A tecnologia de reconhecimento facial utilizada pela Segurança Pública da Bahia já contribuiu para mais de 6,1 mil prisões em todo o estado. O balanço foi apresentado nesta segunda-feira (17) pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), durante reunião realizada no Centro de Operações e Inteligência (COI).
A ferramenta é utilizada principalmente para auxiliar na localização de pessoas procuradas pela Justiça por crimes como homicídio, tráfico de drogas, roubo e furto.
Atualmente, o sistema conta com mais de cinco mil câmeras distribuídas por Salvador, Região Metropolitana e municípios do interior da Bahia. Os equipamentos estão integrados às equipes dos Centros Integrados de Comunicações (CICOMs) e são monitorados a partir do COI, na sede da SSP-BA.
Além do funcionamento em pontos considerados estratégicos para a segurança pública, a tecnologia também é empregada durante grandes eventos, auxiliando tanto no policiamento ostensivo quanto na contagem de público em tempo real.
Como funciona o reconhecimento facial
O sistema utilizado pela SSP-BA funciona integrado à base do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A Secretaria mantém um banco de dados alimentado com imagens de pessoas que possuem mandados de prisão em aberto. Quando uma das câmeras identifica um rosto considerado compatível com alguém incluído nessa base, um alerta é enviado ao Centro de Operações e Inteligência.
A partir daí, o sistema utiliza o georreferenciamento para determinar a localização da pessoa e permitir que as equipes policiais mais próximas sejam acionadas.
Antes de qualquer encaminhamento, entretanto, o alerta passa por etapas de triagem, verificação e validação técnica, procedimento adotado para aumentar a precisão e reduzir o risco de abordagens indevidas.
De acordo com as informações divulgadas pela SSP-BA, quando o alerta apresenta mais de 91% de efetividade, o suspeito é conduzido pela polícia à delegacia e posteriormente apresentado ao Poder Judiciário.
Com milhares de equipamentos conectados e operações integradas entre diferentes regiões do estado, o reconhecimento facial vem ampliando a presença da tecnologia nas estratégias de localização de pessoas procuradas pela Justiça na Bahia.
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