O Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória, em Salvador, recebe a exposição gratuita “Atlântico Sertão”, mostra que reúne trabalhos de mais de 80 artistas e propõe diferentes olhares sobre o sertão brasileiro a partir de questões como ancestralidade, memória, identidade, ecologia e espiritualidade.
Realizada pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), a exposição abriu ao público em 29 de setembro e permanece em cartaz na capital baiana até 29 de janeiro de 2027.
A passagem por Salvador integra a itinerância nacional da mostra, iniciada em São Paulo, onde recebeu mais de 70 mil visitantes. Depois da temporada baiana, “Atlântico Sertão” seguirá para Brasília.
Norte e Nordeste ocupam o centro da exposição
A maioria dos mais de 80 artistas participantes é proveniente das regiões Norte e Nordeste.
Por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações, a exposição apresenta o sertão não apenas como espaço geográfico, mas como território de criação, resistência, circulação de conhecimentos e defesa dos direitos humanos.
As obras exploram ainda as heranças indígenas e afrodiásporas e suas relações com a formação histórica, cultural e social brasileira.
A proposta amplia a leitura tradicionalmente associada ao sertão e procura evidenciar a diversidade de experiências, saberes e expressões artísticas produzidas nesses territórios.
Artistas baianos integram a mostra
A temporada em Salvador ganha uma dimensão particular com a presença de diferentes nomes da produção artística baiana.
Entre os participantes estão Nádia Taquary, Yacunã Tuxá, Lita Cerqueira, J. Cunha, Ayrson Heráclito e Zé di Cabeça.
Os artistas trabalham com diferentes linguagens e trajetórias, reforçando a diversidade presente no conjunto da exposição.
A presença baiana também aproxima a proposta curatorial do território que recebe a mostra, especialmente pelas conexões entre ancestralidade, cultura afro-brasileira, povos originários, religiosidade e diferentes formas de relação com a terra.
Seis núcleos estabelecem conexões entre sertão e Atlântico
“Atlântico Sertão” está organizada em seis núcleos curatoriais.
A estrutura estabelece diálogos entre terra e mar e aproxima experiências históricas, ambientais e culturais que, à primeira vista, podem parecer pertencentes a universos distintos.
O próprio título sintetiza essa aproximação.
Ao colocar “Atlântico” e “Sertão” lado a lado, a exposição propõe observar conexões, deslocamentos e intercâmbios que ajudaram a formar diferentes identidades brasileiras.
Nesse percurso, ancestralidade, memória, ecologia e espiritualidade aparecem não como temas isolados, mas como dimensões que se cruzam nas experiências representadas pelos artistas.
Salvador recebe mostra após público de 70 mil em São Paulo
A exposição chega à capital baiana depois de uma temporada em São Paulo que recebeu mais de 70 mil visitantes.
A escolha do Museu de Arte da Bahia como espaço para a nova etapa da itinerância também insere a exposição no circuito cultural do Corredor da Vitória, uma das áreas de Salvador com maior concentração de instituições e equipamentos ligados às artes e à cultura.
Com entrada gratuita e quatro meses de duração, a temporada amplia o acesso do público baiano a um conjunto expressivo da produção artística contemporânea ligada principalmente às regiões Norte e Nordeste.
Depois de Salvador, “Atlântico Sertão” seguirá para Brasília, dando continuidade à circulação nacional do projeto.
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