As vendas do comércio varejista na Bahia mantiveram variação positiva, em julho, frente ao mês anterior (+0,1% na comparação com junho), na série com ajuste sazonal. Foi a segunda alta consecutiva, embora num ritmo bem menor do que o registrado entre maio e junho (quando haviam crescido 1,5%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, em julho, o resultado das vendas seguiu positivo (10,3%) pelo nono mês consecutivo e apresentou o quarto maior crescimento do país, abaixo apenas de Tocantins (14,6%), Ceará (12,3%) e Maranhão (11,0%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.
No Brasil como um todo, também houve alta (2,4%), com 21 unidades da Federação registrando índices positivos. Rondônia (-1,6%), Mato Grosso do Sul (-1,1%) e Mato Grosso (-0,6%) apresentaram as quedas mais intensas.
Com o crescimento no mês, as vendas do varejo baiano acumulam alta de 4,6% de janeiro a julho, frente ao mesmo período de 2022. O indicador acumulado no ano se mantém positivo nos sete meses de 2023 e é o oitavo maior entre os estados.
No Brasil como um todo, o varejo acumula crescimento de 1,5% nas vendas, no ano de 2023, com 21 das 27 unidades da Federação em alta, lideradas por Tocantins (13,7%), Maranhão (10,4%) e Ceará (8,2%). Rondônia (-1,5%), Rio de Janeiro (-0,9%) e Rio Grande do Norte (-0,4%) têm os piores resultados.
Atividades
Em julho, a alta geral das vendas na Bahia (10,3%), frente ao mesmo mês do ano anterior, foi resultado de resultados positivos em 5 das 8 atividades do varejo restrito.
O maior aumento no mês e o maior impacto positivo no resultado geral vieram do segmento de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que registrou o maior crescimento de vendas nos 18 anos de série histórica para essa atividade (iniciada em 2005): +209,8%.
Com a segunda maior taxa positiva, as vendas de combustíveis e lubrificantes (+15,9%) mostraram seu 12º resultado mensal positivo consecutivo (crescem desde agosto de 2022) e deram a segunda principal contribuição para o avanço geral do varejo baiano, em julho.
Por outro lado, dentre as três atividades em queda, o principal impacto negativo para o comércio no estado veio das vendas de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,9%), que seguiram recuando pelo 16º mês consecutivo. O segmento inclui as vendas dos grandes varejistas on-line.
Já as vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (-17,1%) registraram o sexto recuo consecutivo, tiveram a maior queda no mês, dentre as atividades, e deram a segunda principal contribuição negativa para o comércio do estado como um todo.
Vendas do varejo ampliado
Em julho, o volume de vendas do comércio varejista ampliado baiano apresentou variação negativa frente a junho (-0,4%), na série livre de influências sazonais. Foi o primeiro recuo depois de oito meses de altas consecutivas, num resultado quase idêntico ao verificado no Brasil como um todo (-0,3%).
Dos 27 estados, 10 tiveram altas das vendas do varejo ampliado entre junho e julho, liderados por Paraíba (4,9%), Espírito Santo (4%) e Rio Grande do Sul (3,9%). Pará (-6,7%), Tocantins (-4,8%) e Rondônia (-4,5%) registraram as maiores quedas.
Frente a julho de 2022, as vendas do varejo ampliado na Bahia mostraram o maior crescimento do país (28,6%), em um índice bem superior ao nacional (6,6%). Foi o sexto aumento consecutivo das vendas, nessa comparação, e o melhor resultado para um mês de julho no estado, desde o início da série histórica, em 2005.
O varejo ampliado engloba, além do varejo restrito, as vendas de veículos, motos, partes e peças; material de construção; e, a partir de janeiro de 2023, do atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, para as quais não se consegue separar claramente o que é varejo do que é atacado.
No confronto com julho de 2022, o forte crescimento do varejo ampliado baiano se deu por conta de aumentos nas vendas das três atividades. O atacado de alimentos (106,8%) teve sua 7ª alta seguida, a maior nos sete meses de série para essa atividade e a mais elevada do país, em julho; material de construção (11,4%) e veículos (8,2%) cresceram pelo segundo mês consecutivo.
No acumulado no ano de 2023, as vendas do varejo ampliado na Bahia apresentaram o terceiro maior crescimento do país (12%), num ritmo superior ao nacional (4,3%). Nos 12 meses encerrados em julho, elas também crescem (2,4%), em um resultado quase idêntico ao nacional (2,3%).