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Capa Economia Economia Baiana

Produção da indústria baiana tem forte queda em março, informa IBGE

REDAÇÃO por REDAÇÃO
08/05/2019
em Economia Baiana
Tempo de Leitura: 3 minutos
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A fábrica da Ford foi sendo desmontada, aos poucos, entre janeiro e dezembro de 2021 (Foto: Alberto Coutinho/GOVBA)

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A produção industrial da Bahia teve forte recuo  em março  (-10,1%)  frente ao mês anterior, descontados os efeitos sazonais. Nessa comparação, foi o pior março para a indústria do estado desde o início da nova série histórica da Pesquisa Mensal Industrial do IBGE, em 2002. Considerando todos os meses do ano, foi o pior desempenho desde maio de 2018, quando a produção industrial baiana recuou 13,8% sob forte influência da greve dos caminhoneiros. Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

Frente a fevereiro, a indústria da Bahia teve ainda o segundo pior resultado dentre as 15 áreas pesquisadas pelo IBGE, acima apenas do registrado no Pará (-11,3%). O desempenho foi ainda significativamente inferior ao da indústria do país como um todo (-1,3%). De fevereiro para março, a produção industrial recuou em 9 dos 15 locais investigados. Espírito Santo (3,6%), Rio de Janeiro (2,9%) e Goiás (2,3%) tiveram as maiores altas.

Frente a março de 2018, a produção industrial baiana também caiu (-6,6%), após ter avançado em fevereiro (2,4%). Nessa comparação, foi o pior março desde 2016, quando a retração havia sido de 7,5%. Considerando-se todos os meses do ano, a queda também foi a maior desde maio de 2018 (-13,6%).

No confronto com março de 2018, o desempenho da indústria na Bahia ficou um pouco mais próximo da média nacional (-6,1%) e acompanhou o movimento de retração verificado em 12 dos 15 locais pesquisados, com destaques para Pará (-12,5%), Mato Grosso (-12,3%), Espírito Santo (-11,1%).

O fato de março de 2019 ter tido 19 dias úteis, dois a menos que março de 2018 (21), contribuiu para a disseminação de resultados negativos na indústria entre as regiões.

Com o desempenho do mês, a produção industrial na Bahia tem queda acumulada de 3,5% no primeiro trimestre de 2019 e também mostra variação negativa (-0,3%) nos 12 meses encerrados em março. Ambos os resultados estão aquém da média nacional (-2,2% e -0,1%, respectivamente) e indicam aumento no rimo de queda em relação a fevereiro.

O quadro a seguir mostra as variações da produção industrial brasileira e regional em março de 2019.

Produção de veículos

A queda de 6,6% na produção industrial da Bahia, na comparação com março de 2018, foi resultado do desempenho negativo da indústria de transformação (-7,2%), uma vez que a indústria extrativa teve crescimento de 4,0%.

Das 11 atividades da indústria de transformação pesquisadas separadamente no estado, 8 tiveram recuos de produção. Os destaques, em termos de magnitude da queda foram para fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-43,8%) e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-32,6%).

Entretanto, por seu peso na estrutura industrial do estado, a retração da produção de veículos foi a que teve maior impacto no resultado do setor em geral, com influências negativas de todos os produtos pesquisados. O segmento voltou a recuar após ter crescido em fevereiro (14,7%) e já tem uma queda acumulada de 8,4% no primeiro trimestre de 2019.

Já a fabricação de equipamentos de informática, embora não tenha tanto peso na indústria baiana em geral, registrou, em março, a sexta queda consecutiva (recua desde outubro de 2018) e já acumula, em 2019, retração de 33,2%.

Outro setor importante para o desempenho negativo da produção industrial na Bahia em março foi o de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis. Um dos mais importantes na estrutura da indústria do estado, ele recuou pelo terceiro mês consecutivo (-8,1%) e exerceu a segunda principal contribuição negativa para o resultado geral, com influência importante da redução na produção de gasolina.

Por outro lado, das três atividades da indústria de transformação com alta de produção em março, os impactos positivos mais fortes vieram da metalurgia (49,8%) e da fabricação de bebidas (16,5%), com influência, respectivamente, de insumos para construção civil e da produção de cerveja e chope.

Tags: BahiaIBGEindústriaveículos
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