BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunistas
  • Notas de Bolso
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
BA de Valor
PUBLICIDADE
Capa Atualidade

Brasil tem mais mortes violentas do que a Síria em guerra

REDAÇÃO por REDAÇÃO
28/10/2016
em Atualidade
Tempo de Leitura: 4 minutos
A A
0

Manifestação nas areias de Copacabana para denunciar mortes por causas violentas (Foto: Vladimir Platonow/ AG.Brasil)

Share on FacebookShare on Twitter

O Brasil registrou mais mortes violentas de 2011 a 2015 do que a Síria, país em guerra, em igual período. Os dados, divulgados hoje (28), são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Foram 278.839 ocorrências de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial no Brasil, de janeiro de 2011 a dezembro de 2015, frente a 256.124 mortes violentas na Síria, entre março de 2011 a dezembro de 2015, de acordo com o Observatório de Direitos Humanos da Síria.

“Enquanto o mundo está discutindo como evitar a tragédia que tem ocorrido em Alepo, em Damasco e várias outras cidades, no Brasil a gente faz de conta que o problema não existe. Ou, no fundo, a gente acha que é um problema é menor. Estamos revelando que a gente teima em não assumi-lo como prioridade nacional”, destacou o diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.

Apenas em 2015, foram mortos violentamente e intencionalmente 58.383 brasileiros, resultado que representa uma pessoa assassinada no país a cada 9 minutos, ou cerca de 160 mortos por dia. Foram 28,6 pessoas vítimas a cada grupo de 100 mil brasileiros. No entanto, em comparação a 2014 (59.086), o número de mortes violentas sofreu redução de 1,2%. “A retração de 1,2% não deixa de ser uma retração, mas em um patamar muito elevado, é uma oscilação natural, de um número tão elevado assim”, ressaltou Lima.

Das 58.383 mortes violentas no Brasil em 2015, 52.570 foram causadas por homicídios (queda de 1,7% em relação a 2014); 2.307 por latrocínios (aumento de 7,8%); 761 por lesão corporal seguida de morte (diminuição de 20,2%) e 3.345 por intervenção policial (elevação de 6,3%).

Estados

Sergipe, com 57,3 mortes violentas intencionais a cada grupo de 100 mil pessoas, é o estado mais violento do Brasil, seguido por Alagoas (50,8 mortes para cada grupo de 100 mil) e o Rio Grande do Norte (48,6). Os estados que registraram as menores taxas de mortes violentas intencionais foram São Paulo (11,7 a cada 100 mil pessoas), Santa Catarina (14,3) e Roraima (18,2).

“Os estados em que as mortes crescem, com exceção de Pernambuco, são os que não têm programa de redução de homicídios. Você percebe que quando há política pública, quando você prioriza o problema, são conseguidos alguns resultados positivos”, disse Lima.

As unidades da Federação que mais aumentaram o número de mortes violentas foram o Rio Grande do Norte (elevação de 39,1%), Amazonas (19,6%), e Sergipe (18,2%). Os que mais diminuíram foram Alagoas (queda de 20,8%), o Distrito Federal (-13%), e o Rio de Janeiro (-12,9%).

“Alagoas, estado que mais reduziu o número de mortes, é um caso muito interessante. É o único que tem um programa, em parceria inclusive com o governo federal, há alguns anos. Uma parceria que envolve não só a Força Nacional, mas outras dimensões de equipamentos. O estado que tem integração formal de diferentes entes da Federação é aquele que conseguiu reduzir com mais intensidade”, disse Lima.

De acordo com o diretor-presidente do fórum, a grande maioria dos oito estados que têm programas de redução de homicídios teve diminuição no número de mortes violentas: Alagoas (-20,8%), Bahia (-0,9%), Ceará (-9,2%), Distrito Federal (-13%), Espírito Santo (-10,7%), Pernambuco (+12,4%), Rio de Janeiro (-12,9%), e São Paulo (-11,4%).

Letalidade policial

De acordo com o anuário, a cada dia, pelo menos 9 pessoas foram mortas por policiais no Brasil em 2015, resultando num total de 3.345 pessoas, ou uma taxa de 1,6 morte a cada grupo de 100 mil pessoas. O número é 6,3% superior ao registrado no ano anterior. São Paulo foi o estado com o maior número de pessoas mortas por policiais em 2015: 848. As maiores taxas de letalidade policial registradas no último ano foram nos estados do Amapá (5 para cada grupo de 100 mil pessoas), Rio de Janeiro (3,9) e de Alagoas (2,9). Considerando-se os números absolutos, São Paulo e o Rio de Janeiro concentram sozinhos 1.493 mortes decorrentes de intervenções policiais, ou 45% do total registrado no país.

A taxa brasileira de letalidade policial (1,6) supera a de países como Honduras (1,2) e África do Sul (1,1). “Isso demonstra um padrão de atuação que precisa ser revisto urgentemente. Esse padrão faz com que você tenha [no Brasil] o número de pessoas mortas por intervenção policial como o mais alto do mundo. Nossa taxa de letalidade policial é maior do que a de Honduras, que é considerado o país mais violento em termos proporcionais, em termos de taxa, do mundo”.

“Esse é um problema que continua muito sério no país e não está submetido especificamente à dimensão dessa nova realidade, seja a lei de terrorismo ou outras questões. Mas estamos com um problema muito agudo do padrão de trabalho das polícias”, destacou Lima.

O total de policiais vítimas de homicídios em serviço e fora do horário do expediente também é elevado no Brasil. Em 2015, foram mortos 393 policiais, 16 a menos do que no ano anterior. Proporcionalmente, os policiais brasileiros são três vezes mais assassinados fora do horário de trabalho do que no serviço: foram 103 mortos durante o expediente (crescimento de 30,4% em relação a 2014) e 290 fora (queda de 12,1% em relação a 2014), geralmente em situações de reação a roubo (latrocínio).

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que está em sua 10ª edição, será lançado no dia 3 de novembro pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. (Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil)

Tags: guerraRio Grande do NorteSergipeSíriaviolência
Artigo Anterior

Quase 4 mil imigrantes morreram no Mediterrâneo em 2016

Próximo Artigo

Confiança do consumidor cresce pelo quarto mês seguido

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Congresso CONAMP Mulher
Atualidade

Salvador sediará 3º Congresso CONAMP Mulher e reunirá lideranças nacionais para debater equidade de gênero no Ministério Público

José Roberto Casqueiro entra dois colegas
Atualidade

Codesal homenageia engenheiro José Roberto Casqueiro após 57 anos de serviços prestados à Prefeitura de Salvador

Robson Casali, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Energia da Braskem
Atualidade

Braskem acelera eletrificação industrial para reduzir emissões e aumentar eficiência energética

Próximo Artigo

Confiança do consumidor cresce pelo quarto mês seguido

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • EM ALTA
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
Sala de aula

Inscrições para programa que une Ensino Médio e qualificação profissional em Camaçari terminam dia 27 de julho

Acesso-ao-povoado-de-Currais_Campo-Alegre-de-Lourdes

Seinfra inicia licitações para obras de infraestrutura em seis municípios baianos

Inauguração da planta de hidrogênio verde

Bahia inaugura primeira planta piloto de hidrogênio verde e reforça protagonismo na transição energética

Tiago Motta

Empresa baiana transforma plástico reciclado em materiais para construção civil e amplia faturamento

Prédio da CGU

Governo autoriza novo concurso da CGU com 60 vagas e salários em torno de R$ 20 mil

Luciana Santos e Luiz Antônio Elias

Inscrições para o Tecnova 2026/2027 entram na reta final com R$ 588 milhões para inovação em pequenas empresas

Aviso de licitação

Governo da Bahia abre licitação para pavimentação de quase 20 quilômetros da BA-263 no Sertão Produtivo

Corretor entrgando chaves de um imóvel ao comprardor

Compra de imóvel sem registro pode gerar perda do patrimônio, alerta especialista

Homem trabalhando no Projeto Mares

Projeto Mares inicia etapa prática de curso que forma restauradores de corais na Baía de Todos-os-Santos

Congresso CONAMP Mulher

Salvador sediará 3º Congresso CONAMP Mulher e reunirá lideranças nacionais para debater equidade de gênero no Ministério Público

Abertura do Chocolat Bahia 2026

Chocolat Bahia 2026 é aberto em Ilhéus com expectativa de R$ 25 milhões em negócios e quase 100% de ocupação hoteleira

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues promove mudanças no secretariado e reorganiza primeiro escalão do Governo da Bahia

Aviso de licitação

Governo da Bahia abre licitação para pavimentação de quase 20 quilômetros da BA-263 no Sertão Produtivo

Corretor entrgando chaves de um imóvel ao comprardor

Compra de imóvel sem registro pode gerar perda do patrimônio, alerta especialista

Homem trabalhando no Projeto Mares

Projeto Mares inicia etapa prática de curso que forma restauradores de corais na Baía de Todos-os-Santos

Congresso CONAMP Mulher

Salvador sediará 3º Congresso CONAMP Mulher e reunirá lideranças nacionais para debater equidade de gênero no Ministério Público

Abertura do Chocolat Bahia 2026

Chocolat Bahia 2026 é aberto em Ilhéus com expectativa de R$ 25 milhões em negócios e quase 100% de ocupação hoteleira

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues promove mudanças no secretariado e reorganiza primeiro escalão do Governo da Bahia

PUBLICIDADE

COLUNISTAS

Antonio Peres Junior

Antonio Peres Junior lança livro sobre Direito, empreendedorismo e a conexão entre Brasil e Espanha

Dr. Anísio Pinheiro

Adiar NR1 será retrocesso na proteção à saúde mental dos trabalhadores

Dra. Beatrice Facundo

Quem cuida da saúde de quem gera e sustenta a vida

Flávia Marimpietri

Dia Mundial do Consumidor reforça importância da informação para garantir direitos

Betânia Miguel Teixeira Cavalcante

A urgência da reforma do Código Civil e seus impactos sobre a vida jurídica contemporânea

NOTAS DE BOLSO

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Preparação de remessa da Shopee

Shopee amplia logística e reduz prazo médio de entrega em dois dias no Brasil

Refém da pobreza

BA de Valor

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Siga-Nos

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
  • Colunistas
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Contato
  • Anuncie
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.