BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunistas
  • Notas de Bolso
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
BA de Valor
PUBLICIDADE
Capa Economia Economia Brasileira

Preço do gás e desemprego elevam uso da lenha para cozinhar no Brasil

REDAÇÃO por REDAÇÃO
30/06/2019
em Economia Brasileira
Tempo de Leitura: 4 minutos
A A
0

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em maio deste ano mostraram que 14 milhões de brasileiros usavam lenha ou carvão para cozinhar alimentos em 2018 (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Share on FacebookShare on Twitter

O aumento desregrado do uso de lenha nas casas trará consequências negativas tanto para a saúde quanto para o meio ambiente do país. Esse é um dos alertas do estudo desenvolvido pela professora Adriana Gioda, do Departamento de Química do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC–Rio).

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados em maio deste ano mostraram que 14 milhões de brasileiros usavam lenha ou carvão para cozinhar alimentos em 2018, aumento de 3 milhões de pessoas em comparação a 2016. “Aumentou muito nos últimos dois anos”, comenta a professora.

Segundo Adriana Gioda, a expansão do uso da lenha no preparo de alimentos no Brasil está relacionada ao aumento do preço do botijão de gás liquefeito de petróleo (GLP). “Isso é muito visto, principalmente nas regiões mais pobres. No Nordeste, o aumento do uso de lenha é muito maior do que nas outras regiões”, diz. Conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis (ANP), a queda de 1% no consumo de GLP, de 2017 para 2018, significou 13,2 bilhões de litros consumidos a menos em todo o Brasil.

Em dezembro de 2017, quando o preço do GLP na refinaria chegava ao maior valor até o momento (R$ 24,38), a alta em relação a julho de 2017 atingia 37%. Em maio de 2018, mesmo com queda no preço das refinarias, o aumento acumulado desde julho de 2017 alcançava 24%, de acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O desemprego também contribuiu para o aumento da lenha nas casas brasileiras. Com ele, segundo Adriana, vem um problema adicional, que é o uso de lenha catada, não comercial, em fogões rústicos, com queima ineficiente. “As pessoas acabam consumindo mais lenha e sendo expostas a uma quantidade grande de partículas, o que agrava os problemas de saúde”, explica.

Além da poluição do ar, tanto no ambiente interno como externo, as pessoas acabam tendo doenças variadas. O primeiro efeito são os problemas respiratórios, como asma, bronquite, em função das partículas. “No longo prazo, isso acaba indo para a corrente sanguínea, entrando no cérebro e afetando vários órgãos do corpo”, adverte.

Adriana Gioda destaca que nas regiões Sul e Sudeste, também se usa lenha, mas de boa qualidade. “Rio Grande do Sul e Minas Gerais, por exemplo, fazem uso da lenha, mas têm fogões, lareiras e churrasqueiras de boa qualidade. Sem contar que a lenha é comercializada nessas regiões. Você compra lenha, não pega lenha de floresta”, comenta.

A pesquisa da professora Adriana Gioda foi publicada na revista científica Biomass and Bioenergy, usando dados disponíveis de 2016 do IBGE e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Poluição

A pesquisadora observa que quando houve distribuição no país do Vale Gás, ocorreu diminuição do uso de lenha. “Só que, agora, o Vale Gás foi incorporado ao Bolsa Família, mas o programa não obriga as pessoas a comprarem gás. Elas acabam abrindo mão de comprar gás e optando pelo que necessitam mais”. O Vale Gás foi um programa de distribuição de renda implementado pelo governo federal brasileiro em 2001 para atender os beneficiários da Rede de Proteção Social, juntamente com o Bolsa Escola e o Bolsa Alimentação.

Pesquisas internacionais têm mostrado o alto grau de poluição causado pela queima de lenha e carvão na cozinhar e como isso é prejudicial à saúde no ambiente doméstico. Em determinados casos, a poluição doméstica ultrapassa limites de segurança e as emissões de combustão, que mistura monóxido de carbono, metano e partículas variadas, como a fuligem, contribuem diretamente para o aumento de doenças e da mortalidade.

Em termos globais, Adriana informou que quase 3 bilhões de pessoas usam lenha como principal combustível, o que equivale a 40% da população mundial. Na África e na Ásia, chega a 95% a parcela da população que cozinha com lenha, em fogões que não são adequados. “Muita gente morre em decorrência dos efeitos da exposição”, ressalta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são registradas mais de 4,3 milhões de mortes no mundo, das quais cerca de 70 mil na América Latina e Caribe, provocadas pela poluição do ar no ambiente doméstico, gerada pela utilização da lenha e carvão. A maioria das mortes é prematura e afeta principalmente mulheres e crianças.

Estimativa

Com sua equipe de pesquisa, Adriana Gioda procura dimensionar o custo do uso crescente da lenha pelas famílias, que pressiona o Sistema Único de Saúde (SUS). Em parceria com a organização não governamental (ONG) Instituto Perene, a professora está iniciando estudo sobre a utilização de lenha na Bahia, um dos estados que mais consomem esse tipo de produto para cozinhar alimentos, sobretudo na área do Recôncavo Baiano.

Com os resultados apurados, ela pretende fazer projeções do uso da lenha em nível nacional. Conforme a professora, muitos países têm a comprovação de que é mais barato usar outro tipo de combustível. “A gente pretende fazer estimativas do quanto se usa de lenha, como isso está afetando a saúde, um estudo bem grande nessa região mais exposta, para ter um projeto-piloto e transformar isso em termos de Brasil”, diz. A primeira parte da pesquisa deverá ficar pronta em três ou quatro anos. (Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil)

Tags: ANPgás de cozinhaGLPIBGE
Artigo Anterior

Cursos exclusivos em Salvador são ofertados pela Unijorge

Próximo Artigo

Bolsonaro espera que acordo Mercosul/UE entre em vigor em até 3 anos

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Prédio da CNI
Economia

Brasil precisa mais que dobrar investimentos em infraestrutura e chegar a R$ 550 bilhões por ano, aponta CNI

Pecuaristas no Cotton Day
Economia

Cotton Day Santos debate logística e infraestrutura para manter liderança do Brasil nas exportações de algodão

Presidente Lula e o governador Jerônimo no evento de lançamento.
Economia

Governo federal retoma operações da Fafen-BA em Camaçari para ampliar produção nacional de fertilizantes

Próximo Artigo

Bolsonaro espera que acordo Mercosul/UE entre em vigor em até 3 anos

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • EM ALTA
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
Conselheiros das federações das indústrias de Goiás e Bahia

Conselheiros das federações das indústrias de Goiás e Bahia visitam unidade da Braskem em Camaçari

Aviso de licitação

Seinfra inicia licitação para pavimentação de 7,3 km de vias no Baixo Sul da Bahia

Bruno Soares e outro tenista

ACE OPEN QPC chega à 5ª edição em Salvador com Bruno Soares, tênis, beach tennis e agenda social

Dr. José Fiori

Empresas de combustíveis têm até 1º de dezembro para comprovar novo capital mínimo à ANP

Polo da Gente

Polo da Gente beneficia 1.325 pessoas com melhorias em oito instituições de Camaçari e Dias d’Ávila

Fachada Hospital Espanhol

Sesab retoma licitação para definir gestão do Hospital Estadual 2 de Julho em Salvador

Alessandra Zanoto e Alexandre Baldy

Alessandra Zanotto e Alexandre Baldy serão embaixadores da primeira edição do Prêmio ACB Melhores do Ano

Trem do metro de Salvador

Alstom vence licitação de R$ 632,7 milhões para fornecer 10 novos trens ao metrô de Salvador

Psicólogo atendendo paciente

Setembro Amarelo amplia debate sobre a formação de profissionais que atuam em saúde mental

Pessoal do Grupo Sabin no 58º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial

Grupo Sabin leva 92 trabalhos científicos a congresso nacional de medicina laboratorial

Camarote Marco Zero

Camarote Marco Zero abre pré-venda para o Carnaval do Recife 2027 com ingressos a partir de R$ 490

Conselheiros das federações das indústrias de Goiás e Bahia

Conselheiros das federações das indústrias de Goiás e Bahia visitam unidade da Braskem em Camaçari

Alessandra Zanoto e Alexandre Baldy

Alessandra Zanotto e Alexandre Baldy serão embaixadores da primeira edição do Prêmio ACB Melhores do Ano

Trem do metro de Salvador

Alstom vence licitação de R$ 632,7 milhões para fornecer 10 novos trens ao metrô de Salvador

Psicólogo atendendo paciente

Setembro Amarelo amplia debate sobre a formação de profissionais que atuam em saúde mental

Pessoal do Grupo Sabin no 58º Congresso Brasileiro de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial

Grupo Sabin leva 92 trabalhos científicos a congresso nacional de medicina laboratorial

Camarote Marco Zero

Camarote Marco Zero abre pré-venda para o Carnaval do Recife 2027 com ingressos a partir de R$ 490

Conselheiros das federações das indústrias de Goiás e Bahia

Conselheiros das federações das indústrias de Goiás e Bahia visitam unidade da Braskem em Camaçari

PUBLICIDADE

COLUNISTAS

Katya Di Pierro

Entre meus passos e os nossos

Fernando Carvalho

Pinta e borda que alivia

Katya Di Pierro

Os lugares onde a vida acontece

Katya Di Pierro

A vida acontece nas travessias

Antonio Peres Junior

Antonio Peres Junior lança livro sobre Direito, empreendedorismo e a conexão entre Brasil e Espanha

NOTAS DE BOLSO

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Preparação de remessa da Shopee

Shopee amplia logística e reduz prazo médio de entrega em dois dias no Brasil

Refém da pobreza

BA de Valor

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Siga-Nos

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
  • Colunistas
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Contato
  • Anuncie
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.