Representantes de diversos segmentos econômicos da Bahia defenderam uma discussão técnica e gradual sobre a proposta de mudança na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 durante reunião promovida pela Associação Comercial da Bahia, em Salvador.
O encontro reuniu o deputado federal Léo Prates, relator da proposta na comissão especial da Câmara, além de lideranças empresariais e representantes de entidades do setor produtivo.
Debate sobre impactos econômicos
Durante a reunião, empresários e representantes de entidades alertaram para possíveis impactos da proposta sobre:
- Emprego
- Competitividade
- Custos operacionais
- Preços ao consumidor
- Poder de compra da população
A ACB destacou que o debate ultrapassa a discussão sobre modelos de escala e envolve mudanças estruturais na jornada semanal de trabalho.
Pontos centrais apresentados
O setor produtivo apresentou cinco eixos considerados prioritários para a discussão:
- Separação entre jornada e escala
- Necessidade de transição gradual
- Diferenças entre setores econômicos
- Preservação da negociação coletiva
- Compensações econômicas, como desoneração da folha
Preocupação com pequenos negócios
A presidente da ACB, Isabela Suarez, afirmou que pequenos e micro empresários podem enfrentar dificuldades para absorver aumento de custos.
“Nossa economia é heterogênea e composta, em grande parte, por pequenos e micro empresários que não conseguem absorver um aumento de 20% nos seus custos”, declarou.
Setores alertam para efeitos da medida
Representantes dos setores de comércio, indústria, alimentação, construção civil e shopping centers defenderam cautela na tramitação da proposta.
Segundo dados apresentados durante a reunião, alguns segmentos podem registrar aumento de até 13% nos preços ao consumidor.
O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Leandro Menezes, afirmou que o impacto pode afetar especialmente o setor de alimentação.
“Isso pode gerar aumento de 7% a 8% nos cardápios e reduzir o poder de compra da população”, afirmou.
Indústria cobra debate sobre produtividade
Representando a Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Milton Barbosa Lima destacou a necessidade de discutir produtividade e competitividade.
“O Brasil precisa discutir produtividade, competitividade e custo Brasil”, afirmou.
Relator defende diálogo
O deputado federal Léo Prates afirmou que o objetivo é ampliar o diálogo com os diferentes setores antes da consolidação do parecer.
“Nosso objetivo é ouvir, dialogar e construir caminhos com responsabilidade e equilíbrio”, declarou.
Mobilização empresarial
Participaram da reunião entidades como:
- FACEB
- FAEB
- ADEMI-BA
- Sinduscon-BA
- Sindilojas Bahia
A reunião integra uma série de debates promovidos pela ACB sobre os impactos da proposta no ambiente econômico e nas relações de trabalho.
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