A escolha de uma profissão pode surgir da afinidade com uma área, das oportunidades encontradas ao longo da vida ou de referências que começam dentro da própria família. Na Braskem, histórias de pais e filhos mostram como experiências, conhecimentos e valores transmitidos entre gerações também contribuem para a formação de novos profissionais da indústria petroquímica.
Na Bahia, duas famílias têm suas trajetórias profissionais conectadas ao Polo Industrial de Camaçari. Em uma delas, pai e filha atuam como engenheiros. Na outra, a relação com a indústria já atravessa três gerações.
Paixão pela engenharia começou dentro de casa
Quando Natália Souza, engenheira de produção da unidade de PVC da Braskem, ingressou na companhia há três anos, o ambiente industrial já fazia parte de suas referências.
Desde a infância, ela acompanhava as histórias do pai, Edney Souza, engenheiro químico e gerente Industrial da unidade de Polietileno (PE 3), que trabalha na empresa há mais de 40 anos.
“Desde a época da escola, dava para ver a paixão de meu pai pela profissão. Eu ia tirar uma dúvida de Química, e ele contava uma história enorme, com todos os detalhes. A afinidade pela área era uma coisa que estava em mim, mas ele ajudou a despertar”, conta Natália, que também é formada em engenharia química.
Edney afirma que não buscou direcionar a escolha profissional da filha, mas recorda a emoção quando ela decidiu cursar engenharia química e, posteriormente, conquistou uma vaga na Braskem.
“Foi um momento de emoção dupla, pela resposta positiva e por ver a alegria dela em ter conseguido entrar na empresa”, relembra.
Conhecimento e valores transmitidos entre gerações
Para pai e filha, entretanto, o legado familiar vai além da formação técnica e da escolha da profissão.
Natália destaca a importância de conciliar desenvolvimento profissional com relações humanas dentro do ambiente de trabalho.
“É importante buscar conhecimento e desenvolvimento profissional, mas também cuidar das pessoas e respeitar as diferenças no dia a dia de trabalho”, afirma.
Edney acrescenta que educação, capacitação e princípios éticos estão entre os principais ensinamentos transmitidos dentro da família.
Três gerações ligadas à petroquímica
Na família de Cláudio Araujo, técnico em operações da unidade de Olefinas 2, e de seu filho Bruno Araujo, operador júnior da Olefinas 1, a ligação com a indústria começou ainda antes.
O pai de Cláudio e avô de Bruno trabalhou como caldeireiro na Copene, uma das empresas que deram origem à Braskem.
“Meu pai, avô de Bruno, foi caldeireiro na Copene e sempre me direcionou para essa área técnica”, conta Cláudio.
A convivência com a rotina profissional do pai também despertou em Bruno o interesse pela indústria.
“Ver meu pai trabalhando foi uma grande referência. A gente passava pelo Polo e ele falava onde trabalhava. Antes mesmo de fazer o curso de Técnico em Petroquímica, já tinha dito que iria trabalhar na indústria”, relata.
O primeiro encontro usando a mesma farda
Depois de 28 anos passando pela mesma portaria, Cláudio viveu um momento especial ao encontrar o filho trabalhando na companhia.
“Foi muito emocionante encontrá-lo na portaria por onde passo há 28 anos e encontrar meu filho usando a farda da companhia. Espero que seja algo que a gente compartilhe por muitos anos”, afirma.
Para Bruno, carregar uma história familiar tão ligada à indústria também representa responsabilidade.
“Desde que cheguei na empresa, ouço os colegas falarem que meu pai é uma referência na área, então vejo ele como minha meta e sinto a responsabilidade de dar sempre o meu melhor”, diz.
As histórias mostram como o conhecimento técnico pode atravessar gerações, mas também evidenciam outro tipo de legado: valores, exemplos profissionais e relações familiares que acabam influenciando escolhas para toda a vida.
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