BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunistas
  • Notas de Bolso
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
BA de Valor
PUBLICIDADE
Capa Economia Economia Brasileira

Políticas antifumo impactam cultura do tabaco no Brasil

REDAÇÃO por REDAÇÃO
24/07/2016
em Economia Brasileira
Tempo de Leitura: 4 minutos
A A
0

Mais de 90% dos produtores de tabaco do Brasil estão na Região Sul (Foto: Divulgação /Afubra)

Share on FacebookShare on Twitter

O Brasil tem avançado no combate ao tabagismo. Dados de 2015 do Ministério da Saúde mostram que, nos últimos dez anos, o número de fumantes com mais de 18 anos de idade caiu 33,8%. A queda é motivo de comemoração já que, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os custos para o sistema de saúde brasileiro com doenças causadas pelo fumo chegam a R$ 23 bilhões ao ano. No entanto, a luta contra os males do tabaco tem outra face. Para mais de 159 mil famílias, o produto é um meio de vida.

Mais de 90% dos agricultores que cultivam o tabaco, ingrediente de cigarros, charutos e afins, estão em propriedades na região Sul, o restante está no Nordeste. Segundo a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, o tamanho médio das terras cultivadas por eles é 15 hectares – ou seja, são pequenos produtores. Considerada uma cultura lucrativa, o retorno médio chega a R$ 18 mil por hectare plantado de tabaco, segundo a secretaria.

Apesar da rentabilidade, o negócio do tabaco hoje dá menos dinheiro que em anos anteriores. Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), entre 2011 e 2015, o faturamento do setor deixou de crescer até começar a cair. Entre 2011 e 2012, o faturamento dos fumicultores aumentou 33,4%. De 2012 para 2013 a alta no rendimento foi de 9%; entre 2013 e 2014, o faturamento cresceu somente 1,15%; e entre 2014 e 2015, registrou queda de 19,6%.

Segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), entre 2011 e 2015, o faturamento do setor deixou de crescer até começar a cair

Essa diminuição nos ganhos abrange o tabaco para consumo doméstico e exportação. A maior parte da produção brasileira – entre 85% e 87% – é destinada a outros países. O Brasil é o segundo maior produtor do mundo, atrás da China e alternando a posição com a Índia. Mas dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sinalizam que o tabaco está sendo menos buscado também a nível global.

Segundo a OMS, em 2010, os não fumantes a partir de 15 anos eram 3,9 bilhões de pessoas, cerca de 78% da população mundial nessa faixa etária. O organismo calcula que o número de pessoas que não consomem tabaco subirá para 5 bilhões, ou 81% da população projetada para 2025.

Políticas públicas – Apesar de não relacionar diretamente a queda no faturamento à redução do total de fumantes, o presidente da Afubra, Benício Werner reconhece que o número de agricultores trabalhando com tabaco está diminuindo e que foi preciso reduzir a área plantada para “uma adequação entre oferta e demanda”.

A redução da área plantada de tabaco, com substituição por outros cultivos, é estimulada pelo governo. As políticas públicas antitabagismo incluem ainda preço mínimo para o cigarro, que em maio foi reajustado para R$ 5, e uma alta carga tributária.

Segundo a Afubra, o percentual do faturamento abocanhado pela tributação passou de 56%, em 2011, para 65,2%, em 2015. O dirigente critica a política do preço mínimo e o aperto fiscal e diz que as medidas fortalecem os contrabandistas de cigarros. “Isso está prejudicando o cigarro legal em detrimento do ilegal.”

A redução da área plantada de tabaco, com substituição por outros cultivos, é estimulada pelo governo

Ajuda aos produtores – O secretário especial de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, José Ricardo Roseno, afirma que o governo ajuda as famílias que vivem das plantações de tabaco a trocarem o produto outras culturas. No entanto, segundo ele, o processo é demorado, porque mesmo com o consumo em queda, o tabaco assegura uma boa renda. Além disso, os agricultores já estão inseridos na cadeia produtiva do fumo e a articulação de cooperativas e compradores para outros produtos leva tempo.

“A cultura do tabaco tem mais de 100 anos. Há uma cadeia produtiva organizada que garante compra, custeio. Outras culturas, como pecuária de leite e corte, milho, feijão, arroz, dão uma certa rentabilidade, mas é preciso a organização de toda a cadeia produtiva. Por isso, a política [de auxílio] tem que acompanhar a realidade do agricultor”, afirma.

Segundo Roseno, entre 2015 e 2017, o governo terá investido R$ 53 milhões em assistência técnica e extensão rural. Segundo ele, atualmente, 30 mil famílias de fumicultores recebem esse tipo de orientação para que possam se dedicar a outras culturas. O secretário cita ainda recursos de crédito rural junto às prefeituras e o programa Mais Gestão, destinado a fortalecer o cooperativismo entre pequenos agricultores.

Como resultado de ações do tipo, segundo o secretário, a área plantada de tabaco caiu de 374 mil hectares para 308,2 mil hectares entre 2009 e 2015, uma redução de 17,6% em sete anos.

Crédito do Pronaf – Atualmente, a Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário tenta reverter resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que entrou em vigor em 1º de julho. A norma prevê que, para acessar o crédito do Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf), os fumicultores precisam comprovar que ao menos 30% da renda vem de outras culturas que não o tabaco. Na safra 2017-2018, o percentual subirá para a 40% e, na de 2018-2019, chegará a 50%.

Antes, o percentual exigido era 20%. A secretaria defende o retorno a esse patamar, sob o argumento de que a mudança prejudica os fumicultores. Segundo José Ricardo Roseno, um levantamento do órgão mostra que com a exigência de 30% de outras culturas, 70% dos agricultores familiares que cultivam fumo ficariam sem acesso ao Pronaf.

“O Pronaf não financia atividade do fumo, financia outras atividades. Então, o que vai acontecer, é que o plantador de tabaco que realmente quer diversificar as culturas não terá condições”, analisa Roseno. Segundo ele, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário formalizou, no Ministério da Fazenda, proposta para cancelar a resolução. A expectativa é que o assunto seja discutido na próxima reunião co CMN. (Mariana Branco/Repórter da Agência Brasil)

Tags: fumoIncaInstituto Nacional do CâncerPronaftabagismo
Artigo Anterior

Centro de distribuição atinge a marca de 2,2 milhões de entregas

Próximo Artigo

Mudanças de regras poderão reaquecer o setor imobiliário

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Cédulas de real
Economia

Governo libera FGTS bloqueado de trabalhadores do saque-aniversário

Senadores Randolfe Rodrigues, Renan Calheiros e David Alcolumbre
Atualidade

Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil segue para sanção

Sede do Banco Central do Brasil
Economia

Copom decide nesta quarta se mantém Taxa Selic em 15% ao ano

Próximo Artigo

Mudanças de regras poderão reaquecer o setor imobiliário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • EM ALTA
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
BR-342

Pedágio estimado em R$ 25 na BR-324 preocupa motoristas entre Salvador e Feira de Santana

Ilustração de reciclagem

Reforma tributária pode elevar carga sobre reciclagem e ameaçar viabilidade do setor no Brasil

Troféus Bahia Sustentável 2026

Inscrições para o Prêmio Bahia Sustentável 2026 estarão abertas a partir desta sexta-feira (06)

Parque Shopping Bahia

Confira o horário de funcionamento dos shoppings centers durante o Carnaval

Hospitalidade Baixio

A arte de receber: hospitalidade se firma como diferencial competitivo no destino Baixio, na Bahia

Anna Laura Batista

Estudante baiana conquista 1º lugar em Medicina na USP e reforça destaque da educação da Bahia

Roberta Broder e Izabela Suarez

ACB mantém atuação firme em defesa das empresas do Simples Nacional

Coronel Ivana Teixeira

Bahia promove 130 oficiais da PM e tem primeira mulher coronel em 200 anos de história

Área arborizada

Com investimentos em áreas verdes, Prefeitura transforma ruas e avenidas em locais mais arborizados em Salvador

Parque Marinho da Barra

Prefeitura de Salvador reforça cuidados e fiscalização no Parque Marinho da Barra durante verão e Carnaval

TJ Bahia

TJ-BA lança concurso com 100 vagas para juiz substituto e salário de R$ 31,9 mil

Reunião Jerônimo Rodrigues e produtores de cacau

Governador recebe produtores de cacau e reafirma compromisso para o fortalecimento da cadeia produtiva na Bahia

Roberta Broder e Izabela Suarez

ACB mantém atuação firme em defesa das empresas do Simples Nacional

Coronel Ivana Teixeira

Bahia promove 130 oficiais da PM e tem primeira mulher coronel em 200 anos de história

Área arborizada

Com investimentos em áreas verdes, Prefeitura transforma ruas e avenidas em locais mais arborizados em Salvador

Parque Marinho da Barra

Prefeitura de Salvador reforça cuidados e fiscalização no Parque Marinho da Barra durante verão e Carnaval

TJ Bahia

TJ-BA lança concurso com 100 vagas para juiz substituto e salário de R$ 31,9 mil

Reunião Jerônimo Rodrigues e produtores de cacau

Governador recebe produtores de cacau e reafirma compromisso para o fortalecimento da cadeia produtiva na Bahia

PUBLICIDADE

COLUNISTAS

André Machado - Maida Health

Por que controlar custos não basta para sustentar a saúde suplementar

Jorge Valente

Terapias injetáveis são seguras quando bem indicadas, afirma especialista

Miguel Gomes

Tecnologia impulsiona o despertar de lideranças em saúde no século 21

Miguel Gomes, CEO do Grupo Vivhas

Transformação digital na saúde: eficiência e experiência elevadas pela tecnologia

Miguel Gomes

Tecnologia, sustentabilidade e humanização: o que está no centro da saúde digital?

NOTAS DE BOLSO

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Preparação de remessa da Shopee

Shopee amplia logística e reduz prazo médio de entrega em dois dias no Brasil

Refém da pobreza

BA de Valor

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Siga-Nos

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
  • Colunistas
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Contato
  • Anuncie
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.