Produção de grãos deve alcançar 14 milhões de toneladas em 2026, mas custos elevados, crédito caro e mudanças tributárias exigem atenção das empresas.
A perspectiva de uma nova safra recorde na Bahia reforça a importância do agronegócio para a economia estadual, mas também evidencia desafios relacionados à rentabilidade e à gestão financeira das empresas do setor.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), a produção baiana de grãos deve alcançar 14 milhões de toneladas em 2026, crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior.
O avanço é impulsionado principalmente pelas culturas de soja e milho. Em 2025, o agronegócio movimentou R$ 118,4 bilhões na Bahia, o equivalente a 22,1% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, conforme os dados apresentados.
Produzir mais não significa lucrar mais
Apesar da expansão produtiva, fatores como a oscilação dos preços das commodities, os custos de financiamento e a necessidade de capital de giro podem comprometer os resultados financeiros dos produtores e das empresas ligadas à cadeia do agronegócio.
Para Fernando Cavalcanti, fundador da Valestrá, ecossistema de soluções empresariais com unidade em Salvador, o crescimento dos negócios precisa estar acompanhado de planejamento financeiro e avaliação de riscos.
“Como empresário, sei que produzir mais ou faturar mais não significa, necessariamente, ter um negócio mais rentável. É preciso entender onde estão os custos, como está estruturado o capital e quais riscos podem comprometer os resultados”, afirma.
Segundo ele, essa análise é especialmente importante no agronegócio, caracterizado por investimentos expressivos e ciclos produtivos prolongados.
Mudanças tributárias exigem planejamento
O ambiente tributário também acrescenta novas variáveis à gestão das empresas.
Em outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no julgamento do Tema 843, que créditos presumidos de ICMS concedidos pelos estados não integram a base de cálculo do PIS e da Cofins.
A decisão tem relevância para empresas beneficiárias desses incentivos, embora seus efeitos dependam das características de cada operação e do enquadramento tributário de cada contribuinte.
Paralelamente, a implementação da Reforma Tributária sobre o consumo exigirá adaptações nas relações entre produtores, fornecedores, indústrias e distribuidores, especialmente em questões relacionadas ao aproveitamento de créditos e à formação de preços.
Nesse cenário, o planejamento integrado das áreas financeira, tributária e operacional ganha importância para a preservação da competitividade.
Valestrá fortalece atuação regional na Bahia
Com unidade em Salvador, a Valestrá busca ampliar sua atuação junto a empresas baianas, considerando as particularidades econômicas dos diferentes setores e regiões do estado.
Como parte dessa estratégia, o fundador Fernando Cavalcanti estará na capital baiana para acompanhar a equipe local, discutir prioridades e fortalecer o alinhamento da operação aos desafios do mercado.
A visita integra uma agenda de encontros nas unidades da companhia, voltada à consolidação das operações e à preparação de novos movimentos de expansão.
Para Keila, presidente da Valestrá, o conhecimento das características regionais é fundamental para conectar soluções especializadas às necessidades das empresas.
“Cada região possui uma dinâmica empresarial própria. Quando conhecemos essa realidade, conseguimos compreender melhor os desafios enfrentados pelos empresários e conectar diferentes especialidades à tomada de decisão”, destaca.
A Valestrá atua nas áreas de assessoria tributária e regulatória, finanças corporativas, transações, soluções patrimoniais e sucessórias, além de serviços empresariais e setoriais especializados.
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