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Terapia de reposição hormonal e câncer de mama: o que é mito e o que é verdade

REDAÇÃO por REDAÇÃO
03/10/2025
em Atualidade
Tempo de Leitura: 3 minutos
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Mulher segurando um laço, símbolo do outubro rosa
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A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma alternativa de tratamento utilizada por mulheres que enfrentam os sintomas da menopausa, como ondas de calor, insônia, alterações de humor e ressecamento vaginal. Apesar dos benefícios para a qualidade de vida, a relação da TRH com o câncer de mama ainda gera dúvidas e receios.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres no Brasil, com uma estimativa de 74 mil novos casos por ano entre 2023 e 2025. Fatores hormonais têm papel importante no desenvolvimento da doença. De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o uso de reposição hormonal combinado, que associa estrógeno e progesterona, pode em alguns casos aumentar discretamente o risco de câncer de mama, especialmente quando utilizado por tempo prolongado.

Para o ginecologista Dr. Jorge Valente, especialista em metabologia, reposição hormonal e longevidade, é essencial esclarecer o debate. “O risco existe, mas não é igual para todas as mulheres. A reposição deve ser sempre personalizada, com acompanhamento próximo e baseada em evidências científicas. A generalização de que toda terapia hormonal causa câncer de mama é um equívoco que prejudica muitas mulheres que poderiam se beneficiar do tratamento”, afirma.

Ao mesmo tempo, entidades internacionais como a North American Menopause Society (NAMS) e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) reforçam que, quando bem indicada e monitorada, a terapia pode ser segura e eficaz, principalmente em mulheres que iniciam o tratamento logo após a menopausa e não apresentam contraindicações.

MITOS E VERDADES SOBRE REPOSIÇÃO HORMONAL E CÂNCER DE MAMA

Toda reposição hormonal causa câncer de mama

Mito. O risco está associado ao tipo de terapia, à duração do tratamento e ao histórico de saúde da paciente. O uso exclusivo de estrógeno, por exemplo, em mulheres que retiraram o útero, não apresenta o mesmo impacto que a terapia combinada.

O uso prolongado de reposição hormonal combinada pode elevar o risco de câncer de mama
Verdade. Estudos mostram que a exposição prolongada a estrógeno e progesterona pode aumentar o risco, especialmente após 5 anos de uso contínuo.

Mulheres que têm histórico familiar não podem fazer reposição hormonal

Mito. O histórico familiar exige mais cautela e acompanhamento, mas não é uma contraindicação absoluta. O médico deve avaliar caso a caso, levando em conta exames e fatores de risco individuais.

A avaliação individual é essencial antes de iniciar a terapia

Verdade. Fatores como idade, histórico familiar, densidade mamária e doenças pré-existentes precisam ser considerados antes da indicação.

Sintomas da menopausa devem ser enfrentados sem tratamento, porque reposição hormonal é perigosa

Mito.  A reposição hormonal é uma das formas mais eficazes de reduzir sintomas que comprometem a qualidade de vida. Quando feita sob acompanhamento médico, pode trazer benefícios importantes sem necessariamente aumentar de forma significativa os riscos.

A reposição hormonal traz benefícios além do alívio dos sintomas da menopausa

Verdade. Além de reduzir fogachos, insônia e alterações de humor, a TRH pode ajudar na prevenção da osteoporose e na saúde cardiovascular em algumas mulheres.

Para o Dr. Jorge Valente a reposição hormonal não deve ser vista como uma solução isolada para os sintomas da menopausa. Segundo ele, seu uso deve estar aliado a um estilo de vida saudável, que inclua prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada e cuidados preventivos para garantir a saúde integral da mulher. Além disso, o especialista destaca que o acompanhamento por profissionais capacitados é indispensável para que a terapia seja conduzida de forma segura, responsável e personalizada. “Mais do que temer a reposição hormonal, é preciso compreendê-la como um recurso terapêutico valioso, desde que usado de forma responsável e individualizada. Informação de qualidade e acompanhamento médico são os maiores aliados das mulheres nesse momento da vida”, finaliza.

Sobre o Dr. Jorge Valente

Médico pós-graduado em medicina ortomolecular e em longevidade, especialista em ginecologia pela FEBRASGO, com 26 anos de atuação na área de ginecologia endócrina. Atua em reposição hormonal, emagrecimento e com foco na saúde integral, onde o estilo de vida é a base do tratamento.

Crédito: Freepik

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