BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunistas
  • Notas de Bolso
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
BA de Valor
PUBLICIDADE
Capa Atualidade

CorteIDH condena Brasil por não investigar morte de Herzog

REDAÇÃO por REDAÇÃO
04/07/2018
em Atualidade
Tempo de Leitura: 3 minutos
A A
0

ladimir Herzog foi morto aos 38 anos, após se apresentar espontamente para depor no DOI-Codi

Share on FacebookShare on Twitter

Mais de quatro décadas depois da morte de Vladimir Herzog, em 24 de outubro de 1975, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) condenou hoje (4) o Estado brasileiro pela falta de investigação, julgamento e sanção dos responsáveis pela tortura e assassinato do jornalista. O Brasil terá de seguir uma série de determinações do tribunal.

Para a Corte, o Estado é responsável pela violação ao direito de “conhecer a verdade e a integridade pessoal” em prejuízo dos parentes de Herzog. O documento menciona a mãe, Zora; a mulher, Clarice; e os filhos, André e Ivo Herzog.

A Corte ordenou o Estado a reiniciar, com a devida diligência, a investigação e o processo penal cabíveis pelos fatos ocorridos em 1975 para identificar, processar e, se necessário, punir os responsáveis pela tortura e morte de Herzog.

Também determinou reconhecer, sem exceção, que não haverá prescrição, por se tratar de crimes contra a humanidade e internacionais.

A Corte exige ainda que se promova um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional em desagravo à memória de Herzog, que se publique a sentença e que sejam pagas as despesas do processo.

Verdade

O tribunal internacional concluiu ainda que o “descumprimento do direito de conhecer a verdade” foi causado pela versão falsa da morte de Herzog, da negativa, por parte do Estado, de entregar documentos militares e da ausência de identificação dos responsáveis.

“A CorteIDH determinou que os fatos ocorridos contra Vladimir Herzog devem ser considerados como um crime contra a humanidade, como é definido pelo direito internacional”, diz a sentença de cinco páginas.

O tribunal informou ainda que, devido à falta de investigação, o Estado brasileiro também violou os direitos às garantias judiciais e à proteção judicial dos familiares da vítima, identificados como Zora, Clarice, André e Ivo Herzog.

Em outro trecho, o documento destaca a tensão vivida no Brasil no período em que Herzog morreu, principalmente os atos das forças policiais “cometidos em um contexto sistemático e generalizado de ataques à população civil”.

Caso

Aos 38 anos, Vladimir Herzog apresentou-se de forma voluntária para depor perante autoridades militares do DOI/Codi de São Paulo. Ele foi preso, interrogado, torturado e morto. Herzog foi declarado morto em consequência de “suicídio”, versão contestada pela família do jornalista e também no processo.

O processo ressalta que, na época, o Brasil vivia em plena ditatura e havia ataques contra a população civil considerada “opositora” à ditadura brasileira, e, em particular, contra jornalistas e membros do Partido Comunista Brasileiro.

Parentes do jornalista apresentaram, em 1976, uma ação civil na Justiça Federal que desmentiu a versão do suicídio e, em 1992, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a abertura de uma investigação policial, mas o Tribunal de Justiça considerou que a Lei de Anistia era um obstáculo para investigar.

Após uma nova tentativa de investigação, em 2008, o caso foi arquivado por prescrição, segundo o processo.

Arbitrariedades

Durante o processo, o Brasil admitiu que houve prisão arbitrária, tortura e morte de Herzog, causando “severa dor” à família e reconhecendo responsabilidade.

“Apesar de o Brasil ter empreendido diversos esforços para satisfazer o direito à verdade da família do senhor Herzog e da sociedade em geral, a falta de um esclarecimento judicial, a ausência de sanções individuais em relação à tortura e ao assassinato de Vladimir Herzog (…) violentou o direito de conhecer a verdade em prejuízo de Zora, Clarice, André e Ivo Herzog”, indicou a sentença.

A CorteIDH, com sede em São José, na Costa Rica, faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA). As resoluções devem ser acatadas de forma obrigatória.

MDH: sentença terá cumprimento integral

Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos informou que “dará cumprimento integral à sentença”.

“Este ministério reafirma o seu compromisso com as políticas públicas de direito à memória, à verdade e à reparação, reconhecendo a sua importância para a não repetição, no presente, de violações ocorridas no passado, tais como as práticas de tortura e limitações à liberdade de expressão”, diz o texto.

A sentença, “ainda que condenatória ao Estado brasileiro, representa uma oportunidade para reforçar e aprimorar a política nacional de enfrentamento à tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, assim como em relação à investigação, processamento e punição dos responsáveis pelo delito”, acrescenta a nota. (Da AG. Brasil)

Tags: Vladimir Herzog
Artigo Anterior

Simm oferece 590 vagas em cursos de qualificação este mês

Próximo Artigo

TIM e Assurant lançam programa para troca de smartphones

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Patrícia Lordêlo
Atualidade

Cientista baiana pesquisa uso de LED azul para tratar efeitos do câncer de mama na saúde íntima

Margareth Menezes
Atualidade

Margareth Menezes participa de abertura de seminário sobre políticas culturais em Salvador

Homem em cadeira de rodas
Atualidade

Formigamento, alterações na visão e fadiga persistente podem ser sinais de esclerose múltipla, alerta neurologista

Próximo Artigo

TIM e Assurant lançam programa para troca de smartphones

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • EM ALTA
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
Rebanho Nelore

Nordeste é única região com crescimento do rebanho bovino e alcança recorde de 37,3 milhões de cabeças

Operário Braskem

Braskem abre 120 vagas de estágio para 2027; Bahia terá 15 oportunidades

Terras raras

Bahia concentra 31% dos processos de terras raras do país e projeto avança no Vale do Jiquiriçá

Homem preencgendo gabarito de concurso

Governo da Bahia abre concurso com 50 vagas e salário inicial de R$ 10,8 mil

Mulher segurando duas CNHs

Bahia abre inscrições para 20 mil vagas de CNH gratuita; veja quem pode participar

Fachada Hospital Espanhol

Governo da Bahia firma contrato de R$ 514 milhões para gestão do Hospital 2 de Julho, em Salvador

Máquina de pintura automatizada

Coopercon-BA leva missão empresarial à China para buscar fornecedores e tecnologias para construção civil

Gamepólitan-Mini nas Escolas

Projeto leva games e realidade virtual a mais de 1.300 estudantes de escolas públicas de Salvador

Palestra na Braskem

Braskem promove palestra sobre violência contra a mulher e autonomia feminina em Salvador

Tribo indígena em Angra dos Reis

STJ mantém condenação de R$ 50 mil à Editora Globo por reportagem sobre comunidade indígena

Membros da ABAPA

Alessandra Zanotto Costa é reeleita presidente da Abapa para o biênio 2027/2028

Símbolo do outubro rosa

Outubro Rosa: cuidados com a pele negra durante tratamento do câncer de mama exigem atenção especial

Máquina de pintura automatizada

Coopercon-BA leva missão empresarial à China para buscar fornecedores e tecnologias para construção civil

Gamepólitan-Mini nas Escolas

Projeto leva games e realidade virtual a mais de 1.300 estudantes de escolas públicas de Salvador

Palestra na Braskem

Braskem promove palestra sobre violência contra a mulher e autonomia feminina em Salvador

Tribo indígena em Angra dos Reis

STJ mantém condenação de R$ 50 mil à Editora Globo por reportagem sobre comunidade indígena

Membros da ABAPA

Alessandra Zanotto Costa é reeleita presidente da Abapa para o biênio 2027/2028

Símbolo do outubro rosa

Outubro Rosa: cuidados com a pele negra durante tratamento do câncer de mama exigem atenção especial

PUBLICIDADE

COLUNISTAS

Jovem mulher

Carreiras no Direito: uma construção que não termina

Katya Di Pierro

Entre meus passos e os nossos

Fernando Carvalho

Pinta e borda que alivia

Katya Di Pierro

Os lugares onde a vida acontece

Katya Di Pierro

A vida acontece nas travessias

NOTAS DE BOLSO

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Preparação de remessa da Shopee

Shopee amplia logística e reduz prazo médio de entrega em dois dias no Brasil

Refém da pobreza

BA de Valor

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Siga-Nos

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
  • Colunistas
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Contato
  • Anuncie
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.