A entrega da nova orla de Bom Jesus dos Passos, na Baía de Todos-os-Santos, marca uma nova fase para a comunidade, que já percebe impactos positivos na economia local, no turismo e na geração de renda. A obra, financiada pela Fundação Baía Viva, foi entregue no último sábado (16) e integra um conjunto de intervenções voltadas à valorização urbana e ao fortalecimento do desenvolvimento sustentável da ilha.
Durante a cerimônia, também foi assinada a ordem de serviço para a construção do primeiro mercado municipal da localidade. O equipamento contará com investimento estimado em R$ 11 milhões, área de 2,8 mil metros quadrados e previsão de conclusão em setembro de 2027.
Segundo o prefeito de Salvador, Bruno Reis, o mercado será estruturado para fortalecer o turismo e ampliar oportunidades econômicas para moradores.
“Teremos boxes para comercialização de mariscos e produtos típicos, além de três grandes restaurantes para atender tanto os moradores quanto a crescente demanda turística da região”, afirmou.
Para a presidente da Fundação Baía Viva, Isabela Suarez, as intervenções representam um avanço para o turismo sustentável e para a melhoria da qualidade de vida da população local.
“Quando você traz intervenções qualificadas, o turismo também se qualifica, atraindo mais visitantes, fomentando novos negócios e oportunidades. Mas, acima de tudo, isso significa melhoria na renda e mais acesso à infraestrutura”, destacou.
Com atuação há 25 anos em Bom Jesus dos Passos, a Fundação Baía Viva acompanha a transformação gradual da comunidade. Para Isabela, a entrega simboliza a concretização de um projeto construído ao longo de décadas.
Turismo como motor econômico
Morador da ilha, o químico Vicente Barreto criou o perfil @coisasdeBonja nas redes sociais para divulgar o destino e afirma ter acompanhado de perto as mudanças no local.
“Se alguém dissesse anos atrás que Bom Jesus seria isso que estamos vendo hoje, diriam que era loucura. Eu acompanhei essa evolução acontecer”, relatou.
Segundo ele, o turismo tem gerado impactos diretos na economia da comunidade, criando oportunidades de trabalho e fortalecendo pequenos negócios.
Os efeitos da expansão turística também aparecem no transporte marítimo. Antes do processo de requalificação, apenas três embarcações realizavam travessias para a ilha. Hoje, conforme dados da Fundação Baía Viva, mais de 98 pessoas trabalham diretamente com transporte de passageiros.
Além disso, segmentos como gastronomia, comércio e artesanato vêm sendo beneficiados pelo aumento do fluxo de visitantes.
A diretora da Fundação Baía Viva, Adriana Alencar, destaca ainda que o novo mercado municipal deverá contribuir para a formalização de trabalhadores locais, ampliando renda e condições de vida.
Empreendedorismo local acompanha crescimento
A empresária Tacila Lima é um dos exemplos da transformação econômica da ilha. Proprietária da pousada Casa de Beata, instalada na antiga residência dos avós, ela investiu no potencial turístico do local e hoje recebe visitantes de diferentes regiões do Brasil.
Com 18 leitos próprios e parcerias com outras hospedagens da comunidade, a rede consegue acomodar até 110 pessoas simultaneamente.
“Isso acontece em parceria com a própria comunidade, que recebe os turistas de braços abertos”, afirmou.
Para moradores, as melhorias representam mais do que investimentos em infraestrutura: simbolizam fortalecimento da identidade local, valorização da comunidade e novas perspectivas de desenvolvimento sustentável para Bom Jesus dos Passos.
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