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IBGE estima queda de 6,4% na safra 2018 de grãos na Bahia

REDAÇÃO por REDAÇÃO
08/03/2018
em Negócios no Campo
Tempo de Leitura: 4 minutos
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No estado, apesar de a estimativa de área plantada com algodão ter crescido 0,7%, de janeiro para fevereiro, a previsão do rendimento médio caiu 2,7% (Foto: Adenilson Nunes/GOVBA)

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A estimativa de fevereiro para a safra baiana de cereais, leguminosas e oleaginosas (também conhecidos como grãos), em 2018, totalizou 7.561.778 toneladas, o que representa uma queda de 6,4% em relação à safra 2017 (8.078.077 toneladas). Frente a janeiro, quando a previsão era de uma safra 3,7% menor em 2018, houve um aprofundamento do recuo na estimativa de produção de grãos no estado. Isso se deveu à redução de 6,1% no rendimento médio esperado (de 2,65 toneladas por hectare em 2017 para 2,49 toneladas por hectare em 2018) – uma vez que a estimativa de área a ser colhida com grãos neste ano (3.040.505 hectares) teve um leve aumento (+0,9%) em relação à estimativa de janeiro e está apenas 0,3% menor que a de 2017 (3.050.718 hectares).

Os principais grãos para os quais se espera redução no rendimento médio são o milho 2ª safra (de 1,97 tonelada por hectare em 2017 para 1,45 t/ha em 2018), algodão herbáceo (de 4,08 t/ha para 3,08 t/ha) e soja (de 3,24 t/ha para 3,00 t/ha).

As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado mensalmente pelo IBGE. O grupo de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) engloba os seguintes produtos: arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo, triticale, amendoim, feijão, caroço de algodão, mamona, soja e girassol.

Com a maior estimativa de queda na safra em fevereiro, a Bahia deve, em 2018, contribuir com 3,3% da produção nacional de grãos, estimada em 227,2 milhões de toneladas, 5,6% inferior à obtida em 2017 (240,6 milhões de toneladas). Em relação a janeiro, quando se estimava que o estado responderia por 3,4% da produção de grãos, houve uma pequena perda de participação.

Mato Grosso deverá continuar na liderança da produção nacional de grãos neste ano, com uma participação de 25,1% em 2018, seguido pelo Paraná (17,6%) e Rio Grande do Sul (14,6%).

Estimativa da safra baiana de algodão recua 2%

A segunda estimativa da produção nacional de algodão alcançou 4,3 milhões de toneladas, uma queda de 0,6% em relação ao estimado em janeiro, fruto das revisões para baixo nas previsões de Goiás (-7,5% em relação ao estimado em janeiro) e Bahia (-2,0%).

No estado, apesar de a estimativa de área plantada com algodão ter crescido 0,7%, de janeiro para fevereiro, a previsão do rendimento médio caiu 2,7%, o que está relacionado às expectativas quanto ao clima.

Ainda assim, em 2018, a previsão é de safras maiores de algodão tanto no Brasil (4,3 milhões de toneladas, ou 12,1% a mais que em 2017) quanto na Bahia (896,2 mil toneladas ou 7,5% maior que a do ano passado), que é o segundo estado com maior produção e deverá responder por 20,8% do algodão colhido no país, neste ano.

Produção de soja

A estimativa de fevereiro para produção nacional de soja em 2018 é de 113,2 milhões de toneladas, 0,6% maior que a de janeiro (112,4 milhões de toneladas), com aumentos da área plantada (+0,5%, alcançado 34,7 milhões de hectares) e no rendimento médio (+0,2%). Ainda assim, a safra brasileira de soja neste ano deve ficar 1,6% menor que o recorde registrado em 2017 (114,98 milhões de toneladas).

De janeiro para fevereiro, a previsão da safra 2018 de soja na Bahia foi reajustada para baixo (-0,5%), chegando a 4,7 milhões de toneladas, 8,6% menor do que o produzido em 2017 no estado (5,1 milhões de toneladas). Isso também em razão de recuo no rendimento médio esperado, que deve ser de 3,0 toneladas por hectare em 2018, 7,5% menor que o obtido em 2017 e 10,7% abaixo da estimativa de janeiro deste ano.

De uma forma geral, no país, a colheita encontra-se atrasada em relação a 2017. O excesso de chuvas tem dificultado os trabalhos no campo e consequentemente elevado os custos de produção, seja para controlar as doenças fúngicas ou pelo aumento no consumo dos combustíveis.

Estimativa é de que produção de cacau em 2018 aumente  3%

Após a estimativa, em janeiro, de uma safra 2018 de cacau na Bahia 70,6% maior que a de 2017, houve forte revisão para baixo na previsão de fevereiro, que ficou em 86.418 toneladas, 39,6% menor que a de janeiro e apenas 3,0% superior à produção de 2017 (83.869 toneladas).

Confirmando-se essa previsão, a Bahia continuará, em 2018, a ser o segundo principal estado produtor de cacau, com 40,1% da safra nacional (estimada em 215,7 mil toneladas), mantendo, assim, a perda de liderança nessa cultura para o Pará, que, segundo a estimativa de fevereiro, deve ficar com 53,3% da safra brasileira de cacau

A metodologia do LSPA determina que a primeira previsão de safra anual do cacau considere as cinco últimas médias anuais de rendimento, eliminando-se os extremos, e a área do ano anterior. Entretanto, o que se constatou em fevereiro, em campo, foram efeitos negativos das irregularidades climáticas no estado e o abandono e a extinção de algumas lavouras.

Metade das 26 safras de produtos investigados na Bahia devem ser maiores 

Das 26 safras de produtos investigadas pelo LSPA na Bahia, 13 devem ter crescimento neste ano, em relação a 2017. As produções com previsão de maior crescimento, em termos percentuais, no estado, são as de amendoim 2ª safra (111,8% ou mais 1.520 toneladas); cana-de-açúcar (60,3%% ou mais 1,9 milhão de toneladas) e castanha de caju (48,1% ou mais 1.300 toneladas).

Em termos absolutos, a cana deve ter o maior aumento de produção, seguida pelo algodão herbáceo (+62.664 toneladas), o milho 1ª safra (+43.420 toneladas) e a banana (+34.000 toneladas).

A lista completa está na tabela a seguir.

Tags: algodãocacauIBGEsafra de grãossoja
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