Gamepólitan-Mini nas Escolas também capacitou 93 professores em 2026 e pretende ampliar suas atividades para mais dez escolas municipais e cidades do interior da Bahia no próximo ano.
Mais de 1.300 estudantes e 93 professores, de seis instituições de ensino e espaços educacionais de Salvador, participaram das atividades do Gamepólitan-Mini nas Escolas (GP-Mini nas Escolas) em 2026. O projeto utiliza jogos eletrônicos, atividades lúdicas e novas tecnologias para ampliar as possibilidades de aprendizagem e aproximar crianças, adolescentes e educadores do universo da inovação.
Desde junho, a iniciativa percorreu diferentes regiões da capital baiana, oferecendo experiências com jogos de tabuleiro, games digitais, realidade virtual, canetas 3D, eletrônica e atividades de criação.
A programação também incluiu o workshop “Game-Lab – Jogos, Cultura, Educação e Criação”, destinado aos professores, com o objetivo de apresentar possibilidades de utilização dos jogos como ferramentas pedagógicas.
Participaram das atividades o Colégio Estadual Professor Rômulo Almeida, as escolas municipais Casa da Providência, Vivaldo da Costa Lima e Maria José de Paula Moreira, a Escolab Coutos e o Complexo Social Subúrbio 360.
A última edição de 2026 foi realizada na terça-feira (6), na Escola Municipal Maria José de Paula Moreira, localizada no bairro da Ribeira.
Projeto busca ampliar acesso à tecnologia na rede pública
Criado em 2016, o GP-Mini nas Escolas surgiu com a proposta de aproximar estudantes das tecnologias e dos jogos que nem sempre estão disponíveis no ambiente escolar.
A iniciativa começou com experiências em instituições privadas, mas posteriormente direcionou suas atividades para a rede pública de ensino.
Segundo Ricardo Silva, organizador do projeto, a mudança ocorreu após a equipe identificar que a proposta poderia contribuir para ampliar o acesso de estudantes a equipamentos e experiências tecnológicas.
“Após 5 edições em escolas da rede privada a pedido de uma universidade de Salvador para criação da versão reduzida do Gamepólitan, entendemos que o projeto fazia mais sentido na rede pública, pois falamos de dar acesso e contato a equipamento e tecnologias que não estão disponíveis nas instituições públicas de ensino”, explicou.
Ao oferecer experiências práticas, a iniciativa busca despertar a curiosidade dos estudantes e apresentar diferentes possibilidades de utilização da tecnologia.
A proposta também permite que crianças e adolescentes conheçam recursos que podem não fazer parte de sua rotina escolar, como dispositivos de realidade virtual e ferramentas de criação tridimensional.
Jogos como instrumentos de aprendizagem
O GP-Mini nas Escolas trabalha com diferentes formatos de jogos e atividades, desde os tradicionais jogos de tabuleiro até experiências digitais e imersivas.
A proposta pedagógica parte da utilização de elementos lúdicos para estimular a participação dos estudantes e apresentar conteúdos relacionados à tecnologia, à criatividade e à resolução de problemas.
Entre as atividades oferecidas estão experiências com realidade virtual, canetas 3D, eletrônica e artes manuais.
O contato com essas ferramentas permite explorar possibilidades que vão além do entretenimento.
Jogos e atividades de criação podem ser utilizados em situações educacionais para estimular o raciocínio lógico, a colaboração, a experimentação e a elaboração de soluções, dependendo da forma como são integrados às práticas pedagógicas.
O projeto também procura apresentar aos participantes o universo profissional relacionado à produção de games, incluindo áreas como programação, design e desenvolvimento de conteúdos digitais.
Professores recebem formação sobre o universo dos games
Além das atividades destinadas aos estudantes, o projeto desenvolve ações específicas para educadores.
O workshop “Game-Lab – Jogos, Cultura, Educação e Criação” apresenta o funcionamento do ecossistema dos jogos e suas possibilidades de aplicação na educação.
Durante a formação, os professores conhecem diferentes áreas profissionais relacionadas à indústria de games, como programação, design e produção.
O objetivo é ampliar o repertório dos educadores e demonstrar como elementos dos jogos podem ser incorporados ao planejamento e às atividades em sala de aula.
A proposta está relacionada ao conceito de gamificação, que consiste na utilização de elementos característicos dos jogos, como desafios, objetivos, progressão e recompensas, em contextos que não são necessariamente jogos.
Na educação, essas estratégias podem ser utilizadas para organizar atividades e estimular a participação dos estudantes, desde que estejam associadas a objetivos pedagógicos definidos.
A formação também busca incentivar o uso crítico e criativo das tecnologias digitais no cotidiano escolar.
Escola da Ribeira recebeu última edição de 2026
A Escola Municipal Maria José de Paula Moreira, localizada no bairro da Ribeira, recebeu na terça-feira (6) a última edição do projeto neste ano.
Para Virgínia Rocha, coordenadora pedagógica da instituição, a experiência contribui para aproximar estudantes e professores das possibilidades educativas das tecnologias.
“Em um momento em que os alunos já nascem tecnológicos, o projeto contribui para essa formação em gamificação para programação de jogos e fortalecem as práticas digitais na escola. Além disso, estimula ainda mais o uso das mídias digitais. Para os professores, é trazer um aporte real de informações para utilizar dentro e fora das salas de aula”, afirmou.
A coordenadora destacou a importância de oferecer aos educadores conhecimentos que possam ser aproveitados tanto nas atividades escolares quanto em outros contextos de aprendizagem.
O contato direto com os recursos apresentados pelo projeto também permite que os estudantes conheçam novas formas de interação com conteúdos digitais e materiais.
Expansão para o interior da Bahia está nos planos para 2027
Após concluir a programação de 2026, os organizadores pretendem ampliar o alcance do GP-Mini nas Escolas no próximo ano.
Segundo Ricardo Silva, a meta é levar a iniciativa para mais dez escolas municipais, além de expandir as atividades para cidades do interior baiano.
“Para o próximo ano, o objetivo é levar o projeto para mais 10 escolas municipais e expandir para o interior baiano”, afirmou.
A expansão ainda é apresentada como objetivo do projeto, sem detalhamento das unidades escolares ou dos municípios que poderão receber as próximas edições.
A intenção é ampliar as oportunidades de contato com recursos tecnológicos e atividades educativas baseadas em jogos.
Mais de cinco mil estudantes beneficiados desde 2016
Ao longo de dez anos, o Gamepólitan-Mini nas Escolas acumulou resultados em diferentes municípios baianos.
Segundo os organizadores, desde sua criação, em 2016, a iniciativa já beneficiou mais de 5 mil estudantes e cerca de 300 professores, em dez cidades da Bahia.
Os números de 2026 representam mais uma etapa dessa trajetória, com a participação de mais de 1.300 estudantes e 93 docentes em Salvador.
A realização das atividades em instituições públicas está alinhada à proposta de ampliar o contato com equipamentos e experiências que nem sempre estão disponíveis nas escolas.
Tecnologia, educação e inclusão digital
A presença de jogos e tecnologias interativas no ambiente educacional abre possibilidades para diversificar metodologias de ensino.
Entretanto, o acesso aos equipamentos representa apenas uma parte desse processo.
A utilização pedagógica desses recursos também depende da formação dos professores, do planejamento das atividades e da adequação às necessidades dos estudantes.
Nesse contexto, projetos que combinam experiências práticas para alunos e capacitação para educadores podem contribuir para aproximar inovação tecnológica e educação pública.
A proposta do GP-Mini nas Escolas é justamente oferecer contato com diferentes ferramentas e apresentar alternativas para sua utilização no processo de aprendizagem.
Com mais de 1.300 estudantes atendidos em Salvador em 2026, a iniciativa encerra o ano com a perspectiva de ampliar sua presença nas escolas municipais e alcançar novos municípios baianos em 2027.
Sobre o Gamepólitan-Mini nas Escolas
O projeto é realizado pela 42 Cultura e Entretenimento, com parceria pedagógica da LAB 108 e patrocínio da Wilson Sons, por meio do Programa de Isenção Fiscal Viva Cultura – Salvador.
O programa envolve a Prefeitura de Salvador, a Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) e a Fundação Gregório de Mattos (FGM).
A iniciativa tem como objetivo aproximar crianças, adolescentes e educadores das possibilidades educativas dos jogos e das novas tecnologias.
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