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Akan Cafés: da afetividade de infância para as cafeterias do mundo

REDAÇÃO por REDAÇÃO
18/09/2022
em Atualidade
Tempo de Leitura: 3 minutos
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Akan Cafés: da afetividade de infância para as cafeterias do mundo

Karla Lima: "Fiz cursos de barismo e degustação e quando cheguei na torra, descobri um mundo maravilhoso” (Fotos: Divulgação)

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Por Anderson Orrico

Um café bem passado e com aroma hipnotizante tem seu espaço no coração e no dia a dia do brasileiro. Foi por conta dessa memória afetiva da infância que a empresária Karla Lima, da Akan Cafés Especiais, buscou se especializar na área, se tornou a primeira mulher certificada em torra da Bahia e já distribui para oito  estados e mais três países, alcançando crescimento de 200% nos últimos dois anos.

O selo hoje está presente em cerca de 100 cafeterias, com 14 marcas. Além da atuação nos estados de São Paulo, Bahia, Ceará, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, também já exporta para Estados Unidos, Canadá e Inglaterra. O planejamento para os próximos dois anos é ter atuação em todas as capitais do Brasil, ampliar a distribuição também para a França e dobrar o volume de produção, que hoje está em cerca de 800 kg.

O ponta pé inicial foi em 2013, quando Karla, que é administradora,  era funcionária de um banco, em parceria com dois sócios e investimento inicial de R$ 120 mil, resolveu abrir uma torrefação no bairro da Pituba, em Salvador, após realizar diversos cursos em Minas e São Paulo.

O interesse pelo café veio de quando a avó a levava para a casa de uma amiga, do interior da Bahia, que torrava o grão num tacho em cima de uma fogueira no chão. “Minha avó era uma bebedora de café assídua e quando ela faleceu nada mais fazia sentido, então decidi ir em busca do que me trouxesse uma felicidade maior. Fiz cursos de barismo e degustação e quando cheguei na torra, descobri um mundo maravilhoso”, conta a empresária.

Máquinas de torrefação Akan Cafés (Foto: divulgação)

A pandemia do coronavírus também serviu de incentivo para que novos negócios fossem abertos e outros se viram obrigados a crescer por conta da necessidade dos empreendedores em driblar a crise para se manterem no mercado. Foi assim que a Akan despontou no cenário nacional.

De uma ida em São Paulo para desenvolver o projeto de um cliente para a abertura e consolidação da marca.  “Quando me vi sozinha com dois filhos em São Paulo, no meio da pandemia, sem perspectivas, comprei um torrador, instalei dentro de um container num estacionamento e comecei a distribuir para meus clientes em Salvador”, relembra Karla.

Sem dinheiro para investimento inicial, tudo foi comprado e alugado na base da confiança. A operação começava às 7h da manhã e só terminava à noite. O objetivo era torrar a maior quantidade possível de café para que nenhum cliente ficasse sem receber e também fazer com que o retorno financeiro fosse rápido. Quando descobriram que a produção estava sendo realizada em São Paulo, outras pessoas passaram a procurar o café e o crescimento foi inevitável. A marca agora está investindo na abertura do e-commerce e na ampliação da  distribuição para todo o país.

Atualmente, a central de distribuição fica num sobrado, localizado no bairro Conceição, na capital paulista, onde tem cinco funcionárias e que é motivo de orgulho para Karla. “Temos que respeitar de onde viemos e a energia que trazemos. É tão difícil a gente como mulher entrar num mercado majoritariamente masculino. E agora levanto essa bandeira sim. Somos uma torrefação feminina e que está se firmando no Sudeste com origem no Nordeste”, reforça Karla.

Os grãos utilizados pela Akan são provenientes de diferentes estados, produzidos por agricultores familiares, tendo como base o fair trade (comércio justo), gênero de comércio que leva em conta não só os preços justos pagos aos cafeicultores, mas também a transparência das relações, o respeito e a sustentabilidade. Na Bahia, a produção se concentra nos munícipios de Piatã e Seabra.

O poder da ancestralidade no nome

A feminilidade e ancestralidade baiana também estão presentes em todo o processo de formação da empresa, inclusive na escolha do nome. “As primeiras mulheres moedoras de café foram as negras nas grandes fazendas e eu respeito muito a história e queria trazer isso. Um dia descobri uma comunidade tribal em Gana, na África, com o nome Akan, e é a maior sociedade matriarcal do mundo. Todas as mulheres estão em posse de poder. Feminina, tem ancestralidade, poder, rituais para agradecer aos deuses pela colheita. E assim foi escolhido o nome da empresa: Akan Cafés Especiais”, conta Karla.

Como receita de sucesso, Karla destaca que a humildade é o fator predominante para alcançar qualquer objetivo de vida. “Saber de onde veio, as dificuldades que passou, respeitar tudo isso e, o mais importante, respeitar o outro. Esse comportamento é que carrego comigo de forma muito forte”, finaliza.

Confira aqui outros conteúdos exclusivos!

 

Tags: Akan CaféscafécafeteriagrãosNordeste
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