A infraestrutura logística brasileira e seus impactos sobre a competitividade das exportações serão o foco do III Congresso Nacional de Usuários dos Transportes de Cargas (Conut), que acontece no próximo 12 de agosto, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.
Promovido pela Coalizão de Usuários dos Transportes de Cargas, o encontro terá como tema “Infraestrutura e Competitividade para o Brasil que Produz” e reunirá representantes do setor produtivo, autoridades públicas, especialistas e lideranças empresariais para discutir investimentos em infraestrutura, modernização regulatória, segurança jurídica e eficiência logística.
A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) participa como apoiadora institucional e será representada pelo presidente do seu Comitê de Logística, Brenno Queiroz.
Infraestrutura como fator estratégico
A participação da Anea ocorre em um momento importante para o agronegócio brasileiro.
Em 2024, o Brasil tornou-se o maior exportador mundial de algodão, consolidando sua posição de liderança no mercado internacional. Para a entidade, manter esse protagonismo depende diretamente da evolução da infraestrutura logística nacional.
Segundo Brenno Queiroz, o crescimento das exportações evidencia tanto a força da cadeia produtiva quanto os desafios estruturais enfrentados pelo país.
“O Brasil alcançou a liderança mundial nas exportações de algodão, mas essa conquista precisa ser sustentada por investimentos em infraestrutura. Os recordes de embarques demonstram a força da nossa cadeia produtiva, porém também evidenciam os limites da logística disponível. Hoje, operamos com custos elevados, e isso compromete nossa competitividade diante de outras origens.”
Gargalos aumentam o Custo Brasil
Entre os principais desafios apontados pela associação estão:
- elevada concentração das exportações no Porto de Santos;
- necessidade de expansão da infraestrutura portuária;
- investimentos em ferrovias e hidrovias;
- maior integração entre diferentes modais de transporte;
- redução da burocracia nos processos aduaneiros e fitossanitários.
Segundo a Anea, esses fatores elevam os custos logísticos, reduzem a previsibilidade das operações e impactam diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
Diversificação dos portos
Uma das prioridades defendidas pela entidade é ampliar as alternativas logísticas utilizadas pelas exportações brasileiras.
Hoje, mais de 95% das exportações nacionais de algodão utilizam o Porto de Santos, cenário que, segundo a associação, reforça a necessidade de novos investimentos e da diversificação das rotas de escoamento.
Entre as propostas está a implantação do Terminal de Contêineres STS10, em Santos, além da expansão da infraestrutura em outros portos brasileiros e do fortalecimento da multimodalidade.
“Também precisamos tornar os processos aduaneiros e fitossanitários mais ágeis para reduzir custos, aumentar a previsibilidade das operações e garantir maior regularidade aos embarques”, destaca Brenno Queiroz.
Diálogo entre setor produtivo e poder público
Além dos investimentos em infraestrutura, a Anea defenderá durante o congresso uma maior aproximação entre o setor produtivo e o poder público na formulação de políticas voltadas à logística nacional.
Para a entidade, a experiência prática das empresas exportadoras pode contribuir para o desenvolvimento de soluções capazes de reduzir o chamado Custo Brasil e ampliar a competitividade da economia.
Serviço
III Congresso Nacional de Usuários dos Transportes de Cargas (Conut)
📅 Data: 12 de agosto de 2026
📍 Local: Confederação Nacional da Indústria (CNI) – Brasília (DF)
🎟️ Evento aberto ao público.
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