 mil), que teve a maior redução percentual (-7,1%).

Por outro lado, dentre as três únicas atividades com aumento no número de trabalhadores na Bahia, no período, a que teve o saldo mais positivo nessa comparação foi a indústria geral (+13 mil trabalhadores em três meses), seguida da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (+3 mil) e transporte, armazenagem e correio (+1 mil).

Já na comparação com o 1º trimestre de 2022, por outro lado, houve aumento da ocupação em 6 das 10 atividades. O transporte, armazenagem e correio lidera as atividades com maiores ganhos, tanto absoluto, quanto percentual, com 55 mil trabalhadores a mais ou +25,1%.

No outro extremo, em um ano a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura teve a maior perda de trabalhadores, em termos absolutos e percentuais (-83 mil, ou -7,3%).

Rendimento médio

No 1º trimestre de 2022, o rendimento médio real (descontados os efeitos da inflação) mensal habitualmente recebido por todos os trabalhos na Bahia ficou em R$1.882. Foi novamente o 2º mais baixo entre as 27 unidades da Federação, acima apenas do registrado no Maranhão (R$1.853)

O valor ficou acima da média do 4º trimestre do ano passado, que havia sido de R$1.833 (mais R$ 49 ou +2,7%). Frente ao resultado do 1º trimestre de 2022 (R$1.781), também houve aumento (mais R$101 ou +5,7%).

No município de Salvador, o rendimento médio real mensal habitualmente recebido pelos trabalhos ficou em R$3.006, 4,5% maior (mais R$ 129) do que no trimestre anterior (R$2.877). Foi o 17º maior rendimento de trabalho entre as capitais.

Já a RMS  teve um rendimento médio mensal de R$2.797 no 1º trimestre de 2023, também superior (+7,2% ou mais R$188) ao do 4o trimestre de 2022 (R$2.609).

Na Bahia como um todo, a massa de rendimento real habitual de todos os trabalhos chegou a R$10,801 bilhões no 1º trimestre e variou positivamente nas duas comparações: +0,1% frente ao 4º trimestre/22 e +8,0% frente ao 1º tri/22.

Tags: BahiadesempregoIBGE
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