Comitiva baiana visitará a Canton Fair, fabricantes de robôs e instalações industriais entre 17 e 26 de outubro. Cooperativa movimentou R$ 200 milhões em compras no primeiro semestre de 2026.
A Coopercon-BA, cooperativa de compras vinculada ao Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), realizará uma missão empresarial à China entre os dias 17 e 26 de outubro, com o objetivo de prospectar fornecedores, conhecer novas tecnologias e identificar oportunidades comerciais para a construção civil.
A programação inclui visitas a empresas de tecnologia, fabricantes de equipamentos e empreendimentos habitacionais, além da participação na Canton Fair, uma das principais feiras internacionais de comércio realizadas na China.
A comitiva contará com a participação do presidente da Coopercon-BA, Ângelo Simões, e de representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB).
A missão ocorre em um momento de expansão das operações da cooperativa, que encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 200 milhões em compras.
A iniciativa busca aproximar empresas da construção civil baiana de fornecedores internacionais e avaliar soluções que possam contribuir para a competitividade, a produtividade e a modernização do setor.
Missão percorrerá cinco cidades chinesas
A agenda terá início em Guangzhou, onde os participantes visitarão a Canton Fair, evento que reúne fabricantes e compradores internacionais de diferentes segmentos industriais.
A feira representa uma oportunidade para conhecer produtos, comparar fornecedores e estabelecer contatos comerciais.
Em seguida, a comitiva visitará a Huawei Ark One, em Shenzhen, para conhecer soluções tecnológicas e experiências relacionadas à inovação.
Em Dongguan, a programação prevê uma visita à fábrica da DaFang AI, empresa que desenvolve robôs destinados a atividades de acabamento na construção civil.
O roteiro também inclui Foshan, onde os empresários conhecerão uma obra de habitação popular e uma fábrica de formas de alumínio.
A missão será encerrada em Hong Kong.
A diversidade de visitas permitirá observar diferentes etapas da cadeia produtiva, desde o fornecimento de materiais e equipamentos até a aplicação de tecnologias em obras.
Robótica e industrialização estão entre os destaques
Um dos pontos de interesse da missão será o contato com tecnologias capazes de transformar processos construtivos.
A visita à DaFang AI, por exemplo, permitirá conhecer equipamentos robóticos desenvolvidos para atividades de acabamento.
A utilização de robôs na construção civil é uma das frentes de inovação estudadas pelo setor, especialmente em tarefas repetitivas e processos que exigem padronização.
Entretanto, a adoção dessas soluções no Brasil depende de fatores como investimento inicial, disponibilidade de assistência técnica, treinamento de equipes e adequação às condições das obras.
Outro destaque será a visita a uma fábrica de formas de alumínio.
Esses sistemas são utilizados na execução de estruturas de concreto e podem integrar métodos construtivos industrializados.
Dependendo das características do empreendimento, a padronização de componentes e processos pode contribuir para a organização do canteiro, a repetibilidade das etapas e o planejamento da produção.
A agenda em Foshan também permitirá observar a aplicação de soluções construtivas em um empreendimento de habitação popular.
Coopercon-BA registra R$ 200 milhões em compras no semestre
A missão internacional acontece após um período de crescimento das operações da Coopercon-BA.
Segundo os dados divulgados pela entidade, a cooperativa encerrou o primeiro semestre de 2026 com R$ 200 milhões em compras.
Nos últimos 12 meses, as negociações envolveram diferentes categorias de materiais e equipamentos utilizados na construção civil.
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| Produtos e materiais | Volume ou valor negociado |
| Esquadrias de alumínio | R$ 80 milhões |
| Elevadores | 80 unidades |
| Aço | 3 mil toneladas |
| Concreto | 4 mil m³ contratados |
| Louças e metais sanitários | R$ 14 milhões |
| Tintas | R$ 20 milhões |
Os números demonstram a diversidade de itens negociados coletivamente pela cooperativa.
O modelo de compras conjuntas permite reunir demandas de diferentes empresas para negociar volumes maiores com fornecedores.
Essa escala pode contribuir para melhorar condições comerciais, embora os resultados dependam de fatores como preço, qualidade, prazo de entrega, logística e condições contratuais.
Crescimento de 136% em 2025
A Coopercon-BA também informou que registrou crescimento de 136% em 2025, na comparação com o ano anterior.
Segundo a entidade, foi o maior avanço desde sua fundação.
O desempenho ajuda a contextualizar a busca por novas possibilidades de fornecimento, diante da ampliação do volume de negociações realizadas para as empresas associadas.
A expansão das compras coletivas também aumenta a importância de uma rede de fornecedores capaz de atender às necessidades de diferentes empreendimentos.
Nesse cenário, a prospecção internacional surge como uma alternativa para ampliar o conhecimento sobre produtos, tecnologias e condições comerciais disponíveis em outros mercados.
Importação exige análise de custos e adequação ao mercado brasileiro
Apesar das oportunidades de contato com fabricantes internacionais, a realização de compras no exterior exige uma avaliação mais ampla do que o preço apresentado pelo fornecedor.
Entre os fatores que precisam ser considerados estão os custos de transporte internacional, tributos de importação, variação cambial, prazos de entrega e disponibilidade de suporte técnico.
Também é necessário verificar se os produtos atendem às normas técnicas e às exigências regulatórias brasileiras aplicáveis.
Para equipamentos e sistemas construtivos, aspectos como instalação, manutenção, treinamento e fornecimento de peças podem influenciar a viabilidade econômica.
A Coopercon-BA informou que a análise das oportunidades identificadas na China considerará condições comerciais, qualidade, disponibilidade, logística e adequação ao mercado nacional.
Dessa forma, a missão deve ser compreendida como uma etapa de prospecção, e não como a confirmação de contratos de importação.
Aproximação com o mercado chinês começou em missão anterior
A viagem da Coopercon-BA dá continuidade a um movimento de aproximação da construção civil baiana com o mercado chinês.
Em 2025, o Sinduscon-BA realizou uma missão empresarial ao país asiático, com visitas técnicas e encontros com organizações ligadas à construção, à engenharia e à tecnologia.
A experiência permitiu aos participantes conhecer modelos produtivos e soluções de industrialização utilizados no setor.
Essas referências passaram a integrar discussões sobre produtividade, inovação e modernização da construção civil.
A missão de outubro de 2026 terá um foco adicional na prospecção de fornecedores e na identificação de alternativas comerciais para as empresas associadas à cooperativa.
Oportunidades para a construção civil baiana
A busca por novas tecnologias e fornecedores internacionais está relacionada a desafios recorrentes da construção civil, como controle de custos, produtividade, planejamento de obras e disponibilidade de materiais.
A industrialização de processos e a incorporação de equipamentos especializados podem representar alternativas para determinados tipos de empreendimento.
No entanto, os ganhos potenciais variam conforme a escala das obras, as características dos projetos e a capacidade de adaptação das empresas.
A atuação de uma cooperativa de compras pode facilitar a avaliação coletiva dessas oportunidades, reunindo informações e demandas de diferentes construtoras.
A missão também poderá contribuir para ampliar o conhecimento técnico sobre processos utilizados em outros países.
Com R$ 200 milhões em compras no primeiro semestre e crescimento expressivo registrado em 2025, a Coopercon-BA busca transformar sua escala de negociação em novas oportunidades comerciais e tecnológicas para a construção civil baiana.
Os contatos estabelecidos durante a viagem deverão subsidiar futuras decisões da cooperativa, conforme a viabilidade das soluções identificadas.
Roteiro da missão empresarial
- 17 a 26 de outubro de 2026: período da missão à China.
- Guangzhou: visita à Canton Fair.
- Shenzhen: visita à Huawei Ark One.
- Dongguan: visita à fábrica da DaFang AI, especializada em robôs para acabamento na construção civil.
- Foshan: visitas a uma obra de habitação popular e a uma fábrica de formas de alumínio.
- Hong Kong: encerramento da missão.
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