BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Colunistas
  • Notas de Bolso
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
BA de Valor
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
Sem resultado
Ver todos os resultados
BA de Valor
PUBLICIDADE
Capa Negócios Negócios no Campo

Alta produtividade e a qualidade de fibra marcam a safra de algodão na Bahia

REDAÇÃO por REDAÇÃO
26/09/2021
em Negócios no Campo
Tempo de Leitura: 4 minutos
A A
0

São Desidério seguiu como o 2º maior produtor de algodão do país (em volume), abaixo apenas de Sapezal (MT) (Fotos: Abapa)

Share on FacebookShare on Twitter

Chuvas bem distribuídas ao longo do ano agrícola, bicudo bem controlado e menor pressão de pragas, em geral, refletiram diretamente nas boas marcas alcançadas nas fazendas e nos laboratórios de análise de fibra de algodão na Bahia. A produtividade no estado ficou em 315 arrobas de algodão em capulho por hectare, que, com rendimento de pluma em torno de 41%, bateu em 1.938 quilos/ha do produto beneficiado. No Oeste da Bahia, onde se concentra a produção, a marca foi ainda mais alta, 320,8 arrobas/ha ou, aproximadamente, 1.973 quilos de pluma/ha. Ao todo, foram colhidas 1.260.781 toneladas de algodão em caroço no estado (516.920 toneladas de pluma), mantendo a Bahia como o segundo maior produtor nacional de algodão. Para a safra 2021/2022, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) ainda não tem o número exato da área a ser plantada, mas estima que a intenção de plantio gire em torno de 9% a mais que o consolidado em 2020/2021, 266.662 hectares, uma decisão diretamente ligada ao mercado.

De acordo com a Abapa, os preços estão bons, oscilando entre 90 e 95 centavos de dólar por libra-peso, em Nova Iorque. Mas o indicador da commodity não é o único fator que pesa na decisão do cotonicultor. “Levamos em consideração a rentabilidade e o custo de produção, e, nesta conta, a soja, e mesmo o milho, têm levado vantagem nos últimos anos. A nossa previsão é conservadora, tendendo a otimista. Acreditamos que teremos um discreto aumento de área”, explica o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.

No laboratório de Análise de Fibras da Abapa, em Luís Eduardo Magalhães, mais de 1,8 milhão de amostras, de um total esperado de 3 milhões, já foram processadas, e a qualidade, sobretudo no “visual”, chama atenção. “O clima foi muito bom para a qualidade do algodão, com chuvas quando precisava chover e ausência delas no momento da colheita. Essa condição, por se só, já contribui para a cor e o brilho do produto. Mas há outros fatores, como manejo de pragas e doenças, as variedades plantadas e as tecnologias incorporadas nas lavouras, que fazem diferença na classificação”, explica o gerente do laboratório, Sergio Brentano.

Segundo Brentano, os índices alcançados na classificação instrumental, através do HVI (High Volume Instrument), também foram muito positivos, com destaque para características intrínsecas da fibra, como tamanho e finura, além da redução do percentual de fibras curtas. “Isso difere muito a cada safra e tem relação direta com o tipo de variedade plantada, mas o que podemos dizer é que com clima bom e trabalho dos produtores, estamos obtendo ótimos resultados neste ciclo”, diz.

No laboratório de Análise de Fibras mais de 1,8 milhão de amostras, de um total de 3 milhões, já foram processada

Bicudo sob controle

O bicudo-do-algodoeiro e outras pragas da cultura não representaram um grande problema na safra 2020/2021. De acordo com o coordenador do Programa Fitossanitário da Abapa, Antônio Carlos Araújo, o índice de infestação foi discretamente maior que 2019/2020, quando ficou em 1.56%, e menor que no ano-safra anterior, 2018/2019, cuja média foi de 2.69%, nas lavouras do Oeste da Bahia. “Aos 150 dias, constatamos uma média de 1.61% de bicudos por botões atacados”, afirmou. Este resultado, segundo o coordenador, se deveu a fatores como manejo adequado, incorporação de tecnologias e clima favorável à realização desses procedimentos.

“Existe uma conscientização crescente do produtor em relação ao combate dessa praga, que tem potencial de destruição de até 100% das lavouras. O cotonicultor investiu no monitoramento intenso até o final do ciclo, e isso impactou diretamente na alta produtividade alcançada no período. De uma maneira geral, podemos afirmar que o bicudo não trouxe perdas ou danos expressivos em 2020/2021”, disse.

No período, a Abapa deu continuidade às ações de conscientização do produtor e de agentes de outros elos da cadeia produtiva, como os ligados aos transportes, com blitz e campanha em outdoors sobre a maneira correta de acondicionamento das cargas, para evitar o escape de sementes e o surgimento de tigueras. O produtor também foi impactado pela campanha, que alertou para a importância do manejo correto de plantas voluntárias e restos culturais.

Vazio Sanitário

Desde o dia 20 de setembro, e até o dia 20 de novembro, a maior parte dos municípios produtores da fibra no Oeste da Bahia está sob o regime de Vazio Sanitário, definido pela Portaria 201 da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). São eles: Cocos, Jaborandi, Correntina, Santana, Barreiras, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves e São Desidério. A exceção, no Oeste, são a microrregião de Campo Grande, no município de São Desidério, Baianópolis e Wanderley, onde o período fixado vai do dia 11 de setembro até 10 de novembro.

A região Sudoeste da Bahia segue um calendário de vazio diferente, de 01 de setembro a 30 de outubro. Esta área inclui os municípios de Brumado, Caculé, Caetité, Candiba, Guanambi, Iuiu, Lagoa Real, Livramento de Nossa Senhora, Malhada de Pedra, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Rio do Antônio, Sebastião Laranjeiras, Tinhaçu, Urandi, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Igaporã, Malhada, Muquém do São Francisco e Serra do Ramalho.

No vazio, não pode haver plantas vivas de algodão na área estabelecia por lei, inclusive as tigueras, as chamadas “plantas voluntárias”, que, geralmente, nascem fora das lavouras, à beira das estradas. O objetivo desta medida é evitar que o bicudo se hospede nestas plantas, na entressafra, aumentando a pressão populacional no ciclo seguinte”, afirma Antônio Carlos Araújo, enfatizando os esforços da Abapa na conscientização do produtor tanto para o cumprimento do vazio, quanto para a destruição das soqueiras e tigueras, durante e após a colheita.

Tags: AbapaAdabalgodãoBahiaBarreirasFormosa do Rio PretoLuís Eduardo MagalhãesRiachão das Neves
Artigo Anterior

Apagão deixa Salvador às escuras neste sábado

Próximo Artigo

Fini inaugura 100ª franquia no interior de São Paulo com novo modelo de negócio

NOTÍCIAS RELACIONADAS

ACM Neto no Diálogos do Oeste
Negócios no Campo

Agro do Oeste da Bahia apresenta agenda de desenvolvimento a ACM Neto em encontro com setor produtivo

Colheita de soja
Negócios no Campo

Aliança do Agro apresenta agenda com 10 diretrizes para ampliar competitividade do Oeste da Bahia entre 2027 e 2030

Alessandra Zanotto Costa, Jerônimo Rodrigues e Moisés Schmidt
Negócios no Campo

Agro baiano entrega agenda de prioridades a Jerônimo Rodrigues e cobra infraestrutura, segurança jurídica e logística

Próximo Artigo

Fini inaugura 100ª franquia no interior de São Paulo com novo modelo de negócio

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

  • EM ALTA
  • COMENTÁRIOS
  • ÚLTIMAS
Fachada Sebrae

Sebrae Bahia abre processo seletivo com salários de até R$ 11,8 mil

Claudia Matarazzo e Eliane Ribeiro

Salvador recebe evento exclusivo sobre os códigos de relacionamento com clientes de patrimônio ultraelevado

Fórum Náutico Internacional

Fórum Náutico Internacional reúne especialistas de quatro países e amplia debate sobre Economia Azul em Salvador

Antonio Lavareda

ACB recebe Antonio Lavareda para debate sobre cenários políticos da Bahia e do Brasil em 2026

Participantes do programa de estágio Bracell

Programa de Estágio da Bracell é finalista do Prêmio IEL de Talentos 2026

Membros da ANB

II Fórum Náutico Internacional coloca Economia Azul no centro do debate em Salvador

ACM Neto no Diálogos do Oeste

Agro do Oeste da Bahia apresenta agenda de desenvolvimento a ACM Neto em encontro com setor produtivo

Plínio Junior, da Plasticaria e Walter Schimmelpfeng

Sustentabilidade rende dois prêmios ao arquiteto Walter Schimmelpfeng na CASACOR Bahia 2026

Evento na Faculdade Baiana de Direito

Faculdade Baiana de Direito debate novos caminhos das carreiras jurídicas na 5ª edição do Circuito Carreiras

Porco assado

Festival do Porco chega à 6ª edição com porco inteiro assado, porchetta e chope à vontade em Salvador

Village Itaparica

Festival da Primavera movimenta Village Itaparica com esporte, natureza, música e lazer durante setembro

Membros da ANB

II Fórum Náutico Internacional coloca Economia Azul no centro do debate em Salvador

ACM Neto no Diálogos do Oeste

Agro do Oeste da Bahia apresenta agenda de desenvolvimento a ACM Neto em encontro com setor produtivo

Plínio Junior, da Plasticaria e Walter Schimmelpfeng

Sustentabilidade rende dois prêmios ao arquiteto Walter Schimmelpfeng na CASACOR Bahia 2026

Evento na Faculdade Baiana de Direito

Faculdade Baiana de Direito debate novos caminhos das carreiras jurídicas na 5ª edição do Circuito Carreiras

Porco assado

Festival do Porco chega à 6ª edição com porco inteiro assado, porchetta e chope à vontade em Salvador

Village Itaparica

Festival da Primavera movimenta Village Itaparica com esporte, natureza, música e lazer durante setembro

Membros da ANB

II Fórum Náutico Internacional coloca Economia Azul no centro do debate em Salvador

PUBLICIDADE

COLUNISTAS

Fernando Carvalho

Pinta e borda que alivia

Katya Di Pierro

Os lugares onde a vida acontece

Katya Di Pierro

A vida acontece nas travessias

Antonio Peres Junior

Antonio Peres Junior lança livro sobre Direito, empreendedorismo e a conexão entre Brasil e Espanha

Dr. Anísio Pinheiro

Adiar NR1 será retrocesso na proteção à saúde mental dos trabalhadores

NOTAS DE BOLSO

Bandeira da FGV

FGV anuncia cursos gratuitos e online nas áreas de tecnologia, dados e inteligência artificial

Preparação de remessa da Shopee

Shopee amplia logística e reduz prazo médio de entrega em dois dias no Brasil

Refém da pobreza

BA de Valor

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.

Institucional

  • Quem Somos
  • Anuncie
  • Contato
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

Siga-Nos

Sem resultado
Ver todos os resultados
  • Atualidade
  • Economia
  • Negócios
  • Sua Chance
  • Inovação
  • Notas de Valor
  • Colunistas
  • Business Lounge
  • Quem Somos
  • Contato
  • Anuncie
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies

© 2024 BA de Valor. Todos os direitos reservados.