BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunistas
  • Notas de Bolso
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
BA de Valor
PUBLICIDADE
Capa Atualidade

Pesquisa revela como Brasil julga crimes raciais contra pessoas negras cometidos em redes sociais

REDAÇÃO por REDAÇÃO
24/10/2023
em Atualidade
Tempo de Leitura: 3 minutos
A A
0
Pesquisa revela como Brasil julga crimes raciais contra pessoas negras cometidos em redes sociais
Share on FacebookShare on Twitter

Estudo elaborado pela Faculdade Baiana de Direito, com a parceria do portal jurídico Jus Brasil e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), mapeou e analisou casos julgados pelos Tribunais brasileiros envolvendo os tipos penais da Injúria Racial e/ou Racismo praticados contra vítimas negras em redes sociais. O esforço inédito em abrangência e profundidade fornece um panorama completo e atualizado, do período julho de 2010 a outubro 2022, sobre como o Poder Judiciário brasileiro atua em ações cíveis, trabalhistas e penais relacionadas ao tema.

Os principais resultados da pesquisa serão apresentados pela primeira vez no Seminário Desafios do racismo nas redes (ver programação), realizado pelo Ministério da Igualdade Racial e pelo PNUD, que têm projeto de cooperação técnica internacional para o fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). O sistema representa a principal estratégia do governo federal para territorialização da política de enfrentamento ao racismo no Brasil. Atualmente, 25 estados e 195 municípios estão vinculados ao Sinapir.

A aproximação entre as duas iniciativas se dá pelo fato de que a pesquisa pode informar estrategicamente os organismos subnacionais de igualdade racial e o sistema de Justiça sobre os desafios ainda a serem enfrentados para a responsabilização adequada de autores de crimes raciais na internet. As evidências apresentadas no estudo podem ainda apoiar os entes do Estado a qualificar o apoio às vítimas ao longo dos processos judiciais e no desenho mais adequado de ações de prevenção ao ódio racista nas redes.

Ao todo, a pesquisa analisou 107 acórdãos (decisões colegiadas de um tribunal) disponíveis no banco de dados do JusBrasil, que coleta informações públicas do Sistema Judiciário.

Veja abaixo os principais resultados

– Principais vítimas: as mulheres são quase 60% das vítimas dos crimes de racismo e injúria racial julgados em segunda instância no Brasil. Homens são apenas 18,29%. Outros 23,17% não têm gênero identificado. Esse último percentual elevado se refere aos casos de discriminação racial, o crime do art. 20 da Lei nº 7.716/89 que ofende a uma coletividade indeterminada e, por isso, não tem vítima individualizada cujo gênero se possa classificar.

– Tipos de agressão: nominação pejorativa e animalização são as principais formas de agressão tanto contra homens como contra mulheres.

– Perfil de agressores: 55,56% eram do gênero masculino, 40,74% do gênero feminino e 3,70% de gênero não identificado. A presença de mulheres entre as agressoras nos crimes raciais nas redes é muito superior ao que se costuma encontrar em pesquisas sobre outros tipos de criminalidade.

– Condenações: a pesquisa identificou, no âmbito dos Tribunais de Justiça e Tribunais Regionais Federais 82 Apelações. Destas, a maior parte, equivale dizer 61 apelações, são de natureza penal. Dentre as apelações penais, 51 resultaram em condenação dos agressores. Ou seja, em 83,6% das apelações penais, as decisões dos tribunais consideraram a pessoa agressora culpada, confirmando uma decisão anterior de condenação ou revertendo uma decisão que a havia considerado inocente.

– Tipos de pena aplicada: houve maior frequência de aplicação de penas privativas de liberdade para os condenados por injúria (25%) do que por discriminação (11,11%). Isso se deve basicamente a uma variável que não foi incluída na pesquisa, mas que pôde ser observada na leitura dos casos em que a prisão não foi substituída, que é a reincidência específica dos agressores.

– Regime prisional inicial do crime racial: nenhum réu foi condenado a pena em regime fechado. De 54 condenações analisadas, 49 têm regime aberto, três em regime semiaberto e em duas não há informações.

– Duração média da pena, em meses, por tipo de crime racial: a duração média da pena pelo crime de injúria racial foi de 16,4 meses (pouco mais de um terço além da pena mínima), o que revela que cultura judicial de aplicação da pena mínima no Brasil se repete nos crimes raciais.

– Principais tipos de prova: são três os principais tipos de provas presentes em casos de condenação. Os “prints”, capturas de tela que têm a natureza de prova documental, foram as provas mais frequentemente mencionadas nos acórdãos (44), seguidas pelos boletins de ocorrência (26) e pelos depoimentos de testemunha (17).

Condenações

A maioria dos casos analisados resultou em condenações, o que indica um avanço no tratamento dessas questões no âmbito jurídico. Todavia é preocupante observar que há uma significativa quantidade de casos em que as vítimas não tiveram seus direitos garantidos, seja pela ausência de sanções ou pela falta de clareza na definição das condutas discriminatórias.

A expectativa com esse relatório é contribuir para o debate sobre o combate ao racismo praticado em ambiente de redes sociais no Brasil, fornecendo informações relevantes para que as instituições e a sociedade civil possam atuar de maneira mais efetiva no enfrentamento ao fenômeno.

Tags: Brasil
Artigo Anterior

Hapvida NDI realiza mais de 80 mil teleconsultas eletivas na Bahia

Próximo Artigo

BNDES e fundo da ONU destinam R$300 milhões para Bahia

NOTÍCIAS RELACIONADAS

II Fórum de Defesa do Agro
Atualidade

Fórum em Salvador debate segurança jurídica e desenvolvimento sustentável do agronegócio

Funcionários da ANADEP
Atualidade

ANADEP lança Campanha Nacional 2026 em defesa do acesso gratuito à justiça

Ação Maio Amarelo
Atualidade

Maio Amarelo mobiliza Bahia com ações educativas e campanhas por um trânsito mais seguro

Próximo Artigo
BNDES e fundo da ONU destinam R$300 milhões para Bahia

BNDES e fundo da ONU destinam R$300 milhões para Bahia

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • EM ALTA
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
Carlos Henrique Passos, Vladson Menezes, Clécio Eloy, Bernardo Araújo, Carlos de Freitas Alfano Neto

FIEB, Braskem, Acelen e Casa dos Ventos firmam acordo para impulsionar indústria verde na Bahia

BA-220, ligando o entroncamento da BR-110, em Cícero Dantas, até Paripiranga.

Governo da Bahia lança licitações para obras rodoviárias e melhorias no Ferry-Boat

Index 2026

INDEX 2026 é aberto em Salvador com foco em inovação e competitividade industrial

Bahia Origem Week

Bahia Origem Week 2026 reúne gastronomia, turismo e negócios no Centro de Convenções Salvador

Daltro Junior e Roberto Meirelles

Salvador ganha espaço inovador de recovery esportivo com foco em performance e bem-estar

Conferencia da Braskem no Index 2026

Braskem reforça agendas da sustentabilidade e defesa comercial da indústria no INDEX Bahia 2026

Reunião na ACB

Setor produtivo baiano intensifica debate sobre PEC do fim da escala 6×1

Carlos Henrique Passos

Presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos recebe Título de Cidadão Baiano na ALBA

Conferencia da Braskem no Index 2026

Braskem reforça agendas da sustentabilidade e defesa comercial da indústria no INDEX Bahia 2026

BA-220, ligando o entroncamento da BR-110, em Cícero Dantas, até Paripiranga.

Governo da Bahia lança licitações para obras rodoviárias e melhorias no Ferry-Boat

II Fórum de Defesa do Agro

Fórum em Salvador debate segurança jurídica e desenvolvimento sustentável do agronegócio

Dra. Beatrice Facundo

Quem cuida da saúde de quem gera e sustenta a vida

Reunião na ACB

Setor produtivo baiano intensifica debate sobre PEC do fim da escala 6×1

Carlos Henrique Passos

Presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos recebe Título de Cidadão Baiano na ALBA

Conferencia da Braskem no Index 2026

Braskem reforça agendas da sustentabilidade e defesa comercial da indústria no INDEX Bahia 2026

BA-220, ligando o entroncamento da BR-110, em Cícero Dantas, até Paripiranga.

Governo da Bahia lança licitações para obras rodoviárias e melhorias no Ferry-Boat

II Fórum de Defesa do Agro

Fórum em Salvador debate segurança jurídica e desenvolvimento sustentável do agronegócio

Dra. Beatrice Facundo

Quem cuida da saúde de quem gera e sustenta a vida

PUBLICIDADE

COLUNISTAS

Dra. Beatrice Facundo

Quem cuida da saúde de quem gera e sustenta a vida

Flávia Marimpietri

Dia Mundial do Consumidor reforça importância da informação para garantir direitos

Betânia Miguel Teixeira Cavalcante

A urgência da reforma do Código Civil e seus impactos sobre a vida jurídica contemporânea

Dra. Ana Paula Teixeira

Mulheres ganham 21% menos e representam 60% dos casos de burnout no país

Gilberto Badaró

Acordos diretos de precatórios na Bahia em 2026: o que o credor precisa saber

NOTAS DE BOLSO

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Preparação de remessa da Shopee

Shopee amplia logística e reduz prazo médio de entrega em dois dias no Brasil

Refém da pobreza

BA de Valor

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Siga-Nos

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
  • Colunistas
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Contato
  • Anuncie
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.