Com a chegada do período mais frio do ano e o aumento dos casos de doenças respiratórias, a Prefeitura de Salvador ampliou, desde a última segunda-feira (1º), a vacinação contra a Influenza para toda a população a partir dos seis meses de idade. A medida busca aumentar a cobertura vacinal e reduzir o risco de complicações causadas pelo vírus, especialmente entre os idosos.
Dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) mostram que a adesão da população acima de 60 anos ainda está abaixo do esperado. Desde o início da campanha, em 25 de março, até o último dia 1º de junho, foram imunizados 172.189 idosos na capital baiana. O número representa apenas parte do público-alvo estimado em 457.193 pessoas, o que significa que cerca de 65% dos idosos ainda não receberam a vacina.
Segundo a médica geriatra Paula Caroline Pinto, da Clínica Florence, fatores como medo de efeitos colaterais, desinformação e a percepção equivocada de que a gripe é uma doença simples ajudam a explicar a baixa procura pela imunização.
“A gripe pode evoluir para pneumonia e descompensar doenças crônicas como diabetes, cardiopatias e doenças pulmonares, além de aumentar significativamente o risco de hospitalização. Em muitos casos, mesmo após a recuperação da infecção, o idoso não consegue retomar o mesmo nível de independência que tinha anteriormente”, alerta a especialista.
Riscos aumentam durante o inverno
Com a queda das temperaturas e o aumento da circulação de vírus respiratórios, os profissionais de saúde reforçam a importância da vacinação como principal forma de prevenção contra casos graves da doença.
Além de reduzir o risco de internações, a vacina ajuda a diminuir complicações que podem comprometer a qualidade de vida dos idosos, especialmente daqueles que já convivem com doenças crônicas.
Exemplo de conscientização
Entre os idosos que já buscaram proteção está o casal Nadja Esteves, de 78 anos, e Flávio Esteves, de 84 anos, que decidiu se vacinar antes das celebrações da tradicional trezena de Santo Antônio, realizadas ao longo do mês de junho.
Para Nadja, a imunização representa uma importante ferramenta de cuidado e prevenção.
“O que derruba o idoso não é a vacinação. O que derruba o idoso é a falta de atenção, a falta de carinho, a falta de respeito, o isolamento e não se sentir pertencido. A vacina é a segurança que a gente tem”, afirmou.
Com a ampliação da campanha, a expectativa das autoridades de saúde é elevar os índices de cobertura vacinal e reduzir o impacto das doenças respiratórias durante os próximos meses.
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