As exportações baianas somaram US$ 815,7 milhões em maio de 2026, registrando o menor resultado do ano até o momento. O desempenho foi influenciado pela redução do volume embarcado e pela queda dos preços médios de diversos produtos da pauta exportadora estadual.
Entre os principais fatores que pressionaram o resultado estão a forte retração nas vendas de derivados de petróleo, além da diminuição das exportações de celulose, produtos químicos e derivados de cacau.
Apesar do cenário mais desafiador para alguns segmentos industriais, a agropecuária apresentou desempenho positivo e ajudou a reduzir os impactos sobre a balança comercial do estado.
Agropecuária impulsiona desempenho com avanço da soja
O setor agropecuário registrou crescimento de 26,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O principal destaque foi a soja, cuja demanda internacional permaneceu aquecida, contribuindo para ampliar a participação do agronegócio nas exportações baianas.
O resultado reforça a importância do setor agrícola para a economia estadual, especialmente em um momento de desaceleração de segmentos ligados à indústria e aos combustíveis.
China amplia compras e fortalece posição de principal parceiro
A China manteve sua posição como principal destino dos produtos baianos e ampliou suas compras em 22,1% no período.
O crescimento das exportações para o mercado chinês demonstra a relevância das commodities agrícolas e minerais produzidas na Bahia para a segunda maior economia do mundo.
Por outro lado, as exportações destinadas aos Estados Unidos registraram queda de 27,8%, refletindo um cenário de menor demanda em alguns segmentos e mudanças nas condições do comércio internacional.
Importações crescem quase 66%
Enquanto as exportações recuaram, as importações da Bahia alcançaram US$ 1,09 bilhão em maio, representando alta de 65,9% na comparação anual.
O avanço foi impulsionado principalmente pela entrada de veículos elétricos provenientes da China, além da aquisição de máquinas e equipamentos destinados aos setores produtivos do estado.
O crescimento das importações acompanha o movimento de expansão dos investimentos industriais, tecnológicos e de infraestrutura observados em diversas regiões baianas.
Superávit segue positivo em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a Bahia exportou US$ 4,68 bilhões e importou US$ 4,65 bilhões, resultando em um superávit comercial de US$ 29,4 milhões.
Embora mais modesto do que em anos anteriores, o saldo positivo demonstra a resiliência da economia baiana diante das oscilações do mercado internacional e da volatilidade dos preços de commodities.
Especialistas apontam que o desempenho dos próximos meses dependerá da evolução da demanda global, dos preços internacionais e da continuidade do crescimento do agronegócio, especialmente das culturas voltadas à exportação.
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