BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunistas
  • Notas de Bolso
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
BA de Valor
PUBLICIDADE
Capa Economia Economia Baiana

Responsáveis por restauração de convento têm bens bloqueados

REDAÇÃO por REDAÇÃO
11/07/2016
em Economia Baiana
Tempo de Leitura: 3 minutos
A A
0

MPF ajuizou ação para que Iphan e União providenciem a restauração do monumento

Share on FacebookShare on Twitter

A pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Ilhéus, a Justiça Federal determinou, liminarmente, a indisponibilidade de bens dos responsáveis pela restauração do Convento de Santo Antônio de Cairu. Segundo o MPF, apesar de financiada com verbas de patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet (Lei nº 8.313/91), a obra nunca foi concluída. O bloqueio alcança o valor de até R$ 2.643.343,24 e compreende bens da ONG Grupo Ecológico Papamel e de seus ex-diretores José Renato Santana Souza e José Renildo Xavier, e da Patrimoni Restauração de Obras Civis Patrimoniais e seus diretores Manoel José Telles Neto e Eduardo Dantas de Cerqueira Filho. O MPF recorrerá da decisão para incluir no bloqueio de bens outros três réus, agentes do setor de comunicação institucional da estatal envolvidos à época nas irregularidades.

Com base em relatório de fiscalização da Controladoria Geral da União (CGU) e outras provas, em janeiro deste ano, o MPF ajuizou ação de improbidade administrativa contra os agentes públicos e as instituições responsáveis pela restauração do convento – situado em Cairu, distante 292 km de Salvador, e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1941. A ação pretende a responsabilização dos réus, o ressarcimento do montante total atualizado de mais de R$ 6,8 milhões, referentes aos danos causados ao erário e ao patrimônio histórico-cultural, e a aplicação das demais sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92).

De 2005 a dezembro de 2009, a Petrobras firmou, diretamente, contratos de patrocínio com a ONG no valor de R$ 7,6  milhões para a restauração do convento, sem que o grupo tivesse experiência nesse tipo de obra. A Organização subcontratou ilegalmente – sem licitação – a construtora Patrimoni para executar os serviços. A empresa subcontratada, recém-constituída, não executou a obra, apesar do recebimento da totalidade dos recursos.

As apurações revelaram que foram realizados gastos não comprovados, saques irregulares na conta bancária receptora das verbas e, além dos que não foram concluídos, que quase um 1/3 (um terço) dos serviços previstos nem sequer foi iniciado. Também não houve prestação de contas dos recursos públicos recebidos, o que levou o Ministério da Cultura, em 2014, a reprovar as contas do projeto.

Petrobras – Em dezembro de 2011, logo após a última liberação dos recursos, a Petrobras, sem a anuência do Iphan, recebeu a obra como se estivesse concluída e em conformidade com o previsto nos contratos. Entretanto, um ano depois, a CGU e técnicos do Instituto constataram diversas irregularidades e a não execução de parte considerável do objeto contratado, comprovando o prejuízo aos cofres públicos. A fiscalização apontou que as obras estavam paralisadas desde 2012, após recebidas indevidamente pela Petrobras, encontrando-se o bem tombado em situação precária.

Na ação, de autoria do Procurador da República Tiago Modesto Rabelo, o MPF requer a condenação dos réus nas sanções do art. 12, incisos II e III, da Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/92) por incorporação ao patrimônio particular de verbas públicas; dispensa indevida de processo licitatório; realização irregular de despesas; liberação de verba pública sem observância das normas pertinentes e não prestação de contas dos recursos.

Ação contra o Iphan e a União –  O MPF em Ilhéus também ajuizou, em junho desse ano, ação civil pública contra o Iphan e a União para que adotem as medidas protetivas exigidas por lei (Decreto-lei nº 25/37), executando as obras e reparos necessários à restauração do Convento de Cairu.

Caso não haja acordo, o MPF requer que seja determinado que as partes apresentem plano de trabalho, com a especificação dos serviços a serem realizados para fins de restaurar o monumento, acompanhado do cronograma executivo com as metas e prazos para a conclusão dos trabalhos; e que as obras sejam iniciadas no prazo de até 90 dias.

Construído em 1.654 e tombado há mais de setenta anos, o Convento representa um perfeito exemplar da arquitetura franciscana dos séculos XVII e XVIII e, segundo o MPF, dada a situação de risco em que se encontra, reclama imediata proteção.

De acordo com o artigo 23, III e IV, da Constituição Federal de 1988, é competência comum da União, Estados, Distrito Federal e Municípios a preservação dos bens e monumentos de valor histórico, artístico e cultural, competindo-lhes, inclusive, a adoção de providências para impedir a destruição e a descaracterização desses bens. Além disso, considerando que os proprietários (Província Franciscana) não possuem recursos para custear as obras, como demonstrado na ação, o Decreto-Lei nº 25/37 dispõe que a conservação da coisa tombada é de responsabilidade do Iphan, a quem cabe adotar as medidas destinadas à adequada restauração do monumento histórico.

Tags: IlhéusMinistério Público FederalMPFPetrobras
Artigo Anterior

Entidades do mercado publicitário lançam campanha

Próximo Artigo

Produção de petróleo e gás da Petrobras é recorde em junho

NOTÍCIAS RELACIONADAS

conta de luz
Economia

Setembro continua com conta de luz mais cara e bandeira vermelha

Economia

Confiança dos empresários baianos perde força em agosto

Plantação de algodão
Atualidade

Brasil se torna o maior exportador mundial de algodão em 2025

Próximo Artigo

Produção de petróleo e gás da Petrobras é recorde em junho

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • EM ALTA
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
Escritório Nelson Wilians

Nelson Wilians Advogados alerta sobre uso indevido de seu nome e imagem institucional

homem entregando chaves de imóvel a uma mulher aluguel

Receita Federal vai rastrear aluguéis para impedir sonegação

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Sala de aula do Senac

Senac Bahia oferece mais de 1.500 vagas gratuitas em cursos de qualificação no segundo semestre

Planta industrial da Braskem

Braskem apresenta iniciativas de sustentabilidade, transição energética e inovação industrial na INDEX

Vista aérea de São Desidério

Insegurança jurídica envolve disputa de mais de R$ 3 bilhões por 80 mil hectares no Oeste da Bahia

conta de luz

Setembro continua com conta de luz mais cara e bandeira vermelha

Confiança dos empresários baianos perde força em agosto

Plantação de algodão

Brasil se torna o maior exportador mundial de algodão em 2025

Receita voltará a exigir declaração de fintechs após operações da PF

Quadra de tênis

Costa do Sauípe volta ao circuito mundial de tênis após 14 anos

INDEX discute desafios da indústria baiana no enfrentamento aos desafios climáticos globais

INDEX discute desafios da indústria baiana no enfrentamento aos desafios climáticos globais

conta de luz

Setembro continua com conta de luz mais cara e bandeira vermelha

Confiança dos empresários baianos perde força em agosto

Plantação de algodão

Brasil se torna o maior exportador mundial de algodão em 2025

Receita voltará a exigir declaração de fintechs após operações da PF

Quadra de tênis

Costa do Sauípe volta ao circuito mundial de tênis após 14 anos

INDEX discute desafios da indústria baiana no enfrentamento aos desafios climáticos globais

INDEX discute desafios da indústria baiana no enfrentamento aos desafios climáticos globais

PUBLICIDADE

COLUNISTAS

Miguel Gomes

Tecnologia impulsiona o despertar de lideranças em saúde no século 21

Miguel Gomes, CEO do Grupo Vivhas

Transformação digital na saúde: eficiência e experiência elevadas pela tecnologia

Miguel Gomes

Tecnologia, sustentabilidade e humanização: o que está no centro da saúde digital?

Inteligência Artificial: a nova fronteira da fidelização de pacientes na saúde

Inteligência Artificial: a nova fronteira da fidelização de pacientes na saúde

Fed busca acalmar o mercado em meio a uma tempestade de mudanças

Fed busca acalmar o mercado em meio a uma tempestade de mudanças

NOTAS DE BOLSO

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Preparação de remessa da Shopee

Shopee amplia logística e reduz prazo médio de entrega em dois dias no Brasil

Refém da pobreza

BA de Valor

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Siga-Nos

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
  • Colunistas
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Contato
  • Anuncie
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.