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Capa Economia Economia Baiana

Exportações baianas têm o pior resultado em uma década

REDAÇÃO por REDAÇÃO
06/01/2017
em Economia Baiana
Tempo de Leitura: 3 minutos
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As exportações somaram US$ 6,78 bilhões, com redução de 14% em relação ao ano anterior, menor volume desde 2006 (Foto: Rafael Martins/Secom)

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A redução nos preços dos produtos vendidos ao exterior, a fraca demanda externa e o menor volume físico de embarques (quantum) em 11,1%, principalmente de produtos agrícolas, cuja produção foi fortemente afetada pela seca, foram os principais fatores que derrubaram as vendas ao exterior do estado no ano passado. As exportações somaram US$ 6,78 bilhões, com redução de 14% em relação ao ano anterior, menor volume desde 2006, quando alcançaram US$ 6,77 bilhões. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

As importações, que tiveram redução ainda maior, atingiram US$ 6,15 bilhões e queda de 25,8% ante 2015. O resultado é reflexo da baixa atividade econômica, queda da demanda, da renda e da produção na indústria que já recuou 5% no ano. Por conta da maior queda das importações, a Bahia registrou um superávit de US$ 625 milhões em sua balança comercial revertendo o déficit de US$ 403,7 milhões registrado em 2015, mas com recuo de 20% em sua corrente de comércio (soma de exportações e importações), importante indicador do dinamismo do comércio e da economia doméstica.

Todos os principais segmentos da pauta de exportação do estado registraram quedas em relação ao ano anterior, sobretudo as vendas de produtos básicos que caíram 31,3%, fruto principalmente da redução nos embarques de produtos do agronegócio que ficaram 25% menores devido à seca que reduziu a produção agrícola do estado em 35% além da queda média de preços no mercado internacional. Só o “complexo soja” (que inclui grão, farelo e óleo), que geralmente lidera o ranking das exportações de produtos agrícolas na Bahia, teve receitas 41% menores no ano, o algodão 32%, o café 38% e o milho 78%.

O destaque positivo da pauta em 2016 ficou com o setor automotivo que fechou o ano com crescimento de 18%, resultado do câmbio mais competitivo e da intensificação dos embarques a clientes tradicionais, como a Argentina, além de outros mercados da América Latina como Colômbia, Chile e Uruguai, o que permitiu escoar parte da produção não absorvida pela demanda doméstica, incrementando os embarques físicos em 33%.

Mesmo com uma redução de 32,7% em suas compras – US$ 1,5 bilhão – a China permaneceu como principal mercado para as exportações baianas com 22,2% de participação. Os principais produtos exportados para o país foram celulose, catodos de cobre e soja em grão. Seguem-se os EUA com crescimento de 15,8% (pneus, químicos, derivados de petróleo) e 13,8% de participação e pela Argentina com incremento de 2,8% ( automóveis, fios de cobre e derivados de cacau) e 11,3% de participação.

Importações

A fraca atividade doméstica associada ao câmbio contribuíram para a expressiva queda das importações em 2016 que chegou a 25,8%. As reduções ocorreram de forma disseminada em todas as categorias de uso, encabeçada pelos combustíveis com redução de 31,4% e pelos bens intermediários que ficaram 24,7% menores em relação a igual período de 2015, reflexo da baixa taxa de crescimento da economia e da queda na produção industrial.

O único fato positivo em relação ao desempenho das importações foi a crescente melhora das compras de bens de capital (máquinas e equipamentos) que apresentaram em dezembro crescimento pelo oitavo mês consecutivo, indicando que a crise não arrefeceu investimentos privados no estado, principalmente na área de energia eólica e infraestrutura. A categoria teve crescimento de 41,5% no mês, embora, no acumulado do ano tenha ficado 5,4% inferior a 2015.

A queda nas importações baianas também ocorreu via redução de preços, que declinaram em média 16,8% comparadas ao ano anterior, principalmente de nafta para a petroquímica, minério de cobre, gás, trigo, grafita e borracha, evidenciando a queda generalizada dos preços das commodities devido à fraca atividade econômica global. O volume desembarcado também registrou redução de 10,9% no período, resultado da queda da demanda interna.

A Argentina, fornecedora de automóveis, trigo, malte e insumos químicos, apesar da queda de 24,6% nas compras baianas no ano, liderou a lista de maiores fornecedores para a Bahia, com 11,6% de participação, seguida pela Argélia (nafta) com 11,2%, e a China (células solares, máquinas e equipamentos e bens de consumo) com 10,4% de participação.

Tags: ChileChinaColômbiaexportaçõesimportaçõessoja
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