BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunistas
  • Notas de Bolso
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
BA de Valor
PUBLICIDADE
Capa Atualidade

Oito em cada 10 crianças yanomami têm desnutrição crônica, diz estudo

REDAÇÃO por REDAÇÃO
29/10/2019
em Atualidade
Tempo de Leitura: 4 minutos
A A
0

A equipe constatou que 81,2% das crianças têm baixa estatura (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Share on FacebookShare on Twitter

Em aldeias dos índios yanomami, oito em cada dez crianças menores de cinco anos padecem de desnutrição crônica, o que pode comprometer, de modo irreversível, o desenvolvimento mental, motor e cognitivo ou mesmo levá-las a óbito. Sabe-se, ainda, que 67,8% delas estão anêmicas.

As conclusões constam de um estudo encomendado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), que está sendo discutido hoje (29), no Seminário Nacional sobre os Determinantes Sociais da Desnutrição de Crianças Yanomami, em Brasília.

O levantamento, que agora tem suas primeiras informações divulgadas, foi elaborado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Socioambiental (ISA).

Os pesquisadores coletaram os dados entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019, no Polo Base de Auaris, em Roraima, e no Polo Base de Maturacá, no Amazonas.

A equipe constatou que 81,2% das crianças menores de cinco anos de idade têm baixa estatura para a idade (desnutrição crônica) e que 48,5% apresentam baixo peso, se comparadas a outras da mesma faixa etária (desnutrição aguda).

A Organização das Nações Unidas (ONU) informa que a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos, em 2006, era de 7%. Já o índice entre crianças indígenas menores de cinco anos era de 28,6%, em 2018, segundo o Ministério da Saúde.

Alimentos ultraprocessados e obesidade

Outro aspecto relevante que os autores do estudo destacam é o fato de que os índices de desnutrição são ainda mais elevados no período do desmame das crianças que compuseram a amostragem.

De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, fatores como o contato com alimentos ultraprocessados podem estar contribuindo para a condição nutricional das crianças yanomami.

Os produtos ultraprocessados são caracterizados por um baixo valor nutricional e um alto nível do teor de gordura, sódio e açúcares e estão associados, frequentemente, ao sobrepeso de crianças, que, no caso das yanomami, atinge uma prevalência de 2%.

Ao todo, um quinto delas já se encontrava em risco de sobrepeso associado a algum tipo de desnutrição, como deficiências em vitaminas e nutrientes essenciais.

Conforme explicou Antônio Carlos Cabral, representante do Unicef no seminário, no ano passado, o organismo da ONU consultou mulheres indígenas de vários pontos do país sobre seus anseios. Elas enumeraram, o que consideravam ser os maiores problemas nas áreas de saúde, educação e registro civil e de nascimento. A partir disso, o Unicef detectou, entre os yanomami, a preocupação com a desnutrição infantil.

“Não é só possível, é uma obrigação nossa fazer isso. A gente tem que garantir o direito dessas crianças. A gente não pode mais admitir estar perdendo crianças indígenas por desnutrição”, disse Cabral, que ocupa o cargo de oficial de saúde na Amazônia, no Unicef.

“Agora, a gente tem uma evidência, uma comprovação através de um estudo, que mostra que a gente precisa focar nessa população para garantir os seus direitos e ver de que forma vamos trabalhar para que tenham mudanças eficazes, reais e concretas na vida dessas crianças”, acrescentou.

Desnutrição

Segundo o médico Jaime Henrique Valencia, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, os números são conhecidos “há muito tempo” pelo governo federal.

O cerne da questão, afirmou, está em garantir que as políticas já implementadas tenham sequência e não sejam concebidas “do zero”. “A pesquisa só vai mostrar e reforçar que a desnutrição existe nesses povos e, então, vai lembrar aos gestores, que sempre estão mudando, que esse problema continua e vai continuar, caso não se dê continuidade às ações que já vêm sendo feitas”, argumentou.

Infectologista, Valencia disse que o poder público deve prevenir a desnutrição dos povos indígenas oferecendo um atendimento de excelência em Atenção Primária e que a solução é tornar o processo participativo e horizontal, de modo que as comunidades indígenas sejam realmente ouvidas.

O técnico da Sesai pondera, ainda, que a desnutrição generalizada dos povos originários pode até mesmo reduzir sua atuação sociopolítica no futuro, uma vez que as crianças indígenas agora suscetíveis a essa condição de saúde são aquelas que representarão seus pares e podem acabar tendo suas faculdades cognitivas comprometidas. “Provavelmente, não terão lideranças fortes para lutas por seus direitos”, observou.

Articulação

“Precisamente, a importância dessa pesquisa é integrar instituições, tanto os entes governamentais quanto organizações não governamentais, que servem de testemunha que há algo para se fazer em conjunto, porque o problema transpassa a área de saúde. Precisamos nos articular com outras instituições, como o Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], o Ministério da Cidadania e os diferentes níveis de governo. Não vale apenas ter normas em nível central, colocar em portarias, em procedimentos a serem feitos, se não temos o apoio da comunidade”, acrescentou.

Também entrevistado pela Agência Brasil, o presidente da Associação Yanomami do Rio Cauaburis e Afluentes (Ayrca), José Mario Pereira Yanomami, afirmou entender que há a necessidade de se recuperar os hábitos alimentares dos seus antepassados.

Ele relata que a demarcação de terras indígenas tem dificultado o cultivo de alimentos que os povos deveriam reinserir no cardápio. ”

Na comunidade, eu conheço várias famílias que não têm condições [de plantar]. Uma roça não sustenta 15 famílias. Isso é muito pouco. A família tem que ter um roçado grande, plantação de mandioca, o que nossos avós plantavam”, diz ele, que vive na região de Maturacá, no Amazonas. (Por Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil)

Tags: AmazôniaFunaiONUUnicefyanomami
Artigo Anterior

Diretor de Itaipu espera que acordo com Paraguai saia até o fim do ano

Próximo Artigo

Honda comemora 10 anos da tecnologia Flex em motocicletas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dirley da Cunha Jr.
Atualidade

Professor baiano Dirley da Cunha Júnior passa a integrar Centro de Estudos Constitucionais do STF

Fiscais da Codesal
Atualidade

Codesal reforça vistorias preventivas para garantir segurança no desfile do 2 de Julho em Salvador

Daniela Nascimento
Atualidade

Dia do Químico: profissionais da área impulsionam eficiência, segurança e sustentabilidade na indústria

Próximo Artigo

Honda comemora 10 anos da tecnologia Flex em motocicletas

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • EM ALTA
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
Exame CNH Detran Bahia

Governo da Bahia amplia Programa CNH da Gente e abre mais de 20 mil vagas gratuitas

Conceição Evaristo e Dua Lipa

Dua Lipa escolhe obra de Conceição Evaristo para inaugurar biblioteca dedicada a livros censurados em Portugal

Envento Anea

Exportações de algodão devem bater novo recorde e consolidar liderança global do Brasil

Prédio Unifacs

MP-BA ajuíza ação contra Unifacs e Ânima por supostas irregularidades em serviços a estudantes

Fábrica da Braskem

Polo Industrial de Camaçari completa 48 anos como referência em inovação e desenvolvimento da indústria brasileira

Antigo prédio dos Correios na Pituba

Moura Dubeux arremata antigo prédio dos Correios na Pituba por R$ 97,7 milhões

Equipe do Sabin recebendo premiação

Sabin recebe, pelo oitavo ano consecutivo, Selo de Diversidade Étnico-Racial de Salvador

Mulher negra sorrindo

Especialista alerta para cuidados com a pele negra durante o inverno

BA-434, entre Central e o distrito de Hidrolândia

Governo da Bahia abre licitações para obras em rodovias de Central, Feira de Santana e Itapetinga

Exame CNH Detran Bahia

Governo da Bahia amplia Programa CNH da Gente e abre mais de 20 mil vagas gratuitas

Plenário da Câmara dos deputados

Câmara homenageia micro e pequenas empresas e reforça debate sobre atualização do Simples Nacional

Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Edson Porto

Bahia lança calendário do Bahia Tech Experience 2026 e amplia ações para fortalecer o ecossistema de inovação

Equipe do Sabin recebendo premiação

Sabin recebe, pelo oitavo ano consecutivo, Selo de Diversidade Étnico-Racial de Salvador

Mulher negra sorrindo

Especialista alerta para cuidados com a pele negra durante o inverno

BA-434, entre Central e o distrito de Hidrolândia

Governo da Bahia abre licitações para obras em rodovias de Central, Feira de Santana e Itapetinga

Exame CNH Detran Bahia

Governo da Bahia amplia Programa CNH da Gente e abre mais de 20 mil vagas gratuitas

Plenário da Câmara dos deputados

Câmara homenageia micro e pequenas empresas e reforça debate sobre atualização do Simples Nacional

Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Edson Porto

Bahia lança calendário do Bahia Tech Experience 2026 e amplia ações para fortalecer o ecossistema de inovação

PUBLICIDADE

COLUNISTAS

Antonio Peres Junior

Antonio Peres Junior lança livro sobre Direito, empreendedorismo e a conexão entre Brasil e Espanha

Dr. Anísio Pinheiro

Adiar NR1 será retrocesso na proteção à saúde mental dos trabalhadores

Dra. Beatrice Facundo

Quem cuida da saúde de quem gera e sustenta a vida

Flávia Marimpietri

Dia Mundial do Consumidor reforça importância da informação para garantir direitos

Betânia Miguel Teixeira Cavalcante

A urgência da reforma do Código Civil e seus impactos sobre a vida jurídica contemporânea

NOTAS DE BOLSO

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Preparação de remessa da Shopee

Shopee amplia logística e reduz prazo médio de entrega em dois dias no Brasil

Refém da pobreza

BA de Valor

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Siga-Nos

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
  • Colunistas
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Contato
  • Anuncie
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.