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CCAB inicia celebração de 20 anos no Congresso Brasileiro do Algodão e prepara nova fase de expansão

Publisher por Publisher
18/09/2026
em Negócios no Campo
Tempo de Leitura: 4 minutos
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CEO da CCAB, Eric Seban,

Divulgação

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A CCAB escolheu um evento diretamente relacionado às suas origens para iniciar as comemorações de seus 20 anos. A companhia participa do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que acontece de 22 a 24 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), e aproveitará o encontro para apresentar um livro sobre sua trajetória e os próximos movimentos de expansão do negócio.

Embora o aniversário de duas décadas seja oficialmente completado em 2027, a empresa decidiu antecipar as celebrações para a abertura do ano-safra 2026/27, acompanhando o calendário do produtor rural, que está na origem da companhia.

O CBA também marcará a apresentação de novidades relacionadas à atual estratégia da CCAB, que envolve ampliação da presença geográfica, crescimento do portfólio e da base de clientes, digitalização do relacionamento comercial e desenvolvimento de uma nova geração de produtos e serviços.

Empresa nasceu da organização de produtores rurais

A história da CCAB começou a partir da articulação de produtores e cooperativas interessados em ampliar o acesso a tecnologias e melhorar as condições de competitividade no campo.

Inicialmente concentrada em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia, a companhia atualmente está presente em 18 estados e possui oito centros de distribuição.

A transformação também ocorreu no portfólio.

A CCAB iniciou suas atividades sem registros próprios e atualmente soma cerca de 60 registros, com expectativa de ultrapassar uma centena. O foco permanece principalmente nas culturas de soja, milho e algodão, além de soluções destinadas a outras atividades agrícolas.

A partir de 2018, a empresa acelerou a expansão para além de sua base original de associados. Distribuidores e produtores não vinculados às cooperativas fundadoras passaram a integrar a estratégia comercial.

Paralelamente, a CCAB começou a diminuir a dependência de produtos de terceiros e ampliar seu portfólio próprio.

Logística e previsibilidade entram na estratégia

Segundo o CEO da CCAB, Eric Seban, a origem ligada diretamente ao produtor influencia a maneira como a empresa estrutura sua operação e seu relacionamento com os clientes.

“Quando você tem um acionista que é produtor, entregar na hora certa não é negociável”, afirma.

A questão ganha importância no agronegócio porque atrasos no fornecimento de determinados insumos podem comprometer janelas específicas de aplicação e interferir diretamente na operação das propriedades.

Por isso, uma das frentes de investimento da companhia está na ampliação da visibilidade sobre pedidos, disponibilidade de produtos, compromissos financeiros e andamento das entregas.

Entre as ferramentas está o Farmi by CCAB Agro, plataforma que concentra informações da operação em tempo real e, segundo a companhia, já recebe acessos mensais de mais de 400 clientes.

Pipeline prevê novas formulações e produtos de maior valor agregado

Outra frente da estratégia é o desenvolvimento de um portfólio de maior valor agregado.

A CCAB mantém investimentos em fungicidas, herbicidas e inseticidas e trabalha no desenvolvimento de novas misturas e formulações destinadas ao mercado brasileiro.

Parte das soluções surge de demandas identificadas junto a produtores, consultores e engenheiros agrônomos ligados à própria base de clientes.

Segundo Seban, o pipeline inclui tanto produtos equivalentes a tecnologias já conhecidas quanto combinações que ainda não estão disponíveis no mercado brasileiro.

A companhia também estuda avançar para outras categorias de insumos e serviços, embora ainda não tenha divulgado quais segmentos poderão receber os próximos investimentos.

Estratégia vai além da venda de insumos

A expansão acompanha uma avaliação da empresa sobre as mudanças no mercado de insumos agrícolas.

Em um ambiente com maior oferta de produtos, pressão sobre margens e produtores expostos simultaneamente a riscos climáticos, financeiros e operacionais, a CCAB considera que competir apenas com base em produto e preço tende a ser insuficiente.

A estratégia passa a combinar a comercialização de insumos com serviços, informação, crédito, gestão de risco e ferramentas de acompanhamento da operação, buscando aumentar a previsibilidade para produtores e distribuidores.

Trata-se de uma mudança de escala que procura levar para uma base mais ampla de clientes o modelo de relacionamento originalmente construído com produtores associados.

Livro recupera ligação da CCAB com a cotonicultura

O marco inicial das comemorações de 20 anos será o lançamento, durante o CBA, de um livro sobre a origem e a trajetória da companhia.

A publicação reúne participações de personagens ligados à criação da empresa e representantes do agronegócio brasileiro.

Entre eles está o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, responsável pelo prefácio, e o produtor rural Gilson Pinesso, uma das lideranças associadas ao movimento que deu origem à CCAB.

O estande da empresa no Congresso também utilizará fotografias e registros de momentos e personagens de sua trajetória.

A escolha do CBA para iniciar as comemorações reforça a relação histórica da companhia com o algodão.

Segundo Seban, foi durante o processo de expansão da cotonicultura para o Centro-Oeste e das missões internacionais realizadas por produtores que surgiu a percepção da necessidade de encontrar novas alternativas de acesso a produtos competitivos para proteção das lavouras brasileiras.

“A CCAB deve muito ao produtor rural e, em especial, ao cotonicultor brasileiro”, afirma.

Para o executivo, a participação no Congresso também será uma oportunidade para ouvir as demandas que poderão orientar os próximos movimentos da companhia.

“Voltar ao CBA tem a ver com estar no lugar a que pertencemos. Queremos receber muitos insights e muitas cobranças dos produtores. Isso é a essência da CCAB.”

Assim, ao iniciar a celebração dos 20 anos, a empresa procura combinar dois movimentos: resgatar uma história construída a partir da organização dos produtores e preparar uma nova etapa baseada em expansão, tecnologia, portfólio próprio e serviços cada vez mais integrados à gestão das propriedades rurais.

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