A Bahia deu mais um passo rumo à liderança na transição energética com o início das operações da primeira planta piloto de hidrogênio verde (H2V) do estado, instalada em Camaçari. O empreendimento é resultado de uma parceria entre o Senai Cimatec, a Hytron (Nea Group) e a Petrogal Brasil, joint venture formada pela Galp e pela Sinopec.
O projeto recebeu investimentos superiores a R$ 40 milhões e tem como objetivo desenvolver e testar aplicações do hidrogênio verde na indústria, na geração de energia e no setor de mobilidade, consolidando a Bahia como um dos principais polos brasileiros de inovação em energias limpas.
Tecnologia nacional impulsiona inovação
A unidade produzirá hidrogênio verde por meio do processo de eletrólise, tecnologia que utiliza eletricidade para separar as moléculas de água em hidrogênio e oxigênio, sem emissão direta de carbono quando alimentada por fontes renováveis.
Uma das aplicações práticas previstas no projeto é o abastecimento de caminhões em uma estação veicular instalada no complexo, permitindo avaliar o desempenho do H2V como combustível para o transporte pesado.
A planta também servirá como ambiente de testes para novas soluções voltadas à descarbonização de diferentes setores da economia.
Centro será referência nacional
O projeto conta com financiamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
Além da produção experimental, o complexo foi concebido para funcionar como um centro de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e validação de aplicações do hidrogênio verde, fortalecendo o ecossistema nacional de inovação.
Potencial para liderança brasileira
Segundo o diretor comercial da Hytron, Daniel Lopes, o início da operação representa um marco para a engenharia nacional e demonstra a capacidade do Brasil de desenvolver soluções tecnológicas competitivas para o mercado global de hidrogênio verde.
“Este centro representa um marco para a engenharia brasileira e comprova que o país está preparado para liderar esse segmento com tecnologia robusta, desenvolvida no Brasil e de alto valor agregado.”
Com a iniciativa, a Bahia amplia sua posição estratégica na cadeia das energias renováveis e reforça seu potencial para atrair investimentos em projetos voltados à economia de baixo carbono.
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